segunda-feira, 12 de setembro de 2011

A sorte mudou?



A SORTE MUDOU?

Clóvis Campêlo

Meus caros amigos corais, a essa altura do campeonato, espero que Deus além de brasileiro também seja tricolor.
Ontem, no Almeidão, o Santa Cruz só precisava de um empate, contra o Guarani de Juazeiro, para se garantir na fase seguinte da famigerada Série D do Campeonato Brasileiro. Contrariando todas as expectativas positivas, perdeu. De nada adiantou ter marcado o seu gol logo no início do jogo. De nada adiantou a presença dos 2.175 abnegados torcedores que se arriscaram a ir a João Pessoa, acreditando num resultado favorável. Dentro de campo, o Santinha vestiu azul e a sua sorte mudou. Para pior.
Agora, no próximo domingo, no Arruda, temos a obrigação de vencer o Alecrim potiguar, para seguir em frente. Até um empate pode nos ser fatal. A nossa incompetência, ontem, superou todas as previsões.
Para mim, não adianta mais o argumento de que na Série D é assim. O Santa Cruz é o clube de mais tradição e história nessa competição falida da CBF. E tem a obrigação de comprovar isso dentro de campo. Não se admite mais um ano perdido nesse purgatório. Atualmente, somos os campeões pernambucanos de futebol, enfrentando equipes menores, algumas até sem uma estrutura adequada para a prática do futebol profissional. Dentro de campo, temos a obrigação de vencer e consolidar a nossa pretensa superioridade. Ontem, perdemos o jogo aos 42 minutos de segundo tempo, com um gol de bola parada marcado por Cristovão, jogador sem vez no futebol pernambucano e que durante o Estadual defendeu a frágil equipe do Ararapina. É esse o nível das equipes do Grupo 3. É nesse patamar que estamos exercitando a nossa incompetência. Muito triste para um clube que já foi considerado o Terror do Nordeste.
Ontem, em João Pessoa, fantasiados de fita-azul, enfrentamos e perdemos por 2x1 para o Guarani de Juazeiro com a seguinte formação: Tiago Cardoso; Roma, Leandro Souza, André Oliveira e Dutra; Jeovânio (Chicão), Mesmo, Weslley e Leandrinho (Jéferson Maranhão); Tiago Cunha e Ricardinho (Ludemar). Técnico, Zé Teodoro. Público de 2175 pessoas para uma renda de R$ 41.465. O nosso gol foi marcado por Tiago Cunha, aos 2 minutos da primeira etapa.
Para finalizar este texto lamuriento e mal humorado, afirmo que, ontem, em João Pessoa, perdemos sem direito a choro e lamentações. O treinador Zé Teodoro não precisou fazer improvisações em nenhuma posição e, mais uma vez, contou com Ricardinho e Leandrinho, jogadores de sua preferência, contratados por indicação sua, e que até o presente momento não justificaram as suas presenças dentro de campo.
Como a esperança é sempre a última que morre, no próximo domingo, contra o Alecrim potiguar, estaremos no Arruda torcendo pela vitória e pela permanência do Mais Querido na competição.

3 comentários:

Bráulio de Castro disse...

Clóvis, não bastasse os tropeços, ainda temos que aguentar essa camisa horrorosa, que não tem nada a ver com o Mais Querido.

CJMS disse...

Dificil comentar o que ocorreu ontem, na verdade todos erraram feio,eu só quero dizer uma coisa, se não contratar jogadores de qualidade e pagar mais a eles e ao atual elenco do Santa,caso contrario não iremos sair da Série D deste ano.Eu acredito na classificação para outra fase mas não acredito no acesso para a série C 2012.

Lauthenay Perdigão do Carmo disse...

Meu caro Clóvis,
É realmente muito dificil a situação do Santa. E nós sabemos da tradição desta agremiação no futebol brasileiro e que tm uma das maiores torcida do Brasil.
Dizem que - depois da tempestade vem a bonança -
Vamos esperar que esta trempestade passe logo. Aliás, já devia ter passado.

Um abraço