terça-feira, 2 de agosto de 2011

A opinião do torcedor



A OPINIÃO DO TORCEDOR

Aristóteles Coelho

Não adianta mais.
Ou essa cartolagem se convence que é preciso parar com as picuinhas, briguinhas internas, botar dinheiro nos próprios bolsos e levar a sério - planejar, ir atrás de recursos, investir e perseguir um objetivo, ou nunca mais teremos um time de verdade.
Do contrário, continuará amargando derrotas em cima de derrotas para times bisonhos, amadores, sem expressão. Não combina com a tradição, o passado do nosso time.
Essa sequência desastrosa de resultados negativos mancha o passado e destrói a capacidade de se reerguer.
Perde todo o significado a denominação de "uma das maiores torcidas do Brasil", jogos com estádio lotado, torcedor esperançoso. Enquanto isso, lá atrás dos bastidores a conversa é outra e o fato acima é extremamente secundário. É panis et circensis a vida toda.
Será que a torcida coral vai viver só de passado e se iludir em frequentar o campo e vibrar eternamente por nada, sem retorno? Será que este torcedor fiel e apaixonado vai se contentar só com isso?
Olha só isso. É pensamento de time pequeno, que nunca saiu da sarjeta e não tem maiores pretensões: o título de campeão da 2ª divisão do campeonato da Usina Trapiche tá muito bom. É festa pra duas noites e o resto do ano. Fala sério!
Acho que o time, pelo peso de sua camisa e de sua história, tem que almejar conquistas mais significativas, que um simples campeonato pernambucano (que convenhamos, não mede pontencial nenhum para uma equipe competitiva em competições de maior porte)
Eu pelo menos não tenho tesão nenhum em curtir campeonato pernambucano, copa nordeste, copa dos campeões do estado, torneio com os times do Cazaquistão - que serve apenas para clubes não morrerem com as dívidas enormes enquanto algum campeonato aí surja ao longo do ano.
Para mim, como torcedor coral que sou, o time só vai resnascer quando pensar maior. E não é esperando que a diretoria vá tomar iniciativa de querer mudar que não vai nunca.
A torcida tem que agir efetivamente, botar a boca no trombone, derrrubando dirigente corrupto, sem real envolvimento com os interesses do clube, seja pichando a sede, quebrando as instalações, incendiando o ônibus tricolor, jogando ovos nos jogadores, na quadrilha de cartolas. Mostrar que torcida não é só a que enche estádios, mesmo sem a equipe nunca apresentar nenhuma evolução. Torcida é a que exije. Precisamos ter dignidade, é preciso que se respeite o torcedor (não é apenas ser amante do futebol é participar da política e da administração)
Mudança é revolução, é luta e cobrança.
Mire-se no exemplo de um Corinthians, de um Flamengo, de um Grêmio, de um Atlético MG,...Torcedor ali grita, quebra o pau, não dá moleza. O clube vive dele e pra ele. Ele gasta seu dinheirinho suado, apoia-o nos jogos, viaja de caminhão. Não vai deixar que cartolas com seus acordos escusos prejudiquem sistematicamente o time e o prazer de tocer.
O meu Santa é o Santa que entra em campo e impõe respeito e encara qualquer parada de igual pra igual.
Se, um dia, a direção do clube mancomunada (ou será subalterna?) com as "forças ocultas" comandada pelas elites do mundo futebolístico e da mídia esportiva, provar-me que vai tirar o clube da merda, terei o prazer de voltar ao estádio e saber que vou assistir futebol e não torcer em vão. E vou ver o Santa Cruz que conheci.
O outro Santa pra mim não existe.
Assim, deixa-me aqui jogando campeonato português no Play Station, ou assistindo a uma partida do Manchester X Barcelona. É divertido e não tem stress.

Um comentário:

Anônimo disse...

Nossa nação tricolor
Não torce em casa no rádio
Marca presença no estádio
Pra levar o seu calor
Demonstrando todo amor
Que tem pelo Santa Cruz
Por isso que ela faz jus
A já ser reconhecida
Como a maior torcida
A que mais paixão traduz.

Já nos chamam de monarcas
Porque em dois mil e onze
Somos ouro, prata e bronze
Nas mais diversas comarcas
Pois batemos quatro marcas
Uma pelo Nacional
Duas pelo Estadual
E uma na Copa Brasil
Somando uns duzentos mil
Num recorde sem igual.

Quarenta e dois mil pagantes
Pra ver Santa e Guarani
Nos dois Santa e Sport eu vi
Cento e sete mil vibrantes
Cujos dados são marcantes
Mas prosseguindo na lista
Contra o tricolor paulista
Fomos novamente algozes
Com quarenta e seis mil vozes
Apoiando o recordista.

Ivan