segunda-feira, 22 de agosto de 2011

É preciso acreditar




É PRECISO ACREDITAR

Clóvis Campêlo

Quem, como eu, acompanhou a trajetória do Santa Cruz no Campeonato Pernambucano deste ano, quando fomos campeões, surpreendendo a tudo e a todos, esperava que na Série D do Campeonato Brasileiro a equipe coral continuasse num ritmo crescente e evolutivo, deslanchando.
Findo o Estadual 2011, ficamos com a impressão de que a conquista nos empurraria para um nível futebolístico mais elevado e satisfatório.
Essa impressão se fortificou depois das duas apresentações contra o São Paulo, pela Copa do Brasil. Mesmo eliminados, parecia-nos que a equipe crescia e se consolidaria como um dos grandes favoritos à conquista da famigerada Série D.
Talvez por isso, hoje, venha-nos uma sensação de preocupação e uma certa insatisfação com o desempenho do time nos jogos do certame e nos amistosos como o de ontem, contra o Campinense da Paraíba. O empate de 1x1 voltou a mostrar uma equipe confusa e mal resolvida em termos de ataque. Aliás, desde 2008 que o Santinha não consegue derrotar o Campinense, seja no Recife ou em Campina Grande. Foram três jogos, com uma derrota por 2x1 lá, em Campina Grande, em 2008 na nossa estreia na Série C do Brasileiro daquele ano, e dois empates por 1x1, no Recife. O de ontem, no amistoso, e o de 2008, no jogo da volta pelo Brasileiro e que nos valeu a queda para a Série D, onde permanecemos até hoje.
Apesar das críticas e da insatisfação que ora me assola, juro que pela minha cabeça não passa, de maneira alguma, a possibilidade de ficarmos mais um ano no lixo do futebol brasileiro. Apenas me inquieto com o fraco desempenho da equipe em jogos relativamente fáceis, onde poderíamos ter firmado o nosso nome com convicção. As nossas maiores dificuldades são os nossos constantes erros e as nossas próprias limitações dentro de campo.
Por outro lado, sabemos que ascendendo à Série C, no próximo ano, teremos que reforçar a equipe, tanto em busca de um bom desempenho no Brasileiro de 2012 quanto na luta pela conquista do bicampeonato estadual. A um campeão não é dado jamais o direito de vacilar.
Sabemos também que hoje o Santa Cruz vive uma outra realidade, seja em relação a organização do futebol profissional ou a vida administrativa da entidade, com a prática de ações mais eficientes e pragmáticas. E é isso que nos anima e nos tranquiliza mais. É isso que alimenta a confiança da torcida e traz de volta ao clube os torcedores desgarrados. Eficiência e transparência são necessárias.
No entanto, sabemos, também, que o futebol é o carro chefe de um clube como o nosso e que de nada adiantara tudo isso se dentro de campo não se repetirem as conquistas. Precisamos de outros títulos para a reafirmação definitiva da nossa auto-estima e do respeito às nossas cores no cenário futebolístico nacional.

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