sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Aos olhos da multidão



AOS OLHOS DA MULTIDÃO


Alberto Felix, de São Paulo

1914, Anno Domini, nasce sob o sol de Recife e a sombra da Igreja de Santa Cruz, o Santa Cruz Futebol Clube.
Nasce o Santa Cruz, formado por negros, brancos, cafuzos, sararas, mamelucos e severinos.
A mundiça, o proletariado de Recife no então adolescente seculo XX.
Olha aí é meu guri, cantou um trovador brasileiro de raízes pernambucanas.
Noventa e oito anos! E estamos em uma draga que só por Deus!
Minha Virgem da Conceição (sua benção minha santinha) nos acuda nesse vale de lágrimas!
Em nossa jornada fomos (somos) vitimas de direções canalhas, patifes, oportunistas e mau caratistas como diria Odorico Paraguaçu.
Falar do Santa Cruz é paixão! É comer terra! Pela paixão.
É falar dos severinos.
“Meu nome é Severino,
não tenho outro de pia.
Como há muitos Severinos,
que é santo de romaria,
deram então de me chamar
Severino de Maria;
como há muitos Severinos
com mães chamadas Maria,
fiquei sendo o da Maria
do finado Zacarias”.
Salve! Salve! Mestre João Cabral!
Grande coral!
Salve! Salve Francisco de Assis França, Chico Science, foi embora fora do combinado em 02/02/97, no dia três nosso Santinha, faria oitenta e três anos, que merda cara!
É melhor parar com essa merda de lugar comum.
Um grande beijo Querido Santa Cruz!


2 comentários:

ED CAVALCANTE disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
ED CAVALCANTE disse...

Viva o Santa! Grande João Cabral de Melo Neto. No link a seguir, uma foto dele de 1935 na época em que era atleta do Santa: http://arquivocoral.blogspot.com/search/label/Jo%C3%A3o%20Cabral%20de%20Melo%20Neto