quinta-feira, 12 de abril de 2012

Santa Cruz


SANTA CRUZ


Herculano Alencar

Relâmpagos, trovões... naquele dia
o mundo parecia desabar!
Como se de repente o céu e o mar
tentassem expressar o que eu sentia.

Meu coração (jazigo da poesia)
chorão por natureza; entretanto,
se demorou a derramar o pranto,
que no meu peito, em lágrimas, caía.

Final de tarde, o Angelus descia...
Eu enxuguei o pranto de Maria
na flâmula erguida por Jesus.

Maria e Jesus, dois bons amigos,
naquele dia estavam lá, comigo,
a celebrar um gol do Santa Cruz.


Um comentário:

Cleomício Alves disse...

Camarada, Clóvis,
Por esta poesia se comprova que realmente existe a paixão e o fanatismo, no bom sentido é claro.
Abraços!