domingo, 8 de março de 2015

Ataque que não funciona


ATAQUE QUE NÃO FUNCIONA

Felipe Amorim

Nos últimos anos, o Santa Cruz tem tido muita sorte com atacantes. Contratados em alta ou em baixa, no Arruda, os homens-gol conseguiram balançar bem as redes adversárias vestindo as três cores. E mesmo com a fama de fazedor de artilheiros, o ataque tricolor ainda não deslanchou na atual temporada.
No ano passado, Leo Gamalho, com 32 tentos, foi o segundo maior artilheiro do Brasil. Ele perdeu para Magno Alves, do Ceará, que balançou as redes em 34 oportunidades. Em 2013 e 2012, o matador do Arruda era Dênis Marques. Antes, em 2011, coube a Gilberto, hoje no Vasco da Gama, desempenhar o papel de goleador.
Na atual temporada, passados seis jogos no Campeonato Pernambucano, o Santa Cruz só conseguiu fazer quatro gols, sendo apenas um deles marcado por um atacante. A conta poderia ser melhor, caso Betinho não tivesse desperdiçado do pênalti no segundo clássico contra o Náutico, no último domingo, na Arena Pernambuco.
Para Waldison, que em outras oportunidades já revelou estar incomodado com a “seca”, a falta de qualidade no último passe tem influenciado para a média bem abaixo do ideal - apesar de não ser o único motivo. “A bola não está chegando”, afirmou.
Como a equipe coral ainda peca no fundamento, os atacantes têm voltado muito para buscar a bola. Isso, inclusive, é um pedido do treinador para que eles deem o primeiro combate lá na frente. “Não estamos tendo calma para dar um passe ao companheiro numa melhor situação de jogo. O Santa Cruz tem feito artilheiros nos últimos anos e isso pesa sim para a gente, temos essa responsabilidade de manter a escrita, até porque vivemos de gols”, completou Waldison.
O técnico Ricardinho tem procurado corrigir as falhas para que o time jogue bem e, consequentemente, as redes adversárias sejam balançadas com maior frequência. Os autores dos gols tricolores até agora são os meias Guilherme Biteco e João Paulo, o zagueiro Alemão e o atacante Betinho.
Raniel, que entrou no time para melhorar a qualidade do passe, acredita que uma hora o mau momento acabará. “Temos que trabalhar mais a bola no meio para ela chegar bem no ataque. Com tempo e treinamento, tenho certeza que os gols vão sair”, disse o jovem meia.

Fonte: JC, Recife, 07/3/2015

Nenhum comentário: