sábado, 28 de janeiro de 2012

Papa quente se come pelas beiras



PAPA QUENTE SE COME PELAS BEIRAS


Alberto Felix, de São Paulo

Mas rapaz, não é que a viola tá afinando! Vi (quero dizer ouvi) de quarta-feira mexe daqui, bole dali e é nós no “DVD”!
Tá certo, temos que garantir pontuação, pontos que podem fazer falta lá na frente, nada de grandes arroubos, goleadas homéricas e arrasadoras, nada de muita goga, papa quente se come pelas beiras.
Não podemos passar dor de barriga com time lepreu que só serve para azedar o sarapatel dos outros.
Menino, a arbitragem tá pior que beliscão de tabua lachada!
Peço licença para citar um rival (alias um e meio)
Que merda foi aquela no jogo da Barbi e o América?
O técnico da barbi disse que dever-se-ia condenar por quatro gerações passadas e quatro gerações futuras, do lateral (Maneco) do América.
Vardemar parecia um Tomás de Torquemada.
Não sei se foi na covardia ou na bola, mas diz que Maneco torou o atacante encarnado e branco (Rogério) na emenda.
Vardemar, arrendonda meu irmão, tu ganhou o jogo! Todo mundo sabe que Rogério é um anjo de candura.
A bola é redonda e o jogo tem noventa minutos, o resto, o malfeito deve ser levado as barras dos tribunais.
Quero falar disso.
Meu pai, que foi americano até o fim da vida, nunca roeu a corda, ele acendeu em mim o gosto pelo futebol, ele levou-me a partidas no campo do Pina (meu primeiro deslumbramento).
Pai, teu América, teu América.
Tô saudoso.
Bença Pai.


Um comentário:

Walter Silva disse...

Clóvis, envie esse comentário pro Alberto Felix, em São Paulo.
O velho comerciante da rua de Hortas, RAUL SEVERINO DA SILVA*, era americano e, imagina, sócio
patrimonial... o velho tinha cada uma!
abrs.

* morreu aos 57 anos, de AVC, abril de 1975, justo quando eu me preparava pro concurso na UFPE.