segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Santa Cruz 3 x 0 Campinense


SANTA CRUZ 3 x 0 CAMPINENSE

Felipe Amorim

Depois de apresentar um futebol muito abaixo do ideal no primeiro amistoso da temporada, o Santa Cruz voltou a campo neste domingo (25) e foi completamente outro, positivamente, claro Bem mais compacto entre os setores e conseguindo construir bem as jogadas ofensivas, a equipe tricolor venceu fácil o Campinense-PB por 3x0.
Os gols da partida foram marcados por Edson Sitta, Anderson Aquino – que fez sua estreia –, e Willams Luz. Na movimentação, o treinador pôde utilizar todos os 22 jogadores que levou a campo (realizou 11 substituições). Além disso, a torcida coral viu o retorno de Renatinho, que não jogava desde outubro do ano passado.
Agora, o elenco tricolor só voltará a campo no próximo sábado, na estreia no Hexagonal do Título do Campeonato Pernambucano, contra o Sport, às 18h30, no Arruda. Até lá, o técnico Ricardinho terá cinco preciosos dias para dar os retoques finais na sua equipe.

O JOGO

As quatro mudanças no time titular realizadas pelo técnico Ricardinho, em relação ao amistoso contra o Analgizais Vilnius, da Lituânia, na última quinta-feira, parecem ter deixado a equipe mais leve em campo.
Além das estreias do goleiro Bruno e do lateral-direito Moisés como titulares, o Santa Cruz teve o debute de João Paulo no meio e contou com a volta de Alemão na zaga, nos lugares de Fred, Nininho, Paulo Castro e Everton Sena, nessa ordem.
A nova formação deixou o Tricolor jogando de forma mais compacta e tentando trabalhar jogadas pelos lados do campo para penetrar na área adversária.
Com mais volume de jogo, as jogadas foram naturalmente aparecendo... e sendo desperdiçadas. Aos 13, depois de um cruzamento de Edson Sitta pela direita, Betinho, mal colocado, não conseguiu finalizar com qualidade.
No minuto seguinte, para infelicidade do treinador, o lateral-esquerdo Leo Veloso sentiu a coxa direita e deixou o campo. No seu lugar entrou Renatinho, que não atuava desde 18 de outubro do ano passado por conta de uma lesão no púbis. Antes de entrar, recebeu instruções ao pé do ouvido e uma leve tapinha nas costas do treinador e vários aplausos dos torcedores.
O Campinense não oferecia perigo ao Santa Cruz. Quando se defendia, os paraibanos ficavam sempre com todos os 11 atletas atrás da linha do meio-campo. Sendo assim, o Santa Cruz teve um bom teste para criar as jogadas ofensivas. Pena que quando elas surgiam os atacantes desperdiçavam. A exemplo do que fez Betinho, Waldison, aos 18, perdeu outra boa chance de abrir o placar no Arruda.
Depois de tanto insistir o Santa foi agraciado pelo gol. Aos 32, Waldison cruzou da esquerda e Edson Sitta, mesmo chutando sem força, conseguiu fazer 1x0.
O Santa Cruz só não foi para o intervalo do jogo com um placar mais amplo por conta da falta de pontaria dos homens da frente. Aos 42, Waldison cruzou da direita no pé de Thiaguinho, que incrivelmente, mesmo de frente para o gol, mandou para fora.
Agora apesar das inúmeras chances desperdiçadas, a torcida pôde ver um time com mais disciplina tática em campo. Além disso, a entrada de João Paulo deu uma melhora considerável na criação das jogadas, inclusive com as bolas paradas. O grande problema, agora, foi a conclusão das jogadas.

SEGUNDO TEMPO

Para os 45 minutos finais, o Santa Cruz voltou diferente. Saíram Bruno, Thiaguinho e Betinho para as entradas de Fred, Raniel e Anderson Aquino, respectivamente. E as mudanças logo surtiram efeito.
Logo aos dois minutos, Anderson Aquino recebeu de fora da área de Raniel e mandou um forte chute no ângulo direito de Marcão para fazer um golaço: 2x0.
As observações no time coral continuavam a acontecer. Aos 16, entraram Willams Luz e Pedro Castro e a dupla já entrou dando trabalho para os paraibanos. Aos 18, após chute violento de Pedro Castro, Williams Luz aproveitou o rebote do goleiro e completou para o fundo das redes: 3x0.
Com o placar já garantido, o treinador realizou as últimas substituições (foram 11 no total) e deve ter gostado do desempenho de sua equipe, que em momento algum teve a vitória ameaçada.

Fonte: Jornal do Commercio, Recife, 25/01/2015

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