terça-feira, 3 de abril de 2012

A síndrome da bunda na parede


A SÍNDROME DA BUNDA NA PAREDE

Clóvis Campêlo

Domingo passado, no Estádio do Arruda, vencemos o Náutico por 1x0 e assumimos a vice-liderança do Estadual. Foi a sétima vitória consecutiva do Santinha no certame, acumulando 21 pontos e firmando-se definitivamente no G4.
Eu, particularmente, gostei da vitória mas não gostei do jogo. Mais uma vez nos assolou a síndrome da bunda na parede. Jogamos, acima de tudo, para não perder. E, se no primeiro tempo marcamos com competência na nossa intermediária, dando ao Náutico um volume de jogo maior e infrutífero, na segunda etapa não tivemos a mesma eficiência na marcação e, por muito pouco, não cedemos o empate. Além do mais, na etapa final, não demos sequer um chute a gol. A pressão alvirrubra foi total.
Mas, apesar da bunda encostada na parede, a vitória aconteceu e turbinou a nossa campanha na reta final do turno, relembrando aos mais atentos e saudosistas a campanha do supercampeonato, em 1983. Naquele ano, Sport e Náutico haviam vencido os dois primeiros turnos. Restava ao Santa Cruz vencer o terceiro para levar a decisão para o supercampeonato. Para isso, o time coral teria de vencer sete jogos seguidos. Venceu, foi para a decisão e tornou-se supercampeão estadual pela terceira vez.
Pois bem, agora, com as sete vitórias seguidas, garantimos a nossa presença no G4 e na fase final da competição. Resta ratificar a boa fase vencendo os dois jogos que ainda nos restam nessa fase, contra o América e o Sport.
No quadrangular final, tudo começa do zero, cabendo aos dois melhores classificados a vantagem de jogar por dois empates ou dois resultados iguais.
Assim sendo, domingo, perante um público bom de 27.078 pessoas, derrotamos o Timbu por 1x0, gol de Renatinho, ainda no primeiro tempo. A equipe jogou com Tiago Cardoso; Éverton Sena, Leandro Souza e Memo; Diogo, Anderson Pedra, Chicão, Luciano Henrique (Natan) e Renatinho; Geílson (Vágner) e Dênis Marques (Flávio Recife).

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