quinta-feira, 1 de março de 2012

Um novo vexame



UM NOVO VEXAME

Clóvis Campêlo

Não tem jeito mesmo. A nau catarineta da Cobra Coral navegou, navegou e terminou naufragando nas águas aparentemente tranquilas de Santa Cruz do Capibaribe, a cidade agrestina do jeans. A derrota sofrida ontem, contra o Ypiranga, por 1x0, deixa-nos com a seguinte interrogação: qual é o verdadeiro Santa Cruz: o que goleou o Petrolina, no sábado, com uma bela exibição, ou o que apresentou o futebol medíocre de ontem?
E ontem o time jogou do jeito que a torcida quer: Léo na cabeça de área, Renatinho na meia esquerda e Carlinhos Bala no ataque. O que está faltando então? Qual é o mistério dessa inconstância futebolística? Estamos retornando à era do sofrimento longo, contínuo e constante? Conseguiremos, ainda, voltar ao G4 e disputar o título deste ano? Dúvidas, dúvidas, dúvidas...
Consideremos ainda que o Petrolina fez a sua parte, perdendo para o Serra Talhada. Bastaria um simples empate e teríamos voltado ao G4.
É certo que a arbitragem nos surrupiou um gol legítimo, mas isso é muito pouco para justificar a derrota e, principalmente, justificar o mau futebol apresentado.
Para nós, que acompanhamos o clube à distância, dá para perceber que alguma coisa mudou nos bastidores das Repúblicas Independentes do Arruda, e que isso vem se refletindo no elenco e dentro de campo. E, o que é pior, podendo comprometer o projeto de conquistarmos outros títulos estaduais e voltarmos à Série A em 2014, ano do nosso centenário.
É certo também, que mesmo jogando com a escalação que a torcida quer, o time jogou recuado, temendo se abrir e impor um futebol mais agressivo e de melhor qualidade. Acredito mesmo que hoje falte no elenco coral um jogador com espírito de liderança para mudar os rumos do jogo e até mesmo peitar o treinador nos momentos em que a desobdiência tática se fizer necessária, pois qualidades individuais nós sabemos que temos.
Acredito que hoje a luz vermelha de advertência já esteja definitivamente acesa no Arruda. Se persistirem as oscilações técnicas do time, corremos o risco de ficar de fora do G4 e da decisão do campeonato. Sinceramente, não sei como a torcida coral encararia uma situação dessas. Seria lastimável diante de todo o trabalho de recuperação do clube feito nos últimos anos.
Não se trata, portanto, de apenas mais uma derrota ocorrida. Estão em jogo questões muito mais sérias do que pode parecer.
Como a esperança é sempre a última que morre, no próximo domingo vamos invadir o Arruda e empurrar o time para a vitória, contra o Serra Talhada. Por enquanto, só nos resta lutar e acreditar.
Ontem, na cidade de Santa Cruz do Capibaribe, diante de um público de 4.802 espectadores, atuamos e perdemos com Diego Lima; Diogo (Luciano Henrique), Leandro Souza, William Alves e Dutra (Geílson); Memo, Léo, Wesley e Renatinho; Carlinhos Bala (Flávio Recife) e Dênis Marques.


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