sábado, 26 de novembro de 2011

Em busca do equilíbrio



EM BUSCA DO EQUILÍBRIO

Clóvis Campêlo

Pois é, amigos corais, confesso que ainda ando ressabiado com aquela lapada que levamos do índio mineiro dentro de casa. Perdemos um título inédito para um time que nunca ganhara nem campeonato de botão. Sei que é chato e cansativo ainda estar falando nisso. Mas confesso que ainda estou perturbado, em busca do meu equilíbrio. Para mim, o que faltou naquele jogo foi testosterona, macheza, raça e um pouco de vergonha na cara. Mas, isso é assunto do passado e águas passadas não movem moinho. Deixemos definitivamente o passado para lá e nos preocupemos com o futuro que se desenha à nossa frente.
Se tivéssemos sido campeões, logo após as comemorações poderíamos ter lançado uma campanha vitoriosa de sócios. Embora as sociais do Estádio do Arruda sempre estejam cheias em dias de jogo importantes, parece-me que o clube ainda tem um quadro de associados diminuto e onde nem todos estão em dia.
Por isso o chamamento do presidente Antônio Luiz Neto, hoje, na imprensa escrita pernambucana, para que a torcida chegue mais junto, associando-se ao clube os que ainda não o fizeram e antecipando o pagamento anual os que já são sócios. A preocupação procede. Hoje, entre os grandes do futebol pernambucano, somos os primos pobres e precisamos nos superar caminhando com as próprias pernas. Anos de administrações desastrosas e mal intencionadas nos jogaram nesse purgatório. Mas, isso tudo é passado e, na nossa grandeza, somos maiores do que todos esses empecilhos.
Para uma torcida que, ao longo dos anos, já ajudou o clube com tijolos, cimento, tinta e muito amor, isso não há de ser nada.
Em janeiro, como sempre faço todos os anos, mais uma vez anteciparei a minha anuidade de sócio patrimonial. Essa é a minha parte. Espero que o restante da torcida coral, comprovadamente a maior de Pernambuco, também faça o mesmo.
Só não perguntem o que é que aqueles quatro camaradas lá em cima estavam fazendo no Arruda domingo passado, esperando uma vitória que não veio.
Paciência!


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