domingo, 21 de julho de 2013

Quando chegaremos lá?


QUANDO CHEGAREMOS LÁ?

Clóvis Campêlo

Acho bonita essa história do Bahia ter sido o primeiro campeão brasileiro, em 1959. Fui menino no Pina, escutando falarem no famoso Esquadrão de Aço baiano. Um título que a CBF demorou a reconhecer, mas que hoje está devidamente certificado.
Na minha condição de torcedor do Santa Cruz, abro mão apenas em três momentos para dividir uma pequena parte do meu coração (porque 90% dele é Santa Cruz) com outros três clubes do futebol brasileiro: O Bahia, o Sampaio Correia e o São Paulo.
Nos anos 70, ao lado do meu amigo e compadre Wanderby Matos, vi o Bahia jogar na velha Fonte Nove com um time fabuloso onde, entre outros, destacava-se o goleiro argentino Buttice, o zagueiro Roberto Rebouças, já falecido, e que foi um dos ídolos do futebol baiano, e o meio-campista Baiaco.
No Maranhão, terra da minha mulher, abro outra exceção para o Sampaio Correia, time de massa, com um belo colorido no seu padrão, o que o faz ser chamado de "boliviano", e com as mesmas iniciais do Santa Cruz (SCFC). Isso me basta.
Quanto ao São Paulo, apesar de fugir dessa tradição de time popular, eu o admiro pelo semelhança cromática com o tricolor do Arruda e, acima de tudo, porque era o meu time campeão de botão nos tempos do Pina. Uma seleção onde jogavam Roberto Dias, o goleiro Poy e o pona esquerda Canhoteiro.
Foi no São Paulo, também, onde despontou para o Brasil o meia Terto, jogador revelado no Santa Cruz dos anos 60, um verdadeiro craque.
Nos anos 70, o Santa Cruz formou o seu primeiro grande time de futebol dos tempos modernos, ganhando cinco campeonatos pernambucanos seguidos (1969-1973) e chegando a figurar entre os quatro maiores times do Brasil, no campeonato brasileiro de 1973, numa época em que se fazer futebol ainda não custava tão caro e onde ainda não havia essa diferença abissal de dinheiro e renda entre os times do Nordeste e do Sul/Sudeste.
Hoje, ainda lutamos bravamente para recuperar o prestígio perdido, depois de anos nas divisões inferiores do futebol brasileiro. Chegaremos lá? Como o Bahia Esquadrão de Aço conseguiremos alcançar algum título nacional de destaque?
O futebol mudou na sua concepção administrativa e financeira e eu fico com a impressão de que não conseguimos acompanhar isso.


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