domingo, 6 de novembro de 2011

Em busca de um santo (I)



EM BUSCA DE UM SANTO (I)

Alberto Felix, de São Paulo

No alvorecer do século vinte, meninos batiam bola a sombra da igreja de Santa Cruz, lá na Boa Vista, igreja construída no século dezoito.
Esporte Bretão, recém trazido por Charles Miller.
Foi nesses bate-bola que nasceu o Santa Cruz, o terror do nordeste, o querido do povo!
Eu prefiro chamá-lo de o time da mundiça, da poeira.
Miguel Arraes. Nobre torcedor coral deu uma pisa na “udn” com o voto da poeira, até hoje o arde o espinhaço dos ex-udn, arena, pds, pfl e hoje o moribundo dem.
Bráulio de Castro, mais Clóvis Campelo, baseados em um negócio que eu escrevi acerca de santos e padreiros, sugeriram que o padroeiro do Santa Cruz, fossem dois santos e não um, São Cosme e Damião.
Já pensou? Damião na ala esquerda e Cosme na direita? Seria pura arte.
Ai tem pro e contra, já digo.
Pro, todo dia 26 de setembro faríamos uma grande festa no Arruda para toda gurizada coral e simpatizantes, seria massa.
Contra, meu medo é esses meninos fazer alguma traquinagem conosco, por exemplo, não gostar da festa, achar que a festa foi fuleira, que não tinha bastante bolo com guaraná.
E tem outra quem dorme com criança amanhece mijado.
Eu proponho o seguinte, fazer uma plenária ampliada lá no céu, com todos os santos, beatos, anjos e arcanjos, beatos, anjos arcanjos votam mas não podem ser candidato.
Cada santo defende sua tese e plataforma para ser padroeiro do Santa Cruz.
Desta plenária, sairá o indicativo para o referendo popular, digo celestial.
Só tem um agravante, quem vai botar o sino no pescoço do gato?
Quero dizer, quem vai lá no céu convocar e organizar a plenária?
Porque, quem for, tem que ir e voltar trazendo o resultado do referendo.
Eu tô fora.

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