segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Uma vitória amarela




UMA VITÓRIA AMARELA

Clóvis Campêlo

Vencemos mas não convencemos ainda. Conseguimos a primeira vitória em casa, marcamos o primeiro gol no Arruda, continuamos invictos, reconquistamos a liderança do Grupo 3, mas o futebol apresentado pela equipe foi aquém do esperado e nos deixou com o coração na mão. E dessa feita, não temos a desculpa do campo ruim, da chuva ou de uma iluminação deficiente. Na falta de uma saída melhor, o elenco e o treinador Zé Teodoro alegaram que o descanso de 15 dias atrapalhou o nosso desempenho dentro de campo. Uma desculpa de amarelo. A vitória, aliás, foi uma vitória amarela.
Na realidade, o que nos falta, com algumas exceções, é qualidade técnica dentro de campo. A sorte é que estamos enfrentando equipes piores do que a nossa. Uma outra verdade insofismável é que nos falta bons atacantes. São muitos jogadores de armação (armandinhos) contratados e poucos jogadores de ataque, com presença de área e capacidade de finalização (mesmo que sejam trombadores).
A Série D é diferente do Campeonato Pernambucano por ser um certame mais curto e que não admite erros prolongados. Se no Estadual fomos campeões mesmo apresentando atuações irregulares e bisonhas em alguns momentos, pode ser que na Série D isso seja bem mais perigoso, principalmente quando entrarmos na fase do mata-mata.
Ontem, no Arruda, perante mais de 35 mil abnegados torcedores, vimos um time desconexo e sem a capacidade de se impor diante de um adversário tecnicamente mais fraco. Foi uma vitória suada e frustante, apesar de ter nos trazido de volta a liderança do Grupo 3 e garantir a manutenção da invencibilidade.
Agora, que vamos folgar mais 15 dias, a nossa preocupação aumenta. Não só pela possibilidade de voltarmos a cair na tábua de classificação, como também, levando em consideração as desculpas esfarrapadas apresentadas pelo elenco, corrermos o risco de ver aumentar a nossa desarticulação dentro de campo.
Com um gol de Kiros, o Santa Cruz, ontem, suou e venceu por 1x0 o seu homônimo potiguar, o Santa Cruz do Rio Grande do Norte, atuando com Tiago Cardoso; Bismarck, Leandro Souza, Thiago Matias e Dutra; Joevânio, Memo, Weslley e Renatinho (Chicão); Flávio Recife (Leandrinho) e Kiros (Ricardinho). Treinador, Zé Teodoro. Público de 35.020 pessoas para uma renda de R$ 337.929.
Mais uma vez, tiramos o chapéu para a grande torcida coral, que, esquecendo as comemorações do Dia dos Pais, invadiu as Repúblicas Independentes do Arruda, empurrou o time para a frente e comemorou a vitória, sem perder, no entanto, o senso crítico em relação às limitações da equipe dentro de campo.
Como diria o pessoal do Blog do Santinha, o Santa Cruz é a nossa Pátria!

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