terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Santa Cruz 1955


SANTA CRUZ 1955

Gilberto Prado

BARBOSA – Passagem brilhante no “Santinha”. Elegante e de uma agilidade incrível. Com ele ganhamos o Torneio Pernambuco-Bahia, enfrentando Náutico, Sport, Bahia, Vitória e Ipiranga. Deixou saudades.
PALITO – Seu nome é Almir. Morava ´pelas bandas de Casa Amarela. Jogou muitos anos pelo Santa Cruz. Nunca aceitou jogar em outro time. Fosse no futebol de hoje, certamente estaria em um time do exterior. Craque.
LUCAS – Grande Lucas. Pensem em um “gentleman”. Começou no Auto Esporte (time dos motoristas) e terminou no Santa Cruz. Em razão de um bom emprego, na Distilaria do Cabo, trocou de camisa. Era atração no time do Distilaria, mesmo só jogando amistosos.
ALDEMAR – O “príncipe”. Chegou aqui novinho, como “sobra” do juvenil do Vasco da Gama. Dispensaram-no por ser apenas destro (só usava a perna direita). Craque com C maiúsculo e luminoso. Aqui destacou-se marcando Naninho, do Sport. Transferiu-se para o Palmeiras e, em São Paulo, destacou-se como marcador de Pelé. Clássico. Dificilmente fazia falta. Foi campeão do mundo pela Seleção Brasileira, em 1962.
CALICO - Veio pra Recife junto com Aldemar. Atuou com destaque. Foi embora para o Rio porque não aceitou ser reserva de Zequinha. Naquele tempo ainda não havia substituições. O reserva simplesmente não jogava.
ANANIAS – O “galã” das gerais. Jogava bem apenas. Mas era ídolo pelo seu “jeitão” de ser. Desconheço seu destino. Simplesmente desapareceu do Santa Cruz.
JORGE DE CASTRO – Ponta direita. Ligeiro que “só o pé da besta”. Carioca, vindo do Flamengo para o Sport. Passou uma temporada no Santa, depois atuou no América. Encerrou sua carreira em Belém do Pará.
MARINE – Não sei de onde surgiu. Lembro ser destacado na equipe. Tanto que durou bastante tempo como titular, até a chegada de Alfredo Gonzales. Com o novo técnico vieram Rudimar, Lanzoninho e Faustino.
MARINHO – Uma história à parte. Estava “encostado” no Fluminense, sem nenhum valor. O seu joelho inflamado era tido como incurável. Hoje seria uma contusão corriqueira. Foi oferecido ao Santa Cruz “de graça”, tipo uma peça imprestável. Só que o médico Braulio Pimentel deixou-o em forma, após bem-sucedida cirurgia. Voltou a jogar o mesmo futebol sensacional do Fluminense. Pena que demorasse pouco. O Santa Cruz não resistiu a proposta milionária feita pelo Genoa da Itália.
AMAURY – Tudo que dele for dito ainda é pouco. Na época, denominado “meia de ligação”. Cheguei a vê-lo jogar. Lembro que ia ao campo com Valdir Pereira da Costa, meu amigo de infância. E todas as vezes que a bola chegava aos seus pés, brincávamos: “Agora a bola vai”. E ia mesmo.
ZECA – José Fernandes de Almeida. Não sei se era “irmão de Mituca” ou “Mituca era irmão dele”. Craque de bola assim como Mituca. Começou no Náutico e terminou no Santa Cruz. Ao lado de Amaury, nesse time, estava encerrando carreira.


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