sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

A cobra encabulada



A COBRA ENCABULADA

Clóvis Campêlo

Não existe nada pior para o torcedor coral do que ver o Santinha ser derrotado pelo time da Ilha. Até porque, mais uma vez segundo as estatísticas de Carlos Celso Cordeiro publicadas no Jornal do Commercio do Recife, ao longo do tempo, é grande a vantagem do Leão sobre a Cobra Coral.
Se no ano passado, com um plantel de menor qualidade técnica, conseguimos domá-lo e acabar com o sonho do hexa, este ano, quando tudo parecia que iria nos ser mais uma vez favorável, levamos uma trauletada dentro de casa pra torcedor de bom senso nenhum botar defeito.
Muitos estão atribuindo a culpa da derrota ao treinador Zé Teodoro, havendo alguns, inclusive, como o meu amigo Renato Boca-de-Caçapa, que insistem na tese de que Zé perdeu o tesão pelo Arruda. Mas Boca-de-Caçapa é um passional, como deve ser todo torcedor que se preza, e apela para tudo na hora da derrota.
Uma coisa, porém, não podemos negar: com a sua cabeça dura, Zé Teodoro contribuiu de forma direta para o nosso insucesso, ao escalar o time de forma equivocada e ao mexer na equipe de forma também equivocada durante o jogo.
Tudo bem que foi apenas uma derrota. Mas, incomodou pra burro pela inferioridade por nós demonstrada antes, durante e depois do jogo. Incomodou, também, por ter aumentado as estatísticas a nós desfavoráveis. Incomodou ainda mais por ter nos tirado do famigerado G4. Se é no quadrangular final onde tudo vai realmente ser resolvido, não podemos correr o risco de ficar de fora e morer de véspera feito peru.
É claro que ainda temos muito chão pela frente, mas é preciso que o Santa Cruz comece a se impor aos adversários e a exercitar a auto-confiança. Um título estadual tão disputado como o pernambucano, só se ganha na superação. A covardia nunca deu faixa à ninguém.

Não questiono o placar de 3x1 a favor do Sport. Acho que foi justo. Questiono, porém, os erros táticos e técnicos da nossa equipe, que terminaram nos colocando dentro de campo numa situação de inferioridade diante de um rival tão tradicional.

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