terça-feira, 1 de maio de 2012

O cerco do Arruda


O CERCO DO ARRUDA

Alberto Félix, de São Paulo

Camaradas Corais do Pina, Brasília, Cordeiro e arredores.
Estamos por um triz para o dia nascer feliz, cantou Cazuza, que se vivo fosse teria feito cinquenta anos o mês passado.
Rapaz, o Barcelona desandou, o Real lascou-se nos pênaltis e eu que imaginava uma final play-station.
Meu time de adoção lá da terra da rainha o Man United perdeu o clássico para os azuis o Man city.
E o Santos?
Time que já teve Pelé e hoje tem um Neymar, está em estado de graça.
Curiosidade.
O Internacional que ganhou o clássico Grenal tem Gilberto que dispensa apresentação, foi revelado ao Brasil pelo Santinha.
O América mineiro, o Coelho, que despachou o Cruzeiro, cujo treinador é nada mais, nada menos que Givanildo José de Oliveira, menino da Vila Popular de Olinda, bicampeão pelo Santinha em 78/79.
Os Santos guerreiros contra os cagacebo do sertão.
Os goradores de plantão tomaram no papeiro.
Até o corvo Edgar de Xico Sá, que gora de jogo de onça a porrinha (gorador com PhD e a porra) tomou no olho da goiaba.
Era um tal de sujeito falar que o Salgueiro seria o Chelsea do sertão, que nosso Santinha ficaria pelo caminho e o escambau.
Pois é.
Os cagacebo do Salgueiro pegaram a BR-232 e deram com os quartos no sagrado solo coral, chegaram de cara feia, botando marra e cuspindo no chão e batendo pose de Chelsea.
Rá, deram de cara com a volante coral do Tenente Zé Teodoro, que só disse assim: “Acunha! Acunha que o serviço é serio e está valendo o bicampeonato!”
Amanhã eu vou na feira aqui perto de casa, não exibir cabeças, mas me exibir com a camisa do Santinha.
Sou doido por uma pega de boi.

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