quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Pio: o camisa 11 tricolor



PIO: O CAMISA 11 TRICOLOR

Kauê Diniz

Entre 1974 e 1978, a camisa 11 do Santa Cruz teve um único dono.
Exímio cobrador de faltas, Pio fez parte dos tempos áureos do Tricolor, no qual o clube era respeitado nacionalmente. Ainda hoje, ele se orgulha de ter participado do bi-supercampeonato coral e da inesquecível campanha do Brasileiro de 1975, quando o time ficou na quarta colocação.
Após abandonar os gramados, o ex-ponta-esquerda retornou para sua cidade natal, Araraquara/SP, onde dá aulas de Educação Física para estudantes de Odontologia, Química e Farmácia da Unesp.
A vinda de Pio para o Arruda foi por acaso. Devido a uma contusão, ele tinha perdido a posição no Palmeiras para o ponta-esquerda Ney. Como estava no auge da carreira, decidiu aceitar uma proposta do Santa Cruz. Um ano depois, a aposta comprovou ter sido válida."Fizemos uma grande campanha no Brasileiro. Não chegamos à final porque perdemos aquele jogo para o Cruzeiro (3x2) no Arruda. Mas vivi anos maravilhosos aí. O bi-supercampeonato pernambucano (em 1976) é um dos títulos que mais me orgulha. Tínhamos um grande time, com Ramón, Givanildo, Nunes, Luciano ...", diz Pio.
Por sinal, foi no Brasileiro de 1975 e no Estadual do ano seguinte que Pio fez suas partidas mais inesquecíveis pelo Tricolor. "Estávamos perdendo para o Palmeiras por 2x1, no Parque Antártica. Aí bati uma falta, a bola bateu no peito do Leão (hoje técnico do Corinthians) e sobrou para Lula (Pereira, também treinador atualmente), que fez o gol de cabeça. Depois viramos num gol de falta meu. Esse jogo foi o que nos deixou entre os quatro melhores daquele Brasileiro", recorda.
Outro jogo importante foi a primeira partida do Supercampeonato Pernambucano de 1976. Na Ilha, o Santa venceu o Sport por 2x0, no dia 25 de julho. "Eu era dúvida para aquele jogo porque estava com uma distensão. Queria entrar no jogo para resolver e depois pediria para sair. Foi o que fiz. Meti duas bolas, uma para Nunes e outra para Betinho, e saímos do primeiro tempo com 2x0 no placar", conta o ex-ponta-esquerda, que lamenta a situação atual do Santa Cruz."A gente segue de longe acompanhando o Santa Cruz. Sempre vejo pela internet o que está acontecendo com o clube. E estou muito triste com essa situação de hoje. Peguei uma época boa aí. Nosso time sempre correspondia."Ainda hoje, Pio marca presença no futebol pernambucano. Conterrâneo e amigo do ex-técnico do Sport, Dorival Júnior, foi ele quem indicou o meia Welington para o treinador. "Eu estava como gerente de futebol da Ferroviária/SP até pouco tempo. E o Welington, que jogava conosco, é um dos jogadores com mais qualidade de bola parada que já vi. Por isso, indiquei ele para o meu amigo Dorival", revela.

PIO
Nome: Osmar Alberto Volpe
Apelido: Pio
Data de nascimento: 15/11/44
Onde nasceu: Araraquara/SP
Trajetória no futebol: Ferroviária/SP (1963-69); Palmeiras (1969-74); Santa Cruz (1974-78); Colorado/PR (1979-81); Sãocarlense (1981) e Novorizontino (1982)
Títulos: campeão paulista da Segunda Divisão (1966); tricampeão do interior paulista (1967, 68 e 69), campeão do Torneio Roberto Gomes Pedrosa (1969); paulista (1972-invicto), bicampeão brasileiro (1972-73), campeão pernambucano (1976 e 78) e campeão paranaense (1980).


Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 05/11/2006

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