domingo, 30 de dezembro de 2012

O Ano da Serpente

O ANO DA SERPENTE

Alberto Félix, de São Paulo

Camaradas Corais do Pina, Brasília, Cordeiro e arredores, alcoolistas e tabagistas.
Meninas e meninos Corais.
Antes que termine o “download” de 2013, lá vai a derradeira de 2012.
Eita ano desajeitado para nós corais.
Ficamos assim nem alegres nem tristes.
Escrevi um balaio de linhas acerca do “Querido do Povo” boas linhas outras nem tanto.
Porem, faltou dizer porque sou coral.
Começo dos anos sessenta, eu tinha de nove para dez anos.
Um dia, eu inocente puro e besta, falei pra papai que queria ser remador no Náutico, fascinava-me ver os camaradas remando naqueles esquifes pelo rio Capibaribe.
Seu Alberto americano até os últimos dias, ficou mais azedo que comida amanhecida e vaticinou:
Lá naquele lugar tu não botas os pés! É que o Náutico a época tinha a péssima fama de não aceitar negros e pobres, e nós mal conseguíamos ser pobres.
Fiquei que nem filho de guaiamum, todo mundo tem um time, só eu não tenho um.
Um dia de carnaval madrinha Zezé, levou-me atrás de uma troça.
Tinha uma gente vestida de encarnado preto e branco cantando:
“Santa Cruz, Santa Cruz junta mais essa vitoria”
Fiquei enfeitiçado.
Santa Cruz, o querido do povo, cujo mascote é uma serpente, condenada desde o Gênesis a rastejar sobre o ventre e comer poeira.
Se Deus desse asa a serpente tirava o veneno.
Ficamos sem asa, mas com veneno.
Aprendemos a picar os calcanhares de felinos e roedores.
A guiza de informação 2013 é o ano da serpente pelo calendário chines.
Desde então eu sou Santa Cruz de corpo e alma.
Saudações Corais a todos.

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