quinta-feira, 15 de março de 2012

Complexo de minhoca


COMPLEXO DE MINHOCA

Clóvis Campêlo

Diz o dito popular que quem morre de véspera é o peru. Essa é a mais pura verdade.
Embora durante toda a semana, tanto a torcida quanto a imprensa futebolística pernambucana tenham tratado o Penarol com o devido “respeito”, todos nós acreditávamos que o Santinha enfiaria uma sonora goleada no time amazonense. Depois, seria só empacotá-lo e mandá-lo de volta para Itacoatiara com o balaio cheio de gols. Mas, amigos, dentro de campo são onze contra onze e o andar da carruagem foi diferente. Perdemos. O placar de 3x2 para o time do Amazonas, garantiu-lhe o direito de prosseguir na Copa do Brasil e significou para nós a nossa eliminação. Mais uma vez, morremos na primeira fase da competição sem direito a choro e a vela. Ainda não será dessa vez que almejaremos a conquista de um título nacional. O sonho acabou em pesadelo e não foi bom de ser sonhado. O rio Amazonas invadiu o canal do Arruda e levou para longe essa pretensão.
Ficam algumas perguntas: diante de tantos fracassos nossos na Copa do Brasil, um dia teremos cacife para isso? O nosso complexo de minhoca desnutrida e nordestinada poderá um dia ser superado para nos situarmos no patamar dos grandes campeões? O que é que realmente nos falta para essa afirmação?
Uma outra questão que me vem à cabeça, nesse momento de desassossego, é a questão do projeto tão propalado em relação ao futuro do futebol coral. Se do ponto de vista administrativo e patrimonial temos evoluído de forma satisfatória, futebolísticamente temos alternado momentos tão díspares que tememos até pelo desempenho no certame estadual e no Brasileiro da Série C. Sim, porque ainda queremos o BI e a B. Mas, para isso se concretizar, precisamos ver o time corresponder com competência e personalidade dentro de campo. Isso, camaradas corais, com certeza, não vem acontecendo, transformando em angústias as nossas esperanças que já não são infinitas. Acima de tudo, futebol se faz com resultados conquistados dentro de campo e a grandeza de um clube se mede sobretudo pela grandeza dos seus títulos conquistados. E este ano, mais uma vez, em relação à Copa do Brasil, ficamos com um gosto amargo na boca. Quem sabe para o ano...
Ontem, no Arruda, perante 11.677 abnegados torcedores, jogamos e perdemos com Tiago Cardoso; Eduardo Arroz, Leandro Souza, William Alves e Dutra; Memo, Léo (Sandro Manoel), Wesley (Luciano Henrique) e Carlinhos Bala; Geílson (Renatinho) e Dênis Marques.
No próximo domingo, pelo Campeonato Pernambucano, enfrentaremos o Central, em Caruaru. Queira Deus que o time encarne um espírito vencedor e se imponha diante da Patativa, mantendo-se no G4. Uma nova derrota seria desastrosa para nós.

Um comentário:

Gabriel Machado Campelo disse...

Que vergonha. Não merecemos isso!

Cadê os guerreiros.