domingo, 26 de fevereiro de 2012

Lamento sertanejo



LAMENTO SERTANEJO

Clóvis Campêlo

Foi um vareio de bola, um passeio tranquilo nas águas do rio São Francisco. A Cobra Coral fumou e a Fera Sertaneja amansou. Dessa vez, João Bocão não ousou aparecer com o seu disco caquético.
Pela primeira vez no certame estadual, Zé Teodoro escalou a equipe do jeito que a torcida coral sempre quis e tudo saiu a contento: a defesa defendeu, o meio de campo armou e o ataque sempre esteve presente na área adversária.
Logo depois do jogo recebi o telefone já esperado de Renato Boca-de-Caçapa: "Tá vendo que a torcida entende do riscado. Teodoro estava bancando o cabeça dura, querendo se impor diante da gente. Espero que ele tenha aprendido a lição. Foi só o time dos sonhos jogar e acabou o nosso pesadelo".
De uma coisa, eu, ele e toda nação coral tem certeza: Renatinho é imprescindível nesse time, não só pela velocidade que impõe às jogadas do meio de campo e ataque, como também pela qualidade do passe e juventude. Com ele em campo, o time joga diferente, com mais eficiência. Wesley também reapareceu bem, inclusive marcando um golaço.
Importantíssima, também, a atuação de Carlinhos Bala, jogando coletivamente e com espírito de equipe, abrindo espaços, inclusive, para que um companheiro mais bem colocado concluísse a jogada, como fez com Dênis Marques, no nosso segundo gol.
E a defesa, com Éverton Sena e William, além da eficiência na marcação, ainda se permitiu ir a frente e criar situações de ataque, como no primeiro tento, com William, que também colocou uma bola na trave.
Enfim, parece que o espírito de 2011 ressuscitou e fez a felicidade geral da nação oral. Ontem, foi o nosso dia e o Petrolina pagou todos os patos. Parabéns para todos nós. Para eles, restou o lamento sertanejo.
Para quem gosta de estatísticas, o público de ontem, de pouco mais de 10 mil pessoas, mesmo diminuto, ainda ficou acima da média geral do Estadual, em torno de 8 mil torcedores.
Outra coisa interessante: até ontem, a equipe do Petrolina havia tomado apenas sete tentos. Os seis tentos que marcamos, deu-nos a marca da maior goleada aplicada no campeonato até o momento.
Ontem, no Estádio do Arruda, com gols de William, Dênis Marques, Wesley, Renatinho, Memo e Flávio Recife, e sob a batuta de Zé Teodoro, goleamos com Diego Lima; Diogo, Éverton Sena, William e Dutra; Memo, Léo (Luciano Henrique), Wesley (Flávio Recife) e Renatinho (Anderson Pedra); Carlinhos Bala e Dênis Marquês.


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