segunda-feira, 12 de março de 2012

Desbancando o Carcará



DESBANCANDO O CARCARÁ

Clóvis Campêlo

Juro que não me ligo muito nessas histórias de “sinais”. Quem gosta disso, é o meu amigo coral Alberto Felix, que mora em São Paulo, mas não tira o Santinha do coração.
Ontem, porém, foi diferente. Antes de ir ao Arruda assistir ao jogo contra o Salgueiro, fui a um restaurante com minha mulher e alguns outros parentes comemorar o nosso aniversário de casamento. Findo o repasto, saiu do restaurante e vejo, na casa em frente, um carcará pousado na antena da televisão, provavelmente o mesmo que matou Brasão, o meu papa-capim de estimação. Jurei vingança, não só pela derrota do Santinha para o Salgueiro, no primeiro turno do Estadual, como pela morte de Brasão, meu papa-capim de estimação. Ele me olhou sem acreditar na minha ameaça e praticou um vôo largo de retirada e desdém. Ali, a sorte do carcará sanguinolento ficou decidida.
À tarde, no Arruda, não deu outra: vencemos e vencemos com competência. O Salgueiro não é nenhum time bobo e não foi à toa que permaneceu oito rodadas na liderança do Estadual. A vitória também consolidou a nossa permanência no G4. Afinal, somos grande, temos história, torcida e tradição. Ali, sem dúvida alguma, é o nosso lugar.
O jogo, em si, teve dois momentos distintos. Mesmo não jogando bem na primeira etapa, o Santinha marcou dois belos tentos, através de Léo e Dutra, ambos com a participação decisiva de Dênis Marques. No segundo tempo, demos um nó técnico e tático no time do Salgueiro, o carcará do sertão, e poderíamos até mesmo ter construído um placar mais elevado. Foram muitos os tentos por nós perdidos, através de Renatinho, Natan, Geílson e Dênis Marques. Mas, o placar de 2x0 foi suficiente para nós e para a minha vingança. Carcará nenhum que se preze passa pelo Arruda incólume.
A torcida também marcou presença de forma positiva. Foram 28.304 torcedores que se fizeram presente e vibraram com convicção. E mesmo diante de uma escalação inicial que levantou suspeitas de um defensivismo exacerbado e inútil, vimos o time praticar um futebol de obdiência tática e eficiência.
Atuamos e vencemos com Tiago Cardoso; Eduardo Arroz, Leandro Souza, William e Dutra; Sandro Manoel, Chicão, Léo (Natan) e Wesley (Renatinho); Dênis Marques e Geílson (Carlinhos Bala).
É impressionante o carinho que a torcida tem por jogadores com Renatinho (muito aplaudido quando entrou no jogo) e Natan, pratas da casa. Do mesmo modo que vibrou quando o treinador chamou Carlinhos Bala para o lugar de Geílson. Bala já está devidamente perdoado e identificado com a causa coral.
Quarta-feira, em casa, enfretaremos o Penarol amazonense, no jogo da volta pela Copa do Brasil. Temos tudo para ratificar a classificação na competição e para, mais uma vez, fazer a festa dessa torcida fiel.


Um comentário:

Sileiman Kalil Botelho disse...

Beleza, mesmo!!! Parabéns pela vitória indiscutível e pela manutenção Coral no G4!!! Mas, quanto ao carcará, acho que foi é te pedir desculpas pela falseta que fizera antes!!! Um grande abraço.