domingo, 11 de janeiro de 2015

A lábia de Sandro


A LÁBIA DE SANDRO

Rômulo Alcoforado/FolhaPE

Coordenador técnico. Este é o cargo oficial de Sandro Barbosa dentro do Arruda. Na prática, porém, a influência do ex-zagueiro e ex-técnico da equipe se estende por outras áreas. Ele tem, por exemplo, papel preponderante em boa parte das contratações corais. É o responsável por estabelecer contato direto com o jogador e convencê-lo de que atuar pelo Santa Cruz é o passo certo a dar naquele momento. Isso não é tudo, claro. O processo inclui muitas outras etapas: falar com empresários, barganhar com o clube de origem, sentar na mesa com investidores. Constantino Júnior e Jomar, os diretores de futebol, dividem essas funções. Mas quando o atleta já está inclinado a ir para o Tricolor, as coisas tendem a ser mais fáceis.
Dois atletas do atual elenco se referiram ao coordenador técnico nas suas apresentações oficias. O volante Edson Sitta e, especialmente, o zagueiro Danny Morais. Ambos trabalharam com o técnico Ricardinho e foram indicações dele, mas também elogiaram a postura de Sandro Barbosa ao longo da negociação. O defensor, ex-Internacional, foi mais enfático. “Infelizmente, o futebol está carente de pessoas sérias e comprometidas. O Sandro tem esse perfil. Desde o princípio, ele foi um cara que me tratou bem e teve um papel muito importante na minha decisão de vir para cá. A gente espera que, junto com ele, o Ricardinho e os outros jogadores, a gente dê sequência à reestruturação do clube e deixe o Santa Cruz ainda melhor”, declarou Danny.
Sandro diz que não há segredo para ser convincente. Basta tratar o jogador como todo ele gosta de ser tratado: com honestidade. “Você tem que ter um papo reto. O pessoal comenta comigo: ‘Sandro, você fala muito bem na imprensa, na rádio, nem gagueja’. Mas quando você fala a verdade, nem gaguejar, gagueja”, diz.
O coordenador avalia que parte da “lábia” é de sua própria natureza. A outra foi adquirida com o tempo. “Jogador gosta quando você é honesto e fala a verdade com ele. Eu sei disso. Fui jogador, gostava disso na minha época e sei que eles gostam também”, declarou.

Fonte: Folha de Pernambuco, Blog de Primeira, Recife, 10/01/2015

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