quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

A peitica de João Bocão



A PEITICA DE JOÃO BOCÃO

Clóvis Campêlo

João Bocão é meu vizinho de apartamento. Gente fina, da melhor qualidade, mas tem um grande problema: torce pelo time da Ilha e consegue ser tão chato como todos os rubro-negros o são. Desde ontem à noite que ele me enche o saco com o refrão da música de Jorge de Altinho: “Eu gosto de Juazeiro, / mas adoro Petrolina”. Nossos apartamento são contíguos e não tem como não escutar a chateação.
A verdade, é que o Santinha foi ao Sertão e perdeu mais uma. 2x1 pra o Petrolina, foi o placar. E ainda não foi dessa vez que Zé Teodoro escalou o time que a torcida quer e sonha como o ideal. Léo entrou na cabeça da área e Carlinhos Bala foi para o ataque ao lado de Dênis Marques, mas Renatinho ficou de fora e o meio de campo, mais uma vez, capengou, já que Wesley faz falta e Luciano Henrique ainda não engrenou. Este último, terminou sendo substituído por Geílson, que também ainda não mostrou um futebol convicente.
A derrota nos deixou ainda mais distante do G4, onde realmente tudo vai acontecer. Mesmo ganhando no próximo sábado, no jogo de volta, no Estádio do Arruda, ainda não retornaremos à elite. Penso que é tempo de acender a luz vermelha nas Repúblicas Independentes do Arruda e dar um freio de arrumação, antes que seja tarde demais.
Mas, afinal, o que é que está faltando ao time coral para engrenar de vez e voltar a ganhar a confiança da torcida? Talvez, nas entrevistas dadas no Aeroporto Internacional dos Guararapes, antes da viagem, o próprio treinador Zé Teodoro tenha nos dado a resposta. Disse ele que está faltando pegada, que o time não está jogando com a mesma raça e concentração do ano passado. Dessa vez, acho que ele tem razão. E isso preocupa porque pode ser resultado de uma fissura qualquer no elenco ou na estrutura do clube, ou até mesmo no relacionamento da diretoria entre si ou com o plantel. Alguma coisa deve estar acontecendo, já que, de início, toda a torcida e a crônica especializada sinalizavam satisfatoriamente às contratações corais. Então, por que dentro de campo a equipe não vem correspondendo?
Mas, mesmo encerrada a primeira fase do certame, nem tudo está perdido. No returno, ainda teremos onze jogos, com 33 pontos a serem disputados e, restaurado o velho espírito de luta do ano passado, voltarmos a ocupar o nosso lugar no G4, onde o campeonato realmente se decide. Afinal, a esperança é a última que morre.
Ontem, em Petrolina, contra o time homônimo e diante de um público de 4.785 pessoas, perdemos por 2x1 com Diego Lima; Diogo, Leandro Souza, André Oliveira e Dutra (Jeferson Maranhão); Memo, Leo (Renatinho), Anderson Pedra e Luciano Henrique (Geílson); Carlinhos Bala e Dênis Marques.


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