segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Uma vitória apertada



UMA VITÓRIA APERTADA

Clóvis Campêlo

Considerando as estatísticas do pesquisador Carlos Celso Cordeiro, publicadas no Jornal do Commercio deste domingo, o jogo entre América e Santa Cruz, ontem, em Paulista, foi a 240ª edição do chamado Clássico da Amizade. Ao longo do tempo, segundo o pesquisador, foram computadas 162 vitórias do Santinha, incluindo o jogo de ontem, 41 vitórias do América e 37 empates. O Santa Cruz marcou 636 gols e sofreu 264. Como se vê, uma ampla vantagem coral.
O jogo foi realizado no Estádio Ademir Cunha, construído pelo prefeito homônimo, nos anos 80, quando as gestões governamentais populista assim o recomendavam. Consta que na época, 2/3 do orçamento da cidade chegou a ser comprometido para a construção da praça esportiva, que depois ficou abandonada durante anos, com o encerramento da atividades do Paulistano, clube que representava a cidade. Este ano, com o seu retorno à elite do futebol pernambucano, o América passou a chamar os seus jogos para aquele local, retomando as atividades esportivas no município.
Pois bem, respaldado pelas estatísticas favoráveis, o Santinha foi a Paulista com a pecha de favorito, mas não encontrou moleza em campo. O América, que vem apresentando uma campanha lastimável no Campeonato Pernambucano, ocupando a laterna com apenas um ponto ganho e correndo o risco de novo rebaixamento, superou-se e jogou em pé de igualdade com a Cobra Coral. Vencemos com um gol atípico de Dutra, em jogada individual, já na segunda etapa do jogo.
Quem conhece a história do futebol pernambucano, lamenta a atual situação do América. Campeão estadual em seis oportunidades, no passado, participa de forma heróica do certame. Sem nenhuma estrutura adequada para a prática do futebol profissional, nem de longe lembra a velha equipe de outrora. Sua última grande proeza foi o vive campeonato estadual conquistado em 1950, depois de uma disputa com o Náutico. Segundo o filósofo coral Renato Boca-de-Caçapa, até agora, a única coisa positiva mostrada pelo América foi a vinda da beldade Larissa Riquelme ao Recife para o lançamento dos novos uniformes esmeraldinos. E mais nada.
Mesmo assim, o Santinha penou para marcar o gol da vitória e garantir a sua permanência no G4. Segundo Renato Boca-de-Caçapa, o filósofo do povo, em mais uma das suas tiradas geniais, ainda não foi dessa vez que chamamos o Periquito de meu louro.
Na vitória suada, perante um público de 8.849 pessoas, sob a batuta de Zé Teodoro, atuamos com Tiago Cardoso; Eduardo Arroz (Diogo), Leandro Souza, André Oliveira e Dutra; Anderson Pedra, Memo, Leo (Renatinho) e Luciano Henrique; Flávio Recife (Branquinho) e Dênis Marques.


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