segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Navegar era preciso...



NAVEGAR ERA PRECISO...

Clóvis Campêlo

Ontem, em Belo Jardim, o Santa Cruz não encontrou um porto seguro. Trocadilhos infelizes à parte, empatamos em 2x2 e, apesar da nossa liderança no Grupo 3 da Série D, o resultado não poder ser considerado bom. Mais uma vez, enfrentamos a lama, o campo ruim, a má iluminação e um time tinhoso que insistiu em não se entregar. Navegar era preciso, mas a nave tricolor encalhou nas águas de julho. Mais uma vez, a luzinha vermelha deve ter acendido no Arruda. Já está se tornando crônico e preocupante.
Como o Santinha não jogará na próxima rodada, após a sua realização, podemos até cair para o terceiro posto na tábua de classificação. Isso é ruim, desmotiva a torcida e a própria equipe e, o que é pior, acaba com o respeito antecipado que impusemos aos adversários.
Para quem gosta de estatísticas, esse foi o quinto jogo do ano, entre Santa Cruz e Porto. Durante o Campeonato Pernambucano, vencemos três (2x0, 2x1 e 3x1) e perdemos o primeiro (3x1, em Caruaru). Com o empate de ontem, marcamos 10 tentos e sofremos 7 gols.
Penso que, mais uma vez, a ausência de Memo, na frente da zaga, fez falta. Sem ele como volante, os zagueiros se antecipam para dar o primeiro combate, tornando a defesa mais vulnerável. A falta cometida por Éverton Sena, no final do jogo, e que terminou redundando no segundo gol do Porto, confirma isso.
Uma outra questão a ser levantada diz respeito a falta de condições do Estádio Mendonção. Mais uma vez nos perguntamos como um estádio naquela situação, sem estrutura até para que a própria imprensa esportiva exerça a sua função, é liberado para a disputa de um certame nacional, organizado pela nossa entidade mór. Fica a pergunta no ar aguardando que alguém a responda. Nada disso, porém, elimina a nossa falta de competência diante da realidade de um torneio curto, duro e onde não se pode exagerar nos erros, sob o risco de mais um fracasso.
Ontem, em Belo Jardim, mais uma vez sob o comando de Zé Teodoro, o Santa Cruz jogou e empatou com Tiago Cardoso; Éverton Sena, Thiago Matias e Leandro Cardoso; Memo, Jeovânio, Weslley, Renatinho (Chicão) e Dutra; Tiago Cunha (Flávio Recife) e Kiros (Jeferson Maranhão). Público reduzidíssimo de 2.680 pessoas, para uma renda de R$ 36 mil.
A equipe coral só voltará a campo no domingo 14 de agosto, em casa e diante da sua torcida. O adversário será o nosso homônimo potiguar, o Santa Cruz de Mossoró, que atualmente ocupa a terceira posição no Grupo 3, com os três pontos ganhos exatamente em cima do Porto.
Essa será a hora da onça (ou será da cobra?) beber água. Dentro de campos, vamos impor a nossa condição de equipe grande e melhor e fazer com que o time do Rio Grande do Norte pague o pato, o ganso, o gavião e todos os outros bichos de pena possíveis.

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