sábado, 24 de setembro de 2011

Baiano e Betinho, os maiores da história do Arruda



BAIANO E BETINHO, OS MAIORES DA HISTÓRIA DO ARRUDA

Em 35 anos, muitos craques e pernas de pau desfilaram sua arte no gramado do Arruda. Porém, poucos jogadores possuem uma ligação tão forte com o estádio como os capixabas Valmecir Margon e Roberto Fontana Madeira, ou simplesmente Baiano e Betinho, ídolos de tricolores, alvirrubros e rubro-negros nas décadas de 1970 e 1980.
Baiano, que além de atuar pelos três grandes da capital teve também uma passagem pelo Central, é o maior artilheiro do Mundão, com 128 gols, sendo 70 deles marcados pelo Náutico e 56 pelo Santa. Anotou ainda um gol pelo Sport e outro pela Patativa.
Já Betinho foi o autor do primeiro tento após a primeira ampliação do estádio. Foi na vitória do Santa por 1x0 sobre a seleção olímpica do Brasil, no segundo jogo do "novo Arruda". Betinho também tem a honra de ser o único jogador a receber uma placa graças a um gol marcado no templo coral. A homenagem está fixada no hall de entrada do clube, próximo as piscinas. O Gol de Placa foi anotado sobre o Ferroviário, pelo Campeonato Pernambucano de 1978, do meio-do-campo. Betinho é ainda o segundo maior goleador do José do Rego Maciel, com 112 gols, 98 deles pelo Santa. É, portanto, o maior artilheiro coral no seu reduto. No Mundão, fez outros sete gols pelo Náutico e mais sete pelo Sport .
"Você me pegou de surpresa. Não sabia que era o maior artilheiro do Arruda. Isso para mim é uma satisfação. É gratificante fazer parte da história de um estádio que é o símbolo do futebol nordestino", afirmou Baiano, que reside atualmente em Vitória (ES). "Tive a honra de fazer o gol do jogo que marcou a inauguração do anel superior (em 1982). A partida foi de portões abertos e o público estimado foi de mais de 80 mil pessoas", recorda.
Já Betinho, que continua ídolo entre os tricolores – durante a visita ao estádio foi diversas vezes cumprimentado por torcedores e funcionários do clube – ainda tem bem viva na memória a imagem dos dois gols históricos. "O primeiro gol foi marcado quase no final do jogo. Estava no bico da pequena área, recebi um lançamento e chutei cruzado. Só que o Abel (Braga, ex-zagueiro e hoje treinador) vinha correndo e caiu com o corpo em cima da minha perna esquerda. Passei três meses inativo. Já o gol do meio-de-campo teve uma enorme repercussão nacional porque eu fui um dos primeiro no Brasil a conseguir fazê-lo. Depois do Pelé, na Copa de 1970, ninguém tinha mais tentado", relembra.

Fonte: Jornal do Commercio, Recife, 03/6/2007

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