domingo, 17 de junho de 2012

Cinquenta anos depois...


CINQUENTA ANOS DEPOIS...

Clóvis Campêlo

Caros amigos, aqui estamos nós a enfrentar mais um domingo sem a mística coral em campo.
Continua  a pendenga judicial entre a CBF e alguns clubes menores do futebol brasileiro, alguns até mesmo sem a mínima tradição histórica.
Embora não saiba se o que eles reivindicam é justo, acho injusto que o Santinha seja com isso prejudicado.
O prejuízo já e grande e pode aumentar caso a questão não seja logo resolvida.
Enquanto isso, estaremos mais uma vez enfrentando o Chã Grande. Como jogo treino, talvez seja válido. Mas nada acrescenta ao nosso currículo de time ascendente. Mas se esse é o jeito, que assim seja.
Gostei do empréstimo de Léo do Brangantino. Acho que foi bom para ele e para o clube. Léo estava queimado com Zé Teodoro desde que preferiu ir para o Botafogo. Com o seu jeitão peculiar, o nosso treinador entendeu isso como um descompromisso com o clube. E estava certo. Do mesmo modo que naquela época Léo fez as suas opções, Zé Teodoro preferiu optar pelos jogadores que se mostraram mais integrados no seu projeto. E assim tem dado certo. Boa sorte para Léo, que ele se valorize a garanta mais algumas divisas para os nosso cofres. Futebol profissional se faz assim, sem nenhum sentimentalismo inútil.
Mas, mesmo sem a presença coral em campo, hoje é um dia especialíssimo. Faz 50 anos que a seleção brasileira de futebol conquistou no Chile o bicampeonato mundial. mesmo sem Pelé em campo, contundido desde o segundo jogo contra a Checoslováquia. Foi substituído com sucesso por Amarildo, jogador do Botafogo carioca, que, após a Copa do Mundo, ganhou do escritor Nélson Rodrigues o apelido de "O possesso". A sua raça e a sua categoria em campo quase fez com que esquecéssemos Pelé. Ao lado de outros jogadores remanescentes da Copa de 1958, como Gilmar, Nilton Santos, Garrincha, Vavá e Didi, garantiu-nos vitórias e gols importantes.
Foram seis jogos, jogados contra o México, a Checoslováquia, a Espanha, a Inglaterra e o Chile, país anfitrião, com 5 vitórias e um empate (0x0, no jogo contra a Checoslováquia em que Pelé se machucou). Marcamos 14 gols e sofremos apenas 5. Os principais artilheiros brasileiros foram Vavá e Garrincha, com quatro gols cada. Além de Vavá, outro pernambucano integrou essa seleção: Zequinha, revelado pelo Santa Cruz e que, na época, atuava pelo Palmeiras.
Um grande título para um grande time.

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