segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Mais um passo dado



MAIS UM PASSO DADO

Clóvis Campêlo

Ainda não foi uma vitória de encher os olhos, mas vencemos mais uma, fizemos o dever de casa. Tem sido sempre assim, ao longo dessa Série D: dominamos o jogo e criamos situações de gol que não são aproveitadas. É notória a dificuldade do ataque coral para marcar gols. Por isso, a vitória por 1x0 sobre o Cuiabá Esporte Clube, ontem, no Estádio José do Rego Maciel, o Arruda, no Recife, pode ser considerada como uma goleada.
Fundado em 2001 e ocupando uma posição longínqua no ranking da Confederação Brasileira de Futebol, o Cuiabá é uma equipe ainda sem tradição no futebol brasileiro. Em que pese a sua condição de neófito e os três anos de paralisação das suas atividades, entre 2006 e 2009, nesses dez anos de existência o clube conquistou três campeonatos matogrossenses (2003, 2004 e 2011) e uma Copa Governador do Mato Grosso (2010). Este ano, depois de eliminar o Independente de Tucuruí, do Pará, o clube conseguiu o acesso à Série C do Campeonato Brasileiro. Ou seja, um saldo mais do que positivo.
Foi esse adversário praticamente desconhecido que nós derrotamos com um gol marcado pelo meia Bismarck aos 32 minutos do segundo tempo, quando a torcida coral já se impacientava. Aliás, no intervalo do jogo, ao ensaiar uma vaia pelo desempenho sofrível da equipe na primeira etapa, a torcida foi repreendida pelo treinador Zé Teodoro, que segundo a imprensa falada e escrita pode estar se despedindo do Arruda rumo ao Atlético Mineiro. Pela primeira vez enfático e abusado, Zé criticou a postura da torcida pelo desapontamento, sem perceber que ele mesmo criara a perspectiva de uma atuação diferenciada ao afirmar, durante a semana, que o time seria mais voluntarioso sem a responsabilidade da classificação nas costas. Não foi isso, porém, o que a torcida presenciou. Daí a frustação e a tentativa da vaia mal ensaiada. No segundo tempo, a equipe voltou mais acesa e impôs um melhor futebol, sem, no entanto, conseguir transformar esse domínio em gols.
Perante um público de 26.867 pessoas, que proporcionou uma renda de R$ 259.905, jogamos e vencemos com Tiago Cardoso; Eduardo Arroz, Walter, André Oliveira e Dutra (Bismarck); Chicão, Memo, Whashington (Flávio Recife) e Renatinho; Fernando Gaúcho (Kiros) e Tiago Cunha.
A vitória, mesmo magra, deixa-nos em vantagem com relação ao jogo de volta, quando jogaremos pelo empate. Já sabemos que o time do Cuiabá não é nenhum bicho-papão. Resta apenas que alguns jogadores que não atuaram bem, tenham uma atuação mais eficiente. Mesmo com todas as limitações conhecidas e visíveis, o nosso time consegui a ascensão à Série C e vem construindo a passos curtos e seguros o caminho em busca do título da Série D.
Com certeza, vamos colocar essa nova estrela na nossa camisa.

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