quarta-feira, 6 de junho de 2018

Robinho vivendo a melhor fase da sua carreira



ROBINHO VIVENDO A MELHOR FASE DA SUA CARREIRA

Daniel Leal

 
Responda rápido: o que os técnicos Júnior Rocha, Paulo César Gusmão e Roberto Fernandes tiveram em comum no Santa Cruz em 2018? Uma resposta rápida e segura remete ao atacante Robinho. Afinal, os três treinadores não somente escalaram o atleta de 23 anos em todos os jogos em que estiveram à frente do time, como também gastaram elogios ao potencial tático e técnico do jogador. E não foi em vão. Vivendo a melhor fase da carreira, Robinho ostenta algumas marcas importantes na temporada. É, por exemplo, o artilheiro do time e o único atleta do elenco a ter realizado todas as 28 partidas do clube, nas quatro competições disputadas até aqui.
Natural do sertão de Madalena, no Ceará, onde viveu uma infância difícil, Robinho chegou ao Santa Cruz sem muito alarde. Um dos mais de 30 reforços do clube contratados neste ano, o atleta chegou por empréstimo do Ceará, onde tem contrato até o final do ano que vem. Vinha de uma temporada com título estadual pelo Cuiabá, mas de poucos gols. Em 2017, pela equipe mato-grossense foram quatro. 2016, dois pelo Novo Hamburgo. Em 2015, três gols pelo Confiança. Somente somando então as últimas três temporadas, supera-se o número de gols que o atacante tem neste ano pelo Tricolor: 9 x 8. Uma evolução comprovada não apenas em números, mas também traduzida por boas atuações.
“Quando recebi o convite do Santa Cruz, tinha várias propostas. Mas não pensei duas vezes em jogar aqui. É uma oportunidade única de crescer no futebol, de ter todo o pessoal me vendo e mostrar até para mim mesmo podia que jogar em clube grande, de torcida, de cobrança”, destacou. Robinho. “E aqui Deus está honrando o trabalho que venho fazendo dia a dia. A gente colhe o que planta e Deus está sendo maravilhoso comigo. Os treinadores sempre mandaram eu pisar mais dentro área e a bola está sobrando para mim. Estou ficando no momento certo e na hora certa concluindo os gols. É trabalhar para manter essa fase de artilheiro”, completou.
Além dos quatro gols no Brasileiro, Robinho marcou dois no Estadual e outros dois pela Copa do Nordeste. Dos 28 jogos disputados, apenas em um ele não foi titular - porque foi poupado contra o CRB, pelo Nordestão. Acabou entrando no segundo tempo. Em somente outros dois, foi substituído ao longo da etapa final. Nada de lesões, nem de desgaste físico. “Estou sempre me dedicando ao máximo nos treinamentos. Fiz uma boa pré-temporada e é tudo fruto de muito trabalho, não tenha dúvida. Eu trabalho no limite sempre. Acho que estou colhendo os frutos da dedicação”, afirmou.
"É um garoto com muito potencial. Agora, ele precisa ser lapidado no dia a dia, com muito trabalho. Às vezes, ele até deixa de explorar todo o potencial dele pela própria juventude. Não digo que a juventude seja um defeito, mas precisa ter aquela maturidade tática", ponderou o técnico atual do time, Roberto Fernandes. "Ele já é peça importante, 'titularíssimo', mas na minha ótica ainda cresce muito mais", pontuou.
 

Propostas

Marcando gols em todos os últimos quatro jogos do Santa Cruz na Série C, o atleta já é o vice-artilheiro da competição, com quatro gols. Não à toa, Robinho vem recebendo sondagens de outros clubes. Até propostas, segundo ele. Nada que o faço tirar a concentração do momento no Tricolor. “Meu pensamento e foco é no Santa Cruz hoje. Por ter me aberto as portas ficar… Quero ficar até o final temporada e colocá-lo de volta à Série B. Recebi propostas já, mas estou focado aqui, falei que não quero sair. Quero ficar até o término do meu empréstimo e colocar o clube na Série B concretizando uma belíssima campanha”, disse.

Fonte: Diario de Pernambuco, 05/6/2018

terça-feira, 5 de junho de 2018

A minha seleção é o Santa!


Grafite agora é cidadão recifense


GRAFITE AGORA É CIDADÃO RECIFENSES

Marina Maranhão

Edinaldo Batista Libânio, mais conhecido como Grafite, 39 anos, nasceu em Jundiaí, no Estado de São Paulo. No entanto, foi aqui no Recife que o atacante nasceu verdadeiramente para o futebol. Contratado pelo Santa Cruz em 2001, Grafite fez sucesso no Arruda pela sua frieza e seus gols, rapidamente virou um dos ídolos do tricolor. Nesta segunda- feira, o ex-jogador receberá o título de cidadão recifense, às 18h, em solenidade aberta ao público na Câmara Municipal do Recife.
Vencedor de vários títulos, entre eles a Copa do Nordeste em 2016, Grafite reconhece a importância da torcida tricolor na sua vida. "Sem sombra de dúvidas, a torcida do Santa Cruz tem muita influência nesse título que estou recebendo esta noite e fico muito feliz em ter o reconhecimento de uma torcida tão grande, tão imensa, que me proporcionou tantas felicidades nesse gramado. Grande parte desse sucesso que eu tive na minha carreira, especialmente nas minhas passagens pelo Recife, se deve ao carinho que a torcida tem por mim e eu tenho por ela", resume o jogador.
Grafite anunciou sua aposentadoria em 22 de janeiro deste ano, durante sua terceira passagem pelo Arruda, com 20 anos de carreira. Foram 37 jogos pelo Santa Cruz. Iniciou a carreira no Matonense, do interior de São Paulo e rodou o mundo jogando futebol, jogou em países como a França, Alemanha e Catar, além de outros times nacionais. Em 2010 foi convocado para a Copa do Mundo da África do Sul pelo técnico Dunga.
O vereador Rodrigo Coutinho, autor do pedido da honraria, acredita que foi no Recife que o atacante teve seu potencial reconhecido. "Por sua trajetória do anonimato ao estrelato mundial, Grafite teve no Recife o reconhecimento do seu potencial, sendo campeão e eleito craque da Copa do Nordeste de 2016 pelo Santa Cruz Futebol Clube", analisou o vereador.


Fonte: Diario de Pernambuco, 04/6/2018

Os novos uniformes


OS NOVOS UNIFORMES

Daniel Lima

 
Após o lançamento oficial dos novos uniformes para as temporadas 2018 e 2019, no último sábado, na loja oficial do clube, o Santa Cruz revelou que cerca de 370 camisas foram comercializadas em três dias. A expectativa era vender 1000 padrões, mas mesmo não alcançando o número desejado a aceitação foi grande da maioria da torcida. O sucesso imediato, principalmente do segundo manto (todo branco), entre os torcedores chamou a atenção.
“Já conseguimos vender quase 370 peças. A repercussão foi muito positiva e a torcida abraçou a ideia. Percebemos até que o padrão branco vendeu muito bem. A camisa tradicional (a coral) sempre vende 80% mais do que o segundo uniforme. Mas este ano os dois venderam de forma positiva. Vale lembrar que alguns produtos ainda não chegaram por conta da paralisação dos caminhoneiros na semana passada”, contou William, um dos responsáveis pela loja oficial do clube.
Exatamente no mês de maio de 2017, o Santa apostou em ter seu próprio material esportivo, com a fabricação da empresa Bomache, de Fortaleza. A “independência” surtiu efeito no Arruda após o rompimento com a fornecedora Penalty, parceria que durou nove anos. O segundo lançamento da marca própria Cobra Coral foi satisfatório.
“A nossa marca comprova novamente que temos qualidade e um diferencial no mercado. A Cobra Coral é única e está com o Santa Cruz no bom ou no ruim, diferentemente dos outros patrocinadores, que rodam os clubes”, exaltou William.
 

Camisa comemorativa
 
O Santa Cruz lançou nesta segunda-feira (4) uma camisa em homenagem à Seleção Brasileira para a Copa do Mundo 2018. Com um preço popular, o produto comemorativo custa R$ 99,90 e está à venda na loja do clube. “Para não passar em branco, resolvemos fazer um produto na linha torcedor para o maior evento do futebol mundial”, pontuou William.


Fonte: Folha de Pernambuco, 04/6/2018

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Comemorando a vitória


COMEMORANDO A VITÓRIA

Yuri Teixeira

Em sua estreia como comandante coral dentro de casa, o técnico Roberto Fernandes pôde comemorar os três pontos diante da Juazeirense, além da entrada, mesmo que provisória, do Santa Cruz no G4 da Série C. Apesar da vitória, o técnico coral foi expulso de campo no final da partida, e logo no início da entrevista coletiva não poupou críticas à arbitragem de Luiz César de Oliveira Magalhães. Após reclamar de uma inversão de lateral, o treinador acabou indo para o vestiário mais cedo.
"Eu gostaria de perguntar, se quem estava certo era eu ou a arbitragem?. Parece que os árbitros no Brasil se sentem acima do bem e do mal. Eu estava com a razão, era lateral nosso, e não da Juazeirense. Qual foi a justificativa dos sete minutos (de acréscimos)?", desabafou o treinador, que aproveitou o ocorrido para demonstrar a reaproximação ao torcedor coral e a importância dos três pontos. "Parece que tudo isso teria que acontecer para trazer o torcedor para o nosso lado! É fundamental entrarmos no G4, mesmo que ainda tenha jogos para complementar a rodada. Um jogo após uma eliminação em casa (para o ABC na Copa do NE), e o torcedor ainda chama o time de guerreiro, é trazer a torcida de volta para o nosso lado. Um grande aliado para alcançarmos nosso objetivo."
Depois de um primeiro tempo onde o Tricolor foi totalmente superior ao adversário, a segunda etapa foi repleta de emoções no Arruda. Com um a menos, o Santa conseguiu se segurar e Roberto elogiou a postura da equipe.
"Dentro de uma Série C, a equipe precisa de uma entrega. E tivemos esta entrega hoje (sábado), junto com um pouco mais de jogo vertical. Saímos na frente, e depois da expulsão do Allan no segundo tempo perdemos força. Apesar de estarmos com um a menos, encaixamos dois contra-ataques, e podíamos ter matado o jogo com Robinho, no rebote de Fabinho Alves. Se fazíamos aquele gol, não teríamos toda dramaticidade. Mas isso é bom, para começarmos a reconciliação com nosso torcedor. Com o apoio dele, faz muita diferença", salientou o técnico.

Jogo com o Salgueiro

 
Para a partida contra o Salgueiro, Roberto não poderá contar com Allan Vieira, expulso neste sábado, e Charles, que levou o terceiro amarelo. Além deles, Vítor deixou o gramado sentindo dores, e Valdeir saiu ainda na primeira etapa com lesão na coxa. Mesmo com os desfalques, Roberto Fernandes tem como meta vencer o Carcará e virar o turno embalado.
"Problemas com vitória é mais fácil de se administrar. Vamos aguardar as avaliações na representação dos atletas, para começar a trabalhar a equipe para o jogo contra o Salgueiro. Considero que este jogo será uma virada de ciclo. Se vencermos e terminarmos o turno dentro do G4, podemos embalar na competição." 


Fonte: Folha de Pernambuco, 02/6/2018

Santa Cruz 1 x 0 Juazeirense


SANTA CRUZ 1 x 0 JUAZEIRENSE

Yuri Teixeira

Era pra ser uma vitória fácil e sem muito esforço, porém o Santa Cruz parece gostar de dramaticidade. Em jogo de tempos distintos, o time pernambucano venceu a Juazeirense/BA pelo placar de 1x0, e entrou no G4 do Grupo A, do Campeonato Brasileiro da Série C. No partida que marcou a estreia da nova camisa tricolor, o gol da vitória coral foi anotado por Robinho, em uma primeira etapa elogiável dos comandados do técnico Roberto Fernandes.
O Santa Cruz iniciou a partida do jeito que o torcedor coral pede. Em casa, foi pra cima do adversário e foi superior durante toda a primeira etapa. Antes dos cinco minutos já havia assustado a meta da Juazeirense em duas oportunidades. Uma com Arthur Rezende, em belo chute de fora da área, e em seguida com Augusto, após cruzamento de Allan Vieira. Aos oito, perdeu Valdeir, lesionado. Em seu lugar, entrou Fabinho Alves, que infernizou o lado direito defensivo do time baiano.
E foi do pé do camisa 11 que iniciou a jogada do gol coral. Depois de bela jogada aos 30, Fabinho tocou para Arthur Rezende. O jogador de meio de campo girou em cima da marcação e rolou para Robinho, na direita. O artilheiro do Santa no ano soltou a bomba de primeira, sem dar chances para o goleiro Tigre, fazendo a festa dos poucos torcedores que compareceram ao Arruda. A Juazeirense só assustou o Tricolor em um chute de Toni Galego, defendido por Tiago Machowski.
Na volta do intervalo, o Santa Cruz deixou o bom futebol apresentado na primeira etapa no vestiário, e o que era um jogo fácil, ganhou tom de dramaticidade. Com a chuva que caía sobre o Arruda, o confronto ficou pegado, e muitos cartões foram distribuídos. Entre eles, dois para Allan Vieira, seguido de vermelho, que deixou os donos da casa com um a menos em campo, dando esperanças aos visitantes.
Nervoso em campo, o Tricolor tinha dificuldades para produzir e se segurava na defesa. Apostando na individualidade de Fabinho Alves, aos 32, Santa teve a chance de matar a partida. O atleta que saiu do banco fez mais uma boa jogada, obrigando Tigre a fazer grande defesa. No rebote, Robinho ficou com a faca e o queijo nas mãos, mas finalizou fraco, para tranquila defesa do arqueiro baiano. Foi a última grande oportunidade do time pernambucano. Após o lance, a Juazeirense fez uma blitz na área coral. Mesmo com sete minutos de acréscimos, saiu de mais um duelo sem anotar gols fora de casa nesta Série C.

Ficha do jogo

 
SANTA CRUZ: Tiago Machowski; Vitor (Danny Morais), Sandoval, Augusto Silva, Allan Vieira; Charles (Ávila), Carlinhos Paraíba, Arthur Rezende; Valdeir (Fabinho Alves), Robinho e Augusto. Técnico: Roberto Fernandes.

JUAZEIRENSE: Tigre; Carlinhos, Júnior Gaúcho (Rayllan), Eron e Deca; Capone, Waguinho, Patrik (Jussimar) e Juninho Tardelli; Victor Sapo e Toni Galego (Jildemar). Técnico: Aílton Silva.

Local: Estádio do Arruda (Recife/PE). Arbitragem: Luiz César de Oliveira Magalhães (CE). Assistentes: Samuel Oliveira Costa e Anderson Moreira de Farias (ambos do CE). Gols: Robinho aos 30’ 1T (S). Cartão amarelo: Augusto, Charles, Allan Vieira (S); Patrik, Júnior Gaúcho, Carlinhos, Eron (J). Cartão vermelho: Allan Vieira (S).


Fonte: Folha de Pernambuco, 02/6/2018

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Vai e vem de reforços e desligamentos


VAI E VEM DE REFORÇOS E DESLIGAMENTOS

Daniel Lima

O número de contratações e desligamentos cresce no Arruda. Com as chegadas do volante Willian Maranhão e do atacante Leandro Costa, integrados ao elenco nesta quinta-feira (31), o Santa Cruz chega a 35 caras novas na temporada. A remontagem inteira do elenco justifica a quantidade elevada de contratados para 2018, mas a debandada durante o ano assusta. O meia Maicon Assis, por exemplo, é o 12º reforço liberado pela diretoria de futebol após ser indicado pelo treinador PC Gusmão. Segundo o clube, o atleta pediu para sair por conta de problemas particulares, encerrando sua curta e apagada passagem, que durou menos de um mês (entrou em apenas duas partidas).
Dos 35 reforços, 12 deles já não fazem mais parte do grupo: Renato Silva (zagueiro); Paulo Henrique e Rafinha (laterais); Jefferson Silva, Ilaílson, Leandro Salino e Luiz Otávio (volantes); Daniel Sobralense e Maicon Assis (meias); Robinho Mota, Vinícius e Robert (atacantes). Desses, apenas Luiz Otávio não foi dispensado. Trocou o Tricolor pelo CRB/AL, que disputa o Campeonato Brasileiro da Série B.
A lista de contratações é extensa e conta com Tiago Machowski e Ricardo Ernesto (goleiros); Renato Silveira, Augusto Silva, Genilson, Danny Morais e Sandoval (zagueiros); Paulo Henrique, Rafinha, Henrique Ávila, Mailton e Allan Vieira (laterais); Jorginho, Jefferson Silva, Ilaílson, Luiz Otávio, Leandro Salino, Johnny, Charles e Willian Maranhão (volantes); Arthur Rezende, Daniel Sobralense, Hericles, Geovani, Carlinhos Paraíba, Maicon Assis e Valdeir (meias); Robinho, Robinho Mota, Vinícius, Fabinho Alves, Jonathan Brayan, Robert, Halef Pitbull e Leandro Costa. Os dois últimos a desembarcarem no Arruda foram William Maranhão, ex-Boa Vista/RJ, e Leandro Costa, artilheiro do Central este ano, com 12 gols em 20 jogos. Ambos assinaram contrato até o fim da Série C e esperam a regularização junto à Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A tendência é que novos reforços ainda sejam contratados.
O vai e vem não para por aí. Isso porque o Roberto Fernandes veio para ser o terceiro comandante do Santa em cinco meses de temporada. Antes dele, Júnior Rocha e PC Gusmão, respectivamente, estiveram no cargo. Se não bastasse o custo para liberar atletas, o clube ainda deve salários. O elenco tem em aberto o mês de abril, que venceu no dia 15 de maio, enquanto os funcionários não recebem há dois meses (março e abril). O departamento financeiro não estabeleceu um prazo para pagar os débitos, mas prometeu um esforço para efetuar os pagamentos dos atrasados e saldar pelo menos parte da dívida.


Fonte: Folha de Pernambuco, 31/5/2018

quarta-feira, 30 de maio de 2018

A necessidade de sobrevivermos


A NECESSIDADE DE SOBREVIVERMOS

Clóvis Campêlo

Amigos corais, no que tange à Copa do Nordeste, não adianta mais chorar sobre o leite derramado. A vaca já foi para o brejo.
Resta-nos, porém, a Série C do Campeonato Brasileiro. É nela que teremos condições de recuperar todo o tempo perdido este ano. E embora não estejamos no G4 no momento, temos plenas condições de recuperação, haja visto que as outras equipes também estão niveladas por baixo. Não acredito nem mesmo no Atlético do Acre, a sensação do torneio até o momento. Aliás, é triste o nível atual do futebol nordestino.
Para mim, o que mais assusta é o nível amadorístico dos nossos dirigentes. Faz tempo que insistimos numa maneira desatualizada e ineficiente de administração. Se em todo o mundo capitalista o futebol dá certo, por que entre nós ele é deficitário, e desorganizado e deficitário? É preciso descobrirmos o X do problema.
Assusta-me, também, as notícias correntes de que já estamos com os salários do mês de abril em aberto. Um time ruim como o nosso com salários atrasados, pode ter consequências desastrosas. Ao menos isso, Tininho vinha cumprindo até o momento.
Sabemos que o nosso rombo é imenso. O ex-presidente Alírio, por exemplo, já afirmou que o clube lhe deve 8 milhões de reais. O próprio presidente atual também diz que tem 4 milhões de reais “emprestados” ao Santa Cruz. E eu pergunto, teremos condições de saldar esses débitos? De onde vamos tirar esse dinheiro? E as rendas antecipadas até onde vão nos fazer falta?
Urge que o nosso clube profissionalize a sua gestão. Chega de improvisos e de atitudes malucas. Queremos ter os pés no chão, mesmo que isso nos custe alguns títulos e prestígio.
O que nos consola é que mesmo nesta situação de precariedade, já somos os campeões da década. Somos o clube que mais títulos ganhou em Pernambuco no período de 2010 a 2019, mesmo com este último ainda para acontecer. Essa condição nenhum outro clube do Estado nos tirará, mesmo que passemos 2019 em branco.
Somos um clube de história e tradição. Temos um patrimônio considerável e uma torcida fiel e numerosa. O que nos falta é organização e competência para caminharmos com firmeza e determinação rumo ao futuro.
Temos um grande estádio, que embora precise de uma melhor manutenção (alguns chegam mesmo a considerá-lo hoje como um “elefante branco”), supera os estádios de va´rios outros grandes clubes brasileiros. Foi aqui no Arruda, depois da sua inauguração, que conquistamos a maior parte dos nossos títulos. Aqui é a nossa casa e disso devemos tirar proveito.
O treinador Roberto Fernandes tem razão ao projetar o Santinha “imbatível” dentro de casa. Motivador do elenco como ele sabe ser, vamos esperar que essa previsão se consolide e que conquistemos na Série C o necessário direito ao acesso. Apesar de tudo, pela nossa própria grandeza, temos essa condição.
No entanto, mais do que nunca, é preciso mudar a visão administrativa dos nossos dirigentes em nome da nossa sobrevivência.


Confiança 1 x 1 Santa Cruz


CONFIANÇA 1 x 1 SANTA CRUZ

Daniel Lima

Na estreia do técnico Roberto Fernandes no comando, o Santa Cruz arrancou um empate longe do Recife. Depois de sair perdendo no segundo tempo, os tricolores conseguiram deixar tudo igual e ficaram no 1x1 com o Confiança, na noite desta segunda-feira (28), no estádio Batistão, em Aracaju, pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro da Série C. Com o resultado, os pernambucanos seguem fora do G4 - 5ª posição, com 10 pontos - e chegam a terceira partida seguida sem vitória na temporada. Já os sergipanos perderam a liderança do Grupo A, caindo para a 2ª posição, com 14 pontos, para o Atlético/AC. O próximo compromisso do time coral é contra o Juazeirense/BA, no sábado (2), às 18h, no Arruda, pela 8ª rodada.
Os pernambucanos souberam suportar o falso domínio dos donos da casa, que até tentaram fazer uma pressão, mas não encontraram espaços para quebrar a marcação dos tricolores. A postura defensiva e a estratégia de marcar na linha do meio de campo do Santa dificultaram a vida dos sergipanos. Como não conseguiu criar jogadas, o Confiança/SE arriscou chutes de longe e cruzamentos na área, mas sem sucesso. Por incrível que pareça, a melhor chance do primeiro tempo foi da Cobra Coral, com Halef Pitbull. O atacante aproveitou o cochilo da defesa adversária, roubou a bola e invadiu a área, mas o goleiro Genivaldo saiu do gol e fez uma grande defesa no lance cara a cara. Com oportunidades raras, o 0x0 persistiu na etapa inicial.
A estratégia do Santa Cruz foi destruída logo no início do segundo tempo. Aos 8 minutos, Iago construiu uma boa jogada pela esquerda e cruzou para o meio de área. O lateral-esquerdo Allan Veira cortou a bola mal, o goleiro Tiago Machowski evitou um gol contra com uma grande defesa, mas o atacante Léo Carioca finalizou para as redes no rebote. No prejuízo, a equipe coral não se entregou e foi em busca de uma reação. E teve a oportunidade de empatar aos 26 minutos, quando o atacante Fabinho Alves invadiu a área e bateu cruzado para o meia Jeremias, que chutou por cima do gol. Em seguida, Robinho deixou tudo igual. O atacante, ex-Confiança, apostou no individualismo e levou sorte no lance. Após o desarme da zaga, ele ficou com a bola novamente, bateu cruzado e contou com o desvio de Gabriel para balançar as redes.
Nos minutos finais, o Santa cresceu na partida e poderia até ter virado no placar. Mas o Confiança/SE também batalhou e o confronto seguiu em aberto. Apesar do ritmo eletrizante, as equipes ficaram no 1x1.
 

Ficha técnica

CONFIANÇA: Genivaldo, Ângelo, Gabriel, Simon e Radar; Diogo, Everton Santos, Rafael Villa e Silvy; Léo Ceará (Frontini) e Iago. Técnico:Luizinho Lopes.
 

SANTA CRUZ: Tiago Machowski; Vítor, Augusto Silva, Sandoval e Allan Vieira (Eduardo Brito); Charles, Carlinhos Paraíba e Valdeir (Fabinho Alves); Robinho, Halef Pitbull e Henrique Ávila (Jeremias). Técnico: Roberto Fernandes.
 

Local: Arena Batistão (Aracaju/SE). Gols: Léo Ceará (aos 5 minutos do 2T) e Robinho (aos 27 minutos do 2T). Cartões amarelos: Confiança/SE (Silvy); Santa Cruz (Charles, Allan Vieira, Carlinhos Paraíba e Eduardo Brito). Arbitragem: Marco Aurelio Augusto Fazekas Ferreira (MG)
Assistentes: Marcus Vinicius Gomes e Marconi Helbert Vieira (ambos de MG).


Fonte: Folha de Pernambuco, 29/5/2018

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Mudança no estilo de jogo


MUDANÇA NO ESTILO DE JOGO

Até o jogo de estreia pelo Santa Cruz diante do Confiança, nesta segunda-feira, o técnico Roberto Fernandes tem apenas quatro dias de trabalho no clube. E, com o time sob pressão, precisa fazer ajustes urgentes. Porém, nesse cenário mais do que adverso, o goleiro Tiago Machowski acredita que o novo comandante já irá implementar mudanças visíveis no estilo de jogo da equipe.
“As coisas mudaram muito rápido. O PC passou um mês com a gente e agora entrou o Roberto. Cada técnico tem seu método de trabalho, e nós temos que nos adaptar ao do Roberto o quanto antes. Acho que nesses poucos dias de trabalho já deu para mudar algumas coisas. Acho que, nesse jogo de segunda contra o Confiança, vai dar uma mudada no nosso estilo de jogo”, disse o goleiro.
“É um técnico que todo mundo conhece, a gente conhece. Foram dois jogos contra o Náutico neste ano, um estilo de jogo um pouco diferente, um método de trabalho diferente, mas tenho certeza que a gente trabalhando firme ali, vai dar um resultado positivo”, acrescentou Machowski.
 

Mudança de postura
 

Para que o time consiga implementar essa nova postura, no entanto, o arqueiro prega também uma mudança de postura da própria equipe, que vem de duas derrotas. “Nessa mudança de treinador, a gente tem que mostrar algo diferente, a pegada principalmente. Não adianta continuar na pegada que a gente estava, porque vai entrar um e sair outro de novo. Não estamos conseguindo ter jogos tranquilos.”

Fonte: Diario de Pernambuco, 27/5/2018

Valdeir revela alívio em poder jogar no Santa


VALDEIR REVELA ALÍVIO EM PODER JOGAR NO SANTA

Daniel Lima

 
Apresentado oficialmente no Santa Cruz, o meia Valdeir enfim foi regularizado após mais de duas semanas de espera. De lá pra cá, ficou apenas treinando com o elenco e realizando trabalhos físicos em separado. Sincero na entrevista coletiva, o recém-contratado se mostrou aliviado por seu nome ter sido publicado do Boletim Informativo Diário (BID) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) na última sexta-feira.
"Já estava impaciente. Passei quase três semanas só treinando e sempre perguntava aos diretores de futebol sobre a minha regularização. Sei que foi algo complicado e por isso passei muito tempo apenas treinando. Estava ansioso para que saísse logo. Ainda bem que saiu e deu certo. Minha sensação é de alegria. Agora posso ajudar dentro de campo", declarou o meio-campista, de 25 anos de idade.
Valdeir ganhou destaque no Salgueiro, onde atuou por quatro temporadas. Desde a passagem no clube do Sertão do pernambucano, o jogador tinha vontade de vestir a camisa de um grande da capital. Inclusive, esteve perto de um acerto numa oportunidade passada. "Tinha um desejo antigo de jogar aqui. Na época do Salgueiro, já tinha recebido propostas, mas só agora chegou o momento de ajudar o Santa Cruz. Quero subir para a Série B", comentou.
À disposição do técnico Roberto Fernandes para a partida contra o Confiança/SE, nesta segunda-feira (28), pela sétima rodada da Série C, o meia garantiu estar bem fisicamente e ainda revelou a posição que se sente melhor.
"Vinha treinando a parte física há 21 dias e estou bem. Pronto e preparado para ajudar. Gosto mais de jogar centralizado. Jogava no Salgueiro como meia, mas também posso atuar aberto pelo lado esquerdo. Fico mais à vontade centralizado", disse.
Valdeir começou a carreira no Feirense. Em 2013, se transferiu para o Salgueiro, onde ficou até 2015. Um ano depois, foi para o Madureira/RJ e logo depois retornou para o Carcará. No ano passado, defendeu o Gil Vicente/POR (26 jogos e cinco gols marcados). Nesta temporada, ele voltou para o Brasil e jogou cinco partidas pelo Novorizontino, balançando as redes duas vezes.
"Joguei quatro temporadas no Salgueiro e tinha o desejo de atuar num clube da capital (pernambucana). Agora quero mostrar o meu futebol. Em Portugal, joguei no Desportivo Aves e fiquei quatro meses na pré-temporada, mas não fui utilizado. Fui para o Gil Vicente, mas meu filho nasceu e não conseguiu se adaptar", pontuou.


Fonte: Folha de Pernambuco, 27/5/2018

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Roberto Fernandes fala do início do trabalho no Santa


ROBERTO FERNANDES FALA DO INÍCIO DO TRABALHO NO SANTA

João de Andrade Neto

 
Terceiro técnico que mais dirigiu o Náutico na história, com 183 partidas, torcedor declarado do clube e comandante do título estadual deste ano, que tirou o Timbu do jejum de 13 anos sem taças, Roberto Fernandes, aos 47 anos, inicia nesta quinta-feira um novo capítulo da sua história profissional ao assumir o Santa Cruz. E apesar da forte ligação com agora rival, o novo comandante tricolor não teme uma rejeição da torcida por conta do seu passado. E não escondeu a motivação de voltar tão rápido ao futebol pernambucano, menos de um mês após ser demitido do alvirrubro.
Com relação a mudança de endereço no Recife, o treinador recordou que essa não será a primeira vez que dirigirá clubes rivais de uma mesma cidade. Em 21 anos de carreira, Roberto Fernandes conheceu de perto as rivalidades entre Remo e Paysandu, América-RN e ABC, Ceará e Fortaleza e Atlético-PR e Paraná
"Essa é a quinta vez que acontece isso na minha carreira profissional e você consegue reverter isso (possível rejeição da torcida) com trabalho e sobretudo resultado. Torcedor não é trouxa. Ele percebe que há respeito à instituição. Sou profissional e obrigado a entregar o meu melhor para defender o clube em que estou trabalhando no momento", destacou.
Conhecedor do seu futuro elenco, já que disputou contra o Santa Cruz o Campeonato Pernambucano e a Série C, Roberto Fernandes evitou falar em possíveis reforços. Mas enfatizou enxergar potencial no atual grupo de jogadores. "È complicado fazer uma análise de um elenco apenas por análise de resultados. Essa análise tem que vir nos trabalhos do dia a dia. Mas na Série C, o Santa estava no G4 até a rodada passada. Então esse elenco tem capacidade para brigar pelo acesso", analisou, que não teve participação nas dispensas do auxiliar técnico Adriano Teixeira, do volante Leandro Salino e do atacante Robert.
Por sinal, no atual grupo de atletas corais, Roberto Fernandes vai encontrar um velho conhecido. O lateral-esquerdo Ávila, com quem trabalhou junto na campanha do rebaixamento do Náutico para a Série C no ano passado e que apesar de ter contrato com o Timbu este ano, acabou liberado no início do ano. Apesar de negar qualquer problema com o atleta, o novo treinador coral não deixou de fazer uma cobrança.
"Não tenho nenhum problema com o Ávila, nem guardo ressentimentos. Mas acho que ele precisa resgatar a confiança perante a torcida, já que está meio desgastado. Potencial ele tem".
Por fim, Roberto Fernandes também evitou comentar o reencontro com a torcida do Náutico no clássico inicialmente marcado para o dia 16 de junho, no Arruda. "Meu pensamento é no jogo do Confiança (na próxima segunda-feira, pela 7ª rodada da Série C). Mas acho que não haverá problema nenhum. Quantas vezes Muricy (Ramalho) e Gallo enfrentaram o Náutico? Pelo contrário. Contribui para tirar o Náutico de uma fila de 13 anos, a maior da história do clube. Isso ninguém tira", concluiu.


Fonte: Diario de Pernambuco, 23/5/2018

A escolha do Santa por Roberto Fernandes


A ESCOLHA DO SANTA POR ROBERTO FERNANDES

Daniel Lima

Com a saída do técnico Paulo César Gusmão, que entregou o cargo após o vexame nas quartas de final da Copa do Nordeste, a diretoria de futebol do Santa Cruz agiu rápido e trouxe Roberto Fernandes como substituto para assumir o comando na sequência da Série C. Já no Recife, juntamente com um auxiliar, e com contrato até o fim do Brasileiro, ele tem apresentação marcada para esta quarta-feira (24), às 14h30, no Arruda. O que pesou na escolha foi o conhecimento do treinador no futebol pernambucano. Inclusive, o seu trabalho mais recente da carreira aconteceu no rival Náutico, onde acumula quatro passagens (2007, 2008, 2010 e 2017-2018), sendo a última delas nesta temporada, com a conquista do título estadual, encerrando um jejum de 14 anos.
“Roberto Fernandes é um treinador que tem capacidade para disputar a Série C, até porque ele conhece muito bem a competição e o nosso grupo. Chegou até a jogar contra a gente este ano (no Pernambucano e na Série C). Vem de um bom trabalho no Náutico e já sabe como é o nosso futebol. A gente confia que ele possa ir bem aqui, fazendo um Brasileiro seguro para ficar na zona de classificação”, declarou o diretor Jomar Rocha na entrevista coletiva, em anúncio oficial.
Para a direção, o novo comandante pode trazer motivação por conta do seu perfil. Por outro lado, o profissional, de 47 anos de idade, é torcedor declarado do Timbu, mas o fato não gera temor interno. Mesmo com um histórico de polêmicas, o extracampo dele também não preocupa.
“Ele é profissional do mercado e motivador. Já teve várias experiências em sua trajetória e a paixão pelo Náutico não vai atrapalhar o trabalho no Santa Cruz. Entre o que se fala e o que realmente acontece, prefiro me apegar aos dados que buscamos. Fomos atrás de informações e não de especulações de outras fontes”, afirmou Jomar Rocha.
Sobre a negociação e a parte salarial, o dirigente deu poucos detalhes. “Foi tudo muito rápido. Depois da conversa com PC (Gusmão), surgiram três nomes. Mas o clube quis Roberto (Fernandes), assim como ele quis o Santa. A questão dos salários está dentro da nossa realidade financeira, já que procuramos sempre respeitar o orçamento”, simplificou.
Terceiro técnico do Santa na temporada, Roberto Fernandes assume o Tricolor a 12 rodadas do fim da primeira fase do Campeonato Brasileiro da Terceira Divisão e tem o acesso à Série B como principal objetivo.


Fonte: Folha de Pernambuco, 24/5/2018

Santa Cruz dispensa auxiliar e dois jogadores


SANTA CRUZ DISPENSA AUXILIAR E DOIS JOGADORES

Daniel Lima

 
Além da demissão do técnico PC Gusmão, o Santa Cruz oficializou mais três desligamentos: o auxiliar técnico Adriano Teixeira, o volante Leandro Salino e o atacante Robert. As saídas foram confirmadas pelo vice-presidente do clube, Felipe Rego Barros, em entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira (23), no Arruda.
“Tomamos algumas providências e tentamos identificar situações de campo para tentar reverter o cenário. Ao lado do técnico Paulo César Gusmão, que colocou o cargo à disposição, o auxiliar técnico Adriano Teixeira também deixa o Santa Cruz. Quero agradecê-lo por todos os serviços prestados, até porque ele é um profissional muito qualificado e de extrema competência. Se dedicou com muito amor ao Santa, mas no futebol existem ciclos. Após a avaliação dos resultados e da qualificação do elenco, resolvemos liberar Leandro Salino e Robert. Essas foram as mudanças mais significativas tomadas pela direção”, revelou.
Segundo o diretor do Santa Cruz Felipe Rego Barros, Salino e Robert deixaram o Santa pelos seguintes motivos: rendimento abaixo do esperado e readequação da folha salarial do elenco.
“As questões são um pouco de cada ordem. Tem o cenário financeiro e o de custo benefício, além do fator técnico. A gente precisa dar passos em busca de reforços. Salino já havia procurado a diretoria por estar insatisfeito com o seu aproveitamento no clube. Não podemos ter crise de identidade aqui. Já o Robert pesou o lado financeiro. Ele tem um peso maior (orçamentário). É um profissional extremamente dedicado, mas no futebol nem tudo acaba dando certo. Isso pesou contra ele. Precisávamos desafogar a folha salarial”, detalhou.
Ambos anunciados como reforços de “peso” para a temporada 2018, o volante Leandro Salino e o atacante Robert tiveram uma passagem apagada no Arruda. O primeiro deles jogou sete partidas, enquanto o centroavante, contratado para ser o homem de referência do ataque, disputou oito partidas e marcou apenas um gol.
Já o auxiliar técnico Adriano Teixeira estava no Santa Cruz há quatro anos. Chegou ao clube em 2014. De lá pra cá, o assistente comandou o time interinamente em várias ocasiões. Este ano, assumiu o posto uma vez.


Fonte: Folha de Pernambuco, 23/5/2018

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Santa Cruz 1 x 4 ABC


SANTA CRUZ 1 x 4 ABC

O Santa Cruz teve uma noite para se esquecer no Arruda. Nesta terça-feira, a equipe viu o sonho de avançar na Copa do Nordeste ruir de maneira desastrosa. Após ser derrotado no jogo de ida para o ABC/RN, por 1x0, restava ao Tricolor vencer por dois gols de diferença jogando em seus domínios. Mas a Cobra Coral nem passou perto da vitória. Muito pelo contrário. O time foi atropelado pelo adversário potiguar com uma goleada de 4x1 - gols de Higor Leite, Marcos Júnior, Felipe Guedes e Matheus Carvalho, para os visitantes. Hericles ainda descontou no fim, marcando um melancólico gol de honra, que marcou a despedida do time do Nordestão.
Embora estivesse em vantagem, o ABC/RN não veio ao Arruda para se fechar em busca de um empate. Longe disso. Desde o pontapé inicial que a equipe de Natal tomou a iniciativa. Não bastasse isso, a defesa do Santa voltou a cometer erros primários. Melhor para os oponentes. Após cruzamento rasteiro na área tricolor, Sandoval afastou mal e Higor Leite pegou a sobra para abrir o placar, logo aos sete minutos do primeiro tempo. Pouco depois, aos 21, em contra-ataque, Higor Leite rolou para Marcos Júnior, na entrada da área. O meio-campista driblou o marcador e bateu da meia-luta para fazer o segundo.
Não parou por aí. Aos 36, Higor Leite deu um belo passe para Felipe Guedes, que ficou na boa para marcar o terceiro do emblema potiguar. Para a tragédia ficar ainda maior para a nação tricolor, Augusto Silva foi expulso aos 44 minutos da etapa inicial. Era um fim de jogo antecipado. Assim, no segundo tempo, coube ao ABC/RN praticamente administrar a ampla vantagem. Mesmo assim, houve tempo para outro gol do time visitante. Aos 24 minutos, Matheus Carvalho recebeu dentro da área, fez o giro e anotou o quarto. Já no fim, aos 39 minutos, Hericles aproveitou boa jogada de Augusto e fez o gol de honra coral.


Fonte: Folha de Pernambuco, 22/5/2018