quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Nova direção



Uma grande torcida

NOVA DIREÇÃO

Clóvis Campêlo

Para um clube que enfrenta a situação em que o Santa Cruz se meteu nos últimos anos, o importante não é competir, mas sim vencer, vencer e vencer. Essa é a única alternativa que nos resta para chegarmos a algum lugar mais condizente e resgatar o prestígio que já tivemos no futebol brasileiro.
Olhando por esse ângulo, a vitória de ontem sobre o Potiguar, em Mossoró, foi bastante significativa. Pode ter sido o passo inicial em busca da ascensão à Série C do Campeonato Brasileiro.
Pouco importa que tenha sido uma vitória magra e apertada (1 x 0), diante de um time sem tradição e que terminou o jogo com dois homens a menos. Pouco importa tudo isso. O que importa é que ganhamos e que já pudemos vislumbrar na equipe o dedo do novo treinador. Givanildo Oliveira estreou com o pé direito.
Hoje, todos nós sabemos, que o Santa Cruz conta com uma equipe limitadíssima tecnicamente. Disputamos uma Série D incipiente e que ainda não conseguiu um nível de organização e motivação suficientes para ser levada à sério. Mas, é esse o nosso purgatório. É esse o resultado de anos de irresponsabilidades administrativas. Sair do fundo do poço não é fácil. Exige firmeza, planejamento, paciência e perseverança. Um deslize qualquer, e a vaca continuará no brejo.
Por outro lado, também, em um clube deficitário, não é fácil manter uma infra estrutura como a que o Santa Cruz possui: uma bela sede e um grande estádio, construídos numa época de populismo político onde se pretendia ter um Maracanã em cada Estado brasileiro. Manter tudo isso custa caro, do mesmo modo que precisa-se de dinheiro para se montar um bom time de futebol. E dinheiro e patrocínio tornam-se ainda mais difíceis quando o clube despencou, nos últimos cinco anos, no cenário futebolístico nacional. Modificar esse estado de coisas de forma constante e responsável, realmente, não é fácil.
Temos, no entanto, um grande e invejável patrimônio que é a nossa torcida. E essa poderá ser a força que nos impulsionará rumo a um futuro mais digno e condizente com o nosso passado de glórias. Para comprovar o que digo, basta olharmos a insignificante média de público de todos os jogos da Série D até o momento e compararmos com o grande público presente no Estádio do Arruda (quase 20 mil pessoas) na nossa estreia contra o CSA, dia 18 próximo passado.
Hoje, depois de conseguirmos afastar as figuras nefastas que tanto prejuízo causaram ao clube nos últimos tempos, com todo esse potencial e torcida, temos o direito de almejar o nosso retorno à elite do futebol brasileiro.
Só não temos mais o direito de cometer novos e fatais erros.

Obs.: Crônica escrita após o jogo Potiguar 0 x 1 Santa Cruz, em 25.07.2010, e publicada originalmente no blog Inútil Paisagem.

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