segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Estamos na final


Foto: JC/Ernesto Dourado/futebolmt

ESTAMOS NA FINAL

Clóvis Campêlo

Estamos na final da Série D do Campeonato Brasileiro de 2011. Esse caminho foi construído passo a passo, com muita luta e seriedade e pode nos levar a conquista do nosso primeiro título nacional. De nada adiantam as gozações dos nossos adversários locais. Essa estrela, caso conquistemos o título, seja ela dourada, prateada, de bronze ou de qualquer outra cor, vai embelezar e enriquecer o uniforme coral. Será uma estrela de primeira grandeza e representará mais um capítulo vitorioso na história de um dos maiores clubes de massa do futebol brasileiro. Vamos aguardar o nosso próximo adversário, e seja ele o Tupi de Minas Gerais ou o Oeste de São Paulo, não podemos perder o foco e a concentração.
Ontem, lá na distante Rondonópolis, depois de quatro horas de viagem de ônibus de Cuiabá até a cidade, entramos em campo e conquistamos uma grande vitória, de virada, e tendo como artífice o atacante Fernando Gaúcho.
Eu, particularmente, que ainda não havia sido conquistado pelo futebol do atacante, tiro o chapéu para ele. Oportunista, sempre aparecendo nas horas cruciais e assim vem escrevendo o seu nome na galeria coral.
Uma outra coisa a considerar no jogo de ontem, embora não tenha sido divulgada a renda e o público presente ao estádio, é a ausência de público nessa divisão do futebol brasileiro. Com exceção dos jogos do Santa Cruz e de alguns outros poucos clubes, a média de público tem sido baixíssima. Para um torneio onde a CBF não se faz presente e onde os próprios clubes se bancam, esse é um problema seríssimo. Basta olhar as fotografias do jogo publicadas nos jornais recifenses para vermos as arquibancadas praticamente vazias. E futebol profissional não se faz sem dinheiro. Tudo é muito caro: salários dos jogadores e da comissão técnica, as despesas com viagens e hospedagens, etc. Para quem não tem uma torcida igual a nossa, isso é mais do que complicado.
Voltando ao jogo de ontem, o treinador Zé Teodoro tem razão quando afirma que o Santa Cruz voltou a se impor como time grande. E essa visão é fruto de um trabalho intenso de conscientização da potencialidade e das limitações do elenco e da sua capacidade de superação. Pela primeira vez, ontem sentimos a equipe usufruíndo dessa condição com lucidez e tendo contra o Cuiabá um desempenho mais convicente do que no primeiro jogo, no Recife, há uma semana atrás. A vitória por 2x1, de virada, depois de levarmos um gol logo aos quatro minutos de jogo nos confirma isso.
Para fecharmos o ano de 2011 com chave de ouro, resta-nos encarar e derrotar o próximo adversário, seja ele qual for, e conquistarmos o título de Campeão da Série D.
Ontem, jogamos e vencemos com Tiago Cardoso; Eduardo Arroz, Leandro Souza (Walter), André Oliveira e Dutra (Renatinho); Jeovânio, Chicão, memo e Wesley; Tiago Cunha (Flávio Recife) e Fernando Gaúcho.
A cobra coral foi mais valente do que o dourado.

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