quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Desmontando a Máquina de Costura



DESMONTANDO A MÁQUINA DE COSTURA

Clóvis Campêlo

Não foi tão difícil desmontar a Máquina de Costura. Difícil foi transformar em gols as oportunidades criadas. Aliás, nesse dois últimos jogos o time do Santa Cruz tem demonstrado um aprovietamento fantástico nos chutes de fora da área. Domingo passado, contra o Serra Talhada foi assim e ontem repetimos a dose.
Uma outra verdade inquestionável: com as recentes contratações, alguns jogadores de menor habilidade técnica, como Memo, Chicão e Eduardo Arroz, estão com os dias contados na equipe coral. Com Anderson Pedra, Leo e Luciano Henrique armando as jogadas e com o deslocamento de Wesley para a lateral direita, o meio de campo coral mostrou uma qualidade fantástica no toque de bola e na armação para as jogadas de ataque, onde Flávio Recife e Branquinho, em que pese as melhoras, ainda estão devendo atuações convicentes. Eles, por sinal, deverão ser sacados nos próximos jogos para a entrada de Geílson, Carlinhos Bala e Dênis Marques. Diferentemente do ano passado, o Santinha começa a demonstrar que está formando uma equipe de qualidade técnica bem melhor.
O Ypiranga veio esquematizado para não tomar goleada. Pouco criou do meio campo para a frente, formando duas linhas de marcação no seu campo e congestionando aquele setor. Para furar esse bloqueio o Santinha usou e abusou das jogadas pelas laterais em alta velocidade e da habilidade de Natan, Renatinho, Luciano Henrique e Wesley. Se tívessemos aproveitado todas as chances criadas, poderíamos ter saído de campo com uma goleada expressiva.
Mas, o placar de 2x0 foi de bom tamanho e satisfez a torcida, que mais uma vez, como já é de praxe, compareceu ao Arruda em bom número – mais de 24 mil pessoas – provavelmente estabelecendo novamente o maior público da rodada.
A impressão que fica é a de que estamos com a casa cada vez mais arrumada, dentro e fora de campo. A torcida sente-se reconfortada com isso. Foram anos de angústia e desilusões que esperamos não se repitam tão cedo. Mesmo sabendo de que ainda é cedo para fazer prognósticos muito otimistas, e reconhecendo a força e a tradição dos nossos principais adversários e rivais, com os novos reforços dentro de campo, dá para pensarmos na possibilidade do bicampeonato.
Como a atual fórmula de disputa do Campeonato Pernambucano é curta e não admite muitos tropeços, resta-nos o cuidado de administrar a caminhada com cautela mas também com a convicção das nossas reais possibilidades.

Ontem, no Arruda, sob o comando de Zé Teodoro, atuamos e vencemos com Tiago Cardoso; Memo (Luciano Henrique), Leandro Souza e André Oliveira; Eduardo Arroz (Léo), Anderson Pedra, Wesley, Natan (Jeferson Maranhão) e Renatinho; Flávio Recife e Branquinho.

Um comentário:

Sileiman Kalil Botelho disse...

É isso aí!!! Estamos reestruturando a velha personalidade de vencedores!!! Parabéns e um grande abraço.