terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Um triste centenário


UM TRISTE CENTENÁRIO

A temporada de 2014 foi muito aguardada pelo Santa Cruz. Afinal, marcava os 100 anos de fundação do clube. A motivação e o otimismo tomou conta de todos, da torcida, dirigentes e funcionários. Não poderia ser de outra forma. o time vinha do acesso para a Série B do Brasileiro (foi campeão da Série C) e com o tricampeonato pernambucano na bagagem. Os objetivos foram traçados. Transformar o centenário em um ano de novas conquistas, começando pela Copa do Nordeste, levantar o tetra, ir o mais lone possível na Copa do Brasil e brigar forte pela volta à Série A, competição que disputou pela última vez em 2006.
O centenário, no entanto, foi amargo em termos de futebol. Nada deu certo, mesmo com a manutenção do técnico Vica e da base de 2013, e a chegada de alguns jogadores para qualificação do grupo, como os atacantes Leo Gamalho e Cassiano. O tricolor colecionou derrotas. Foi eliminado do Nordestão e do Pernambucano pelo maior rival Sport. Depois perdeu a terceira colocação do Estadual em dois jogos diante do Salgueiro e está fora da competição em 2015. Ao mesmo tempo, saiu da Copa do Brasil, eliminado pelo modesto Santa Rita-AL.
Na Série B, o início foi irregular. Logo após o primeiro jogo diante do ABC - empate por 1x1, no Arruda -, Vica entregou o cargo. Não havia mais clima para ele no clube. Para a vaga veio Sérgio Guedes, ex-Sport. Foram mais seis empates seguidos. A primeira vitória só veio no dia 27/5, 2x0 sobre o Boa Esporte. Mais dois triunfos vieram no embalo, diante do Joinville (2x0) e Ponta Preta (2x1). Por sinal, ambos conseguiram o acesso para a Série A em 2015.
Durante o intervalo para a Copa do Mundo, a diretoria decidiu enxugar o elenco. Foram liberados o meia Raul, o volante Luciano Sorriso, o zagueiro Vágner e o lateral Oziel. Depois deixaram o clube, o lateral Zeca e um dos principais jogadores, o meia Carlos Alberto, que teve de retornar para o Atlético-PR. A diretoria ainda reforçou o grupo com o meia Danilo Pires, o volante Bileu (emprestado pelo Sport), os laterais Julinho e Tony, o meia Wescley, o atacante Keno e zagueiro Marllon. Ainda chegaram o meia Aílton, ex-Sport, o zagueiro Alemão, o volante Alberto e o zagueiro Renato Silva, que nem estreou devido a uma lesão muscular. O grupo ainda contou com as voltas de Cassiano e Tiago Costa, recuperados de cirurgias.
Na retomada da competição, porém, a equipe não rendeu e sofreu três derrotas seguidas - Vasco por 4x1, Vila Nova-GO e Ceará (ambas por 3x2). A irregularidade persistiu. Assim, depois da derrota por 2x1 diante do Luverdense, 16/9, Sérgio Guedes foi demitido.
A diretoria decidiu contratar Oliveira Canindé. Com novo ânimo, o time teve uma reação meteórica e ficou sete jogos invicto, com cinco vitórias e dois empates e entrou na briga pelo G-4. Justamente nesse momento decisivo, o tricolor decepcionou e não aproveitou as três oportunidades claras de entrar no G-4, após tropeços dos principais concorrentes. A derrota por 2x0 para o Sampaio Corrêa, no Arruda, na última terça, praticamente já tinha encerrado a possibilidade de acesso, fato consumado sábado passado.
"Infelizmente, às vezes, os bons resultados não ocorrem. O acesso seria muito importante, pois estamos nos estruturando. Nos últimos quatro anos, com o presidente Antônio Luiz Neto, o Santa Cruz deu um salto. Vamos continuar o trabalho e aprimorar para termos uma temporada melhor no próximo ano e apagar o que ocorreu de ruim esse ano. Não podemos colocar todo o nosso projeto por água abaixo", disse o diretor de futebol Constantino Júnior.
Vale a pena ressaltar que 2014 ainda não acabou para o Santa, uma vez que no dia 15 de dezembro haverá eleição presidencial no clube.

Fonte: Jornal do Commercio, Recife, 24/11/2014


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