quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

O início de um novo tempo






Fotos: 1. Birunga em ação; 2. Gradim comandando treinamento; 3. Cuíca em ação; 4. Luciano Veloso é carregado pela torcida após a conquista do Torneio Início; 5. Mirobaldo conversa com Erandi (Fonte: Diário da Noite do Recife)

O INÌCIO DE UM NOVO TEMPO

Clóvis Campêlo

No final do ano de 1968, além ter visto o Clube Náutico Capibaribe conquistar o título de hexacampeão pernambucano de futebol, o Santa Cruz ainda precisaria contornar uma greve dos seus jogadores por conta de salários atrasados. Além do mais, o Mais Querido não conquistava um campeonato pernambucano desde o ano de 1959. Era preciso mudar. A mudança começaria com a eleição de Aristófanes de Andrade, que então comandava a Comissão Patrimonial, para a presidência do clube. O presidente eleito, à frente da nova diretoria, manteve o treinador Gradim, escolhido por boa parte da imprensa desportiva pernambucana como o melhor treinador do ano anterior, no comando do elenco coral. Para a torcida tricolor, era um bom sinal.
Mas a reorganização do clube não ficaria por aí. O treinador Palmeira foi contratado para exercer o cargo de gerente administrativo, traçando as novas metas para o Departamento de Futebol e trabalhando em sintonia com o treinador Gradim.
Assim, além de começar a traçar estratégias para quebrar o longo jejum de títulos estaduais, a nova diretoria não podia arrefecer do árduo trabalho de conclusão das obras do Estádio José do Rego Maciel, o Arrudão, um longo e acalentado sonho da grande família tricolor.
No mês de janeiro, antes de conquistar o Tornei Início do Campeonato Pernambucano de Futebol, mais um bom sinal de que as coisas estavam mudando no Arruda, apesar de não contar com alguns dos maiores nomes do seu elenco, como Erandi, Uriel, Rubens Salim e Fernando Santana, entregues ao Departamento Médico coral, o Santinha realizaria alguns amistosos contra equipes da região, como o Botafogo da Paraíba, o Leônico da Bahia e o Ceará Sporting, do Ceará.
No dia 26 de janeiro, no Estádio da Ilha do Retiro, depois de eliminar as equipes do Ferroviário e do Central de Caruaru, derrotaríamos o Sport por 1x0, no jogo final, gol do garoto Luciano Veloso, prata da casa que começava a despontar como craque. Para alegria da nossa galera nas arquibancadas, com essa vitória, conquistávamos o Torneio Início daquele ano de 1969, uma promoção da Federação Pernambucana de Futebol que era sempre prestigiada pela torcida pernambucana.
Dois dias depois, ainda no ânimo da conquista, o Santa Cruz anunciava a contratação de Mirobaldo, atacante sergipano que se revelara no Confiança de Aracaju e que viria escrever com letras maiúsculas o seu nome na conquista do pentacampeonato e na história do clube coral.
No dia 30, no ainda inacabado Estádio do Arruda, em novo amistoso contra o Botafogo da Paraíba, Mirobaldo era apresentado à torcida tricolor. Assistiria a nossa vitória contra o clube paraibano sentado no banco, ao lado do treinador Gradim.
Nesses jogos e no Torneio Início, a equipe base do Santinha seria: Pedrinho (Naércio); Adevaldo (Noberto), Birunga, Rivaldo e Valdir; Noberto (Zito) e Luciano Veloso; Cuíca, Joel (Mário), Paulo Veloso (Inaldo) e Nivaldo.


Um comentário:

Walter Silva disse...

É isso aí, CLÓVIS. História do mais querido.
E o mais invejado. Tua memória é melhor do que a minha. Mas me lembro bem que quem me vendeu um lote em Paulista (Pau amarelo) foi um tal de GIVANILDO, a quem conheci por telefone por intermediação do meu sogro corretor de imóveis, CLOVIS CLÍMACO, já falecido.
Desse 11 aí, eu me lembro bem porque refrecaste a memória do velho.
Não é à toa que ainda pago regiamente a cadeira cativa que o pai nos deixou.
VIVA O SANTA... e tudo pela "A".
abraço,