domingo, 31 de dezembro de 2017

Feliz Ano Novo!


FELIZ ANO NOVO!

Clóvis Campêlo

Amigos corais:

Um clube centenário como o nosso se constrói com história e tradição. De 1914 até os dias de hoje, foram muitos os anos de luta e de superação. A nossa grandeza foi construída assim. Portanto, não serão as circunstâncias momentâneas que nos farão estacionar e deixar de lutar por dias melhores.
Para um clube da nossa dimensão, temos hoje um grande patrimônio material, que tende a crescer e se consolidar, e uma grande torcida, a mais apaixonada do Brasil.
Que o ano novo que se aproxima, portanto, seja palco de mais um renascimento coral. O futuro que se nos apresenta é uma página em branco, que precisa ser escrita da melhor forma possível.
Que os deuses corais iluminem os nosso dirigentes e os direcione para as vitórias e o sucesso.
Que 2018 seja o ano da reabilitação coral, com a conquista de títulos e a reconquista do respeito perdido.
Salve as Repúblicas Independentes do Arruda!
Feliz Ano Novo para a grande família coral!

O Santa Cruz como sua grande chance:


O SANTA CRUZ COMO SUA GRANDE CHANCE

Yuri de Lira
Asa, Linense e CRB. Esses foram os únicos clubes que Jorginho defendeu na carreira. A exemplo de boa parte dos contratados pelo Santa Cruz para 2018, um reforço com passagens em times com menos peso que o Tricolor. Por isso, já aos 27 anos, o volante reconhece que a oportunidade que recebeu da Cobra Coral é uma grande chance na carreira.
O Santa Cruz é um time grande que todo mundo sonha em jogar. É uma porta que está se abrindo. Espero aproveitar", declarou Jorginho. O cabeça de área espera uma temporada melhor que esta, já que acabou o ano quase sem atuar no CRB.
"Minha passagem no CRB começou com título alagoano, mas no meio de ano passei por cirurgia de apendicite e não fui muito utilizado na Série B. Agora estou zerado e penso em conquistar coisas grandes."
Por enquanto, o momento ainda é de adaptação no Arruda para ele. "Nós, nos primeiros dias, não conversamos tanto, mas no decorrer do ano vamos estar entrosado. Cada um na sua. Um ou outro se conhece", relatou.


Fonte: Diario de Pernambuco, 30/12/2017

sábado, 30 de dezembro de 2017

Um século de paixão


UM SÉCULO DE PAIXÃO

Sabrina Rocha


Aos 76 anos, o torcedor Rodolfo Aguiar não frequenta mais o Arruda em dias de jogos. Depois de tantas emoções vividas no estádio, alegrias e tristezas, ele percebeu que a paixão pelo Santa Cruz poderia ser mais forte que o coração dele.
- Me resguardando de algum acidente cardiovascular, eu evito ver os jogos do Santa Cruz. Embora fique numa situação talvez pior. Fico contando minutos, fico ouvindo pedacinhos de jogos pelo rádio, fico vendo pedacinhos de jogos pela tv e isso talvez seja até pior, mas eu não quero sair do Arruda morto. Quero ficar no Arruda por muito tempo dando prestação de serviço.
Rodolfo Aguiar teve uma vida dedicada ao Santa Cruz. Chegou até a ser presidente do clube. Uma entrega semelhante a de milhares torcedores que, com muita paixão, ajudaram a construir o estádio do Arruda, tijolo por tijolo.
- A torcida sempre contribuiu muito para que o Santa Cruz chegasse a esse patrimônio. É indiscutível que a torcida ajudou em diversos aspectos. Até trazendo tijolos para o inicio da fundação desse majestoso estádio.
Em 2009, a sempre apaixonada torcida do Santa deu uma das maiores provas de amor pelo clube. O time havia sido eliminado da Série C, em setembro. Não havia jogos, treinos e nem time. Mas havia torcida. O estádio passava por uma obra e o gramado seria trocado. Uma turma de torcedores ia todos os dias ao Arruda só para acompanhar o trabalho dos operários. Quando a grama foi plantada teve até festa para comemorar.
Um ano antes, em 2008, outro exemplo de dedicação ao Tricolor: Algumas torcedoras cabeleireiras resolveram ajudar doando um dia de trabalho para o Santa Cruz, oferecendo cortes de cabelo com renda revertida para o clube.
- O perfil da torcida do Santa Cruz é em cima do pobre. Em cima daquele que não tem destino, não tem emprego, mas tem um radinho de pilha pra ouvir a resenha pela manhã. Então esse perfil é difícil de modificar porque o Santa Cruz foi criado pra dar oportunidade para que o afrodescendente viesse participar do futebol.Gestos como esses revelam a paixão incondicional do torcedor do Santa Cruz, em sua maioria, gente humilde. Uma característica que acompanha o clube desde a sua fundação, como observa o ex-presidente Rodofo Aguiar.
Mas o Santa Cruz também conquistou outros corações, como o de James Thorpe, milionário, filho de ingleses, que também foi presidente do clube. E personagem principal de uma história curiosa. Em 1970, fez uma proposta tentadora para motivar os jogadores a conquistarem o bicampeonato estadual: Ofereceu um carro novo para o goleiro Detinho fechar o gol e mais um para o atacante Fernando Santana ser o artilheiro da competição.
A estratégia deu certo. O santa foi bicampeão estadual e Fernando Santana artilheiro da competição, mas a conquista teve um preço alto para James Thorpe. Ele havia prometido dois carros, mas o time inteiro exigiu a premiação. E o presidente teve que comprar 12 fuscas para todos que participaram da partida. Fernando Santana conta que vendeu o carro que ganhou:
- Ninguém tinha carro nessa época . Eu andava de ônibus. Pegava dois ônibus pra ir de Jardim São Paulo para o treino. Eu adorava, vinha conversando com os torcedores. Era uma forma de interagir com aquele torcedor.
Fernando Santana, artilheiro de 1970, é tricolor até hoje. A paixão só sofreu um abalo quando foi dispensado pelo clube. Ainda é difícil para o ex-jogador falar sobre isso sem derramar algumas lágrimas.
- Foi difícil, foi choroso... Não gostaria de lembrar, foi muito doído. Não esperava nunca isso de alguém do Santa Cruz dizer: “Você não serve mais”. Por que não serve? Por que?
Fernando superou a dor. Ficou o amor pelo Santa, graças à lembrança das arquibancadas.
- A torcida envolve a gente de uma forma que só sente quem está lá dentro e quem tem coração tricolor.
Esse amor em três cores que estampa o sorriso, que enche de fé e de criatividade uma torcida sem igual. Nem melhor, nem pior que nenhuma outra. Impossível comparar. Simplesmente tricolores.


Fonte: Globo Esporte, 06/02/2014

À espera de um ano promissor no Santa Cruz


À ESPERA DE UM ANO PROMISSOR NO SANTA CRUZ

Pernambuco não é nenhuma novidade para Paulo Henrique, contratado para a lateral-esquerda do Santa Cruz em 2018. O atleta atuou no Náutico, em 2015. Na verdade, sequer chegou a jogar. Apresentado nesta sexta-feira, no Arruda, explicou os motivos do seu "ostracismo" no Timbu. Diz que o titular da posição à época, o uruguaio Gastón Filguera, não permitiu que ele tivesse mais espaço.
Paulo Henrique foi contratado pelo Alvirrubro para a reta final daquela Série B para a reserva de Gastón. Mas ele não foi utilizado pelo técnico Gilmar Dal Pozzo, que chegou a colocá-lo para treinar separadamente até ser demitido, em novembro. Sem chances, o atleta explica que seu escaneamento foi inevitável.
"Cheguei (no Náutico) nos últimos dias de inscrições. Faltavam poucas rodadas para acabar campeonato. O Gastón estava tomando muito cartão, mas, coincidentemente, ficou cinco ou seis jogos sem tomar cartão. Eu vinha trabalhando, mas calhou de eu não ter oportunidade. O treinador optou por colocar atletas treinando em separado, que não queria utilizar", contou.
Depois do Timbu, Paulo Henrique defendeu o Tigres Brasil, em 2016, e estava no Cherno More, da Bulgária neste ano. No Arruda, projeta um 2018 vitorioso. "Espero que seja um ano muito promissor, que a gente consiga objetivos, que o Santa Cruz possa voltar a ter alegrias que merece. Todo atleta, quando joga em outras equipes, se apaixona pela paixão que os torcedores têm."

Fonte: Diario de Pernambuco, 29/12/2017

Em novo treino técnico, Júnior Rocha volta a esboçar time


EM NOVO TREINO TÉCNICO, JÚNIOR ROCHA VOLTA A ESBOÇAR TIME

Daniel Lima


Após antecipar os exercícios com bola, o técnico Júnior Rocha voltou a esboçar uma escalação com dez jogadores, sendo nove deles de linha, no treinamento realizado na tarde desta sexta-feira (29), no estádio do Arruda. O desenho da equipe foi o seguinte: Lucas Silva, Vitor, Augusto, Renato Palm, Paulo Henrique, Lucas Gomes, Jorginho, Jeremias, Hericles e Pequeno. Dos escolhidos, quatro remanescentes, cinco contratados e um da base.
Durante a movimentação técnica-tática em campo reduzido, o treinador coral ajustou por vários momentos o posicionamento dos seus comandados. Ele parou o trabalho muitas vezes para corrigir os erros dos atletas, que na primeira parte do treino fizeram uma atividade física comandada pelo preparador Gian de Oliveira.
Nesta sexta-feira (30), o grupo tricolor continua os preparativos para a temporada 2018 com treinos em dois períodos. Pela manhã, às 8h30, um trabalho na academia do clube, e na parte da tarde, às 15h30, mais um treinamento técnico. Até aqui, o elenco já realizou quatro atividades visando o próximo ano. Vale lembrar que mesmo os atletas aprimorando a forma física, a comissão técnica decidiu queimar etapas por conta do curto tempo de preparação.

MUDANÇAS

Em relação ao treino da última quinta-feira (28), o técnico Júnior Rocha promoveu três mudanças: o volante Lucas Gomes e o meia Jeremias ocuparam as vagas de Ilaíson e Robinho Mota, respectivamente. O detalhe é que o sistema defensivo foi mantido, mas houveram alterações na cabeça da área, no meio de campo e no ataque (com a entrada de Pequeno).


Fonte: Folha de Pernambuco, 29/12/2017

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Com carisma e talento, grandes ídolos fizeram história no Santa Cruz


COM CARISMA E TALENTO, GRANDES ÍDOLOS FIZERAM HISTÓRIA NO SANTA CRUZ

Roger Casé

O futebol se faz com grandes personagens. E ao longo dos cem anos de história do Santa Cruz apareceram vários. O mais recente surgiu de uma fórmula matemática: Carisma mais gols decisivos, igual a sucesso. Flávio Caça-Rato, o mais novo xodó tricolor, segue os passos de grandes ídolos do passado. O primeiro deles, foi um dos fundadores do clube: Teófilo Batista de Souza, o Lacraia, que chamou atenção por ser diferente: Era negro. O primeiro a ser aceito em um clube de futebol no estado.
Após Lacraia, outro ídolo de pele escura: Sebastião. Por causa do racismo que dominava o esporte, teve que ser convencido a jogar futebol por Ilo Justi, então goleiro do Santa Cruz, e que depois se tornaria técnico do time.
Entre as décadas de 30 e 40, o Santa Cruz teve um jogador considerado por muitos tricolores o maior da história do clube: Tará.
- Foi um grande jogador. Tinha muita velocidade, uma impetuosidade muito grande, tinha uma impulsão enorme – explica o ex-presidente Rodolfo Aguiar.
Nos anos seguintes, os craques se multiplicavam. Em 1957, Lanzoninho, Aníbal e Aldemar, meio-campo que depois se transferiu para o Palmeiras e chegou à seleção brasileira. Em 1959, o ídolo era Inaldo Amorim Silva Maia, o Mainha.
- Eu não sei se eu virei ídolo, mas eu sei que o pessoal gosta de mim – fala, orgulhoso, Mainha, ainda lembrado pelos tricolores da antiga geração.
A torcida gostou mais ainda do pentacampeonato estadual de sessenta e nove a setenta e três. Na época, o Capitão era Givanildo. Ídolo reconhecido pela torcida e por ele mesmo:
Nessa mesma época jogava no meio-campo do Santa Cruz, Luciano, conhecido como “a maravilha do Arruda”. Era o Cérebro da equipe e também o homem das bolas paradas.
- Os próprios colegas dizem que eu só fazia gol de falta e de pênalti. E eu pergunto a eles: “Por que vocês não iam cobrar?” – brinca Luciano Veloso.
Um dos maiores ídolos do Tricolor nasceu na Zona da Mata, na usina Trapiche, município de Serinhaem. Ramon chegou ao Santa Cruz aos 17 anos, em agosto de 1967 e seis anos depois se sagraria artilheiro do Campeonato Brasileiro. Mas o jogo inesquecível de Ramon, aconteceu um pouco antes do Brasileirão histórico.
- O jogo contra o Sport, na decisão do pentacampeonato, nós vencemos por dois a zero, com dois gols de Ramon – conta o orgulhoso artilheiro.
Na cola de Ramon, havia outro goleador fabuloso: Nunes. Mas ele demorou a aparecer. Era o terceiro reserva. Com a saída de Ramon e do substituto imediato, Volney, ele apareceu.
- Se todo centroavante se comportasse na área, combatendo como ele combatia, não deixando os zagueiros saírem com a bola, e tivesse a facilidade de visão de gol, o futebol seria muito melhor - divaga Dirceu Paiva, historiador do Santa Cruz.
O ataque tricolor também contava com Fernando Santana. Participou dos cinco títulos estaduais seguidos. Depois do quinto troféu o baque.
- Fui dispensado do Santa Cruz. Foi a paixão mais doída do meu coração, ter saído desse jeito, dessa forma – lamenta o ex-jogador tricolor.
Assim o time do penta foi se desmanchando e uma nova era começou. Na década de 80, tudo muito colorido, extravagante. Irreverência era uma boa maneira de chamar atenção. Dentro de campo, Zé do Carmo usou essa estratégia, aliada ao bom futebol.
Ricardo Rocha seguiu a mesma linha despojada. Mas quando o juiz apitava, o zagueiro mudava. Ficava brabo. Jogou no Santa Cruz no início da carreira, de 1983 até o ano seguinte. Pouco tempo, mas o suficiente para ficar marcado. Tanto que foi escolhido como o embaixador dos cem anos do Santa Cruz.
O também pernambucano Rivaldo, melhor jogador do mundo em 1999, começou no Santa , mas ainda hoje existe a discussão se Rivaldo pode ser considerado ídolo no Arruda.
- Rivaldo não chegou a jogar, quase. Não era benquisto, não foi muito apoiado. Ele talvez tenha saído com alguma mágoa do time. Ele jogou pouco no Santa Cruz. Foi fazer a vida mesmo. A torcida não aceita e eu faço parte desse time - confessa Dirceu Paiva.
Mas há quem discorde. O ex-presidente João Caixero faz parte do grupo que considera Rivaldo como um ídolo tricolor.
- Sempre nos reportamos a Rivaldo como uma criança que nasceu no Santa Cruz, projetou-se no Santa Cruz e ganhou o mundo mas sempre com amor no coração.
Esse debate também cabe a um baixinho invocado, que defendeu os três maiores clubes do estado. Carlinhos Bala também é considerado por muitos, um ídolo do Santa Cruz.
- Carlinhos Bala, sempre gracioso, sempre brincalhão, sempre alegre e ele levou aquela alegria no futebol e deu muitas alegrias, muitas vitórias ao Santa Cruz – defende João Caixero.
Vitórias e alegrias também foram proporcionadas pelo goleador Dênis Marques, pelo goleiro paredão Thiago Cardoso, pelo jeitão de Flávio Caça-Rato que não é craque, mas tornou-se ídolo por ser igual ao povo. Esforçado, iluminado, Santa Cruz de corpo e alma.

Fonte: Globo Esporte, 03/02/2014

Santa Cruz contrata goleiro formado na base do Grêmio


SANTA CRUZ CONTRATA GOLEIRO FORMADO NA BASE DO GRÊMIO

Daniel Lima

 
Em mais um Corujão Coral, o Santa Cruz confirmou a sua 14ª contratação para a temporada 2018. Trata-se do goleiro Tiago Machowski, que tem 24 anos e foi formado na base do Grêmio. Este ano, jogou no time B gremista. Em algumas ocasiões, chegou a ser relacionado para jogos da equipe principal em 2017, mas não atuou. Ele é o primeiro reforço para a posição, que ainda conta com Lucas Silva (remanescente da base) e Matheus Cotrim (subiu do Sub-20).
O único clube da carreira de Tiago Machowski foi o Grêmio. Seu melhor desempenho em Porto Alegre aconteceu na temporada 2015, quando disputou 16 partidas no profissional. Um ano antes, jogou quatro partidas pelo time de cima. Após ganhar destaque nas divisões inferiores, subiu para o grupo principal em 2014.
O clube já havia anunciado, antes do goleiro Tiago, as seguintes contratações: os zagueiros Renato Palm, Augusto e Renato Palm; o lateral esquerdo Paulo Henrique; o lateral direito Rafinha; os volantes Jorginho, Jefferson Silva, e Ilaílson; os meias Arthur e Hericles; os atacantes Robinho e Robinho Mota.
 

Namoro antigo
 
Na pré-temporada deste ano, o Santa Cruz sondou o goleiro, mas as negociações não avançaram na ocasião. Agora, chega ao Arruda para assumir o posto de camisa 1.


Fonte: Folha de Pernambuco, 28/12/2017

Paixão da avó pelo Santa inspira jovem Augusto


PAIXÃO DA AVÓ PELO SANTA INSPIRA JOVEM AUGUSTO

Daniel Lima

Apresentado oficialmente no Santa Cruz, o zagueiro Augusto falou como novo reforço para a temporada 2018 e teve o primeiro contato com a imprensa. Na entrevista coletiva concedida nesta quinta-feira (28), o recém-contratado revelou que a sua avó, já falecida, torcia pelo Tricolor e o pai conhece muito bem o clube por ser pernambucano, natural de Paulista.
“Meu pai é pernambucano. Ele sempre falou do Santa e a da sua torcida, que é de massa, apoia muito e que existe um calor grande vindo das arquibancadas. Minha vó era torcedora do Santa Cruz e por isso ficou essa admiração. Já meu pai prefere sempre torcer para o time que estou jogando. Então, agora todo mundo é tricolor. Espero dar alegrias a essa torcida”, declarou o jovem 20 anos.
Formado na base do Palmeiras, onde era capitão e considerado uma revelação, o defensor chega ao Arruda para a sua primeira oportunidade como profissional. Ele encara naturalmente o fato de não ter subido para o grupo principal do clube paulista, mas espera crescer no Santa para despontar na carreira.
“Estou motivado e com muita vontade para o novo desafio da minha vida. Da mesma forma que surgi no Palmeiras como um destaque, espero ajudar aqui (no Arruda) porque tenho muito o que aprender. Fui capitão lá, mas isso não interfere em nada. O Palmeiras tem bons zagueiros e não tenho frustração por ter saído. Foi um clube que ajudou na minha carreira, mas muita vezes é preciso ir para outro time. O Santa abriu as portas para mim, quero mostrar meu futebol e contribuir o máximo possível. Sei que essa oportunidade vai ser boa para mim", afirmou.
Augusto assinou contrato com o Santa Cruz até o fim do Campeonato Brasileiro da Série C 2018 e está treinando normalmente desde o dia da apresentação do elenco (26 de dezembro). O garoto só havia atuado nas divisões do Palmeiras e pela primeira vez vai ter a experiência de jogar na região Nordeste. Seus concorrentes na zaga são Renato (contratado), Genílson (contratado), Eduardo Brito (remanescente da base), Lucão (remanescente da base) e Ravel (Sub-17).


Fonte: Folha de Pernambuco, 28/12/2017

Tricolor anuncia volante Jefferson Silva, ex-América/PE


TRICOLOR ANUNCIA VOLANTE JEFFERSON SILVA, EX-AMÉRICA

Yuri Teixeira e Daniel Lima

Após acertar com o zagueiro Genílson no fim da noite da última quarta-feira (27), o Santa Cruz anuncia mais um reforço para a temporada 2018. Trata-se do volante Jefferson Silva, oriundo da base do América/PE. Ele é o 13º jogador contratado pela diretoria coral nesta reta final de ano.
Natural do Recife, o atleta de 20 anos estava no Mequinha e fecha com o Tricolor até o final da Série C, competição mais importante para o time pernambucano no ano que estar por vir. Com 1,90 m e 74 kg, ele se junta a Jorginho, Ilaílson, João Ananias, Lucas Gomes, Theo e João Vítor em seu setor.

Antes de Jefferson Silva, o clube já havia anunciado 12 nomes: os zagueiros Renato Palm, Augusto e Renato Palm; o lateral esquerdo Paulo Henrique; o lateral direito Rafinha; os volantes Jorginho e Ilaílson; os meias Arthur e Hericles; os atacantes Robinho e Robinho Mota.
Fonte: Folha de Pernambuco, 28/12/2017

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Troça Minha Cobra 2018



TROÇA MINHA COBRA 2018

Atenção! Atenção! Atenção! Depois de muito puxa e encolhe e reme reme, finalmente o departamento de desenho e gravura (layout é coisa de barbie e susi) divulgou as primeiras imagens da camisa do Arrastão 2018 do Carnaval da MINHA COBRA que trás uma homenagem a CATATAU e autorizou a venda. Segundo esse departamento a primeira fornada estará à disposição dos aduladores e das aduladoras já nessa sexta feira dia 29/12.
Então, simbora povo tricolor das bandas do Arruda botar MINHA COBRA na rua!
Custa: 30 contos
Fale com: Allan Robert 9.9524-7910; Claudemir 9.9718-8408; Esequias Pierre 9.9917-3959; Gerrá 9.9976-8985; Robson Sena 9.9985-8597.


Sala de troféus do Santa Cruz guarda uma história de títulos surpreendentes


SALA DE TROFÉUS DO SANTA CRUZ GUARDA UMA HISTÓRIA DE TÍTULOS SURPREENDENTES

Tiago Medeiros

Há três décadas, Dirceu Paiva é o guardião da memória tricolor. Aos 82 anos, ele supervisiona tudo o que diz respeito à sala de troféus do clube. Todas as taças conquistadas ao longo dos anos estão sendo catalogadas por ele. Com cem anos de conquistas, ele tem muito trabalho a fazer. E muitas histórias para contar.
Uma delas, aconteceu há 56 anos, quando o Santa Cruz conquistou o título pernambucano de 1957. Taça que só foi levantada em 1958. Pela primeira vez, três times estavam na final do estadual, o que foi chamado pela imprensa de “supercampeonato”.
- Em 57, com a chegada de Alfredo Gonzalez (técnico em 57), nós fizemos um time muito bom. Ganhamos o último turno e partimos para o supercampeonato. O Náutico ganhou um e o Sport outro. Vencemos o Náutico nos Aflitos por 3 a 0 e depois vencemos o Sport na Ilha por três a dois. Nós éramos sempre campeões na casa do vizinho, fazendo festejos. Um time que se consagrou e qualquer tricolor escala sem pensar. Aníbal, Diogo e Sidney, Zequinha Aldemar e Edinho, Lanzoninho, Faustino, Rudimar, Mituca e Jorginho.
No Diário da Noite, em 17 de março de 58, a história desse título foi contada assim:
“Nervos frios e completo domínio da pelota, outras facetas dos defensores do mais querido. E mal esquentava o jogo, Rudimar inaugurava o marcador com um gol de cinema. Inesperado, até. Saltou nos limites da área para escorar um escanteio e aninhou a pelota no gol de Manga. Mituca estava ajudando sua defesa e lançou uma bola em profundidade para Lanzoninho. O ponteiro disparou perseguido por Osmar e, ao levar vantagem dentro da área, foi aterrado. Penalidade indiscutível e que, cobrada por Aldemar, serviu para consolidar a vantagem inicial. Na fase final do encontro, exatamente quando decorria um minuto, Mituca elevou a contagem para três.”
O Sport ainda chegou aos três a dois e o goleiro tricolor Aníbal evitou o empate ao defender uma bicicleta do meio-campo rubro-negro Carlos Alberto. Foi o fim da espera. O oitavo título tricolor, o “campeão Sputinik” em homenagem ao satélite lançado ao espaço pela então União Soviética.
- O Recife tinha vivido o carnaval de fevereiro e trouxe o carnaval para março. Foi o primeiro grande título do Santa Cruz. Foi uma apoteose em tudo - Conta o ex-presidente Rodolfo Aguiar.
A partir daí, festa virou rotina no clube que chegou a conquistar oito títulos em uma dez anos. Entre eles, o pentacampeonato, de 69 a 73. Já os anos 80 não foram tão generosos. Mas os milagres de um camisa 1, garantiram ao Mais Querido, dois feitos inesquecíveis.
- Pediram para eu escalar a seleção dos cem anos e eu comecei logo com Birigui. Birigui tinha essa tradição. A turma ficava enlouquecida. Meus amigos rubro-negros diziam: “Esse cara só pega bola contra a gente” – lembrou o ex-presidente Zé Neves.
Em uma decisão contra o Sport, na Ilha, o goleiro foi protagonista. Em 1986, lacrou a meta coral e garantiu o zero a zero que levou o troféu para o Arruda. Um jogo que ficou imortalizado por um gesto: O então presidente, Zé Neves, fincou a bandeira tricolor na Ilha do Retiro.
- Quando acabou o jogo, o coronel do batalhão de choque da época fez uma meia-lua e deixou a gente comemorar ali. E, de repente, um torcedor passou, por um buraco do alambrado, uma bandeira. Não foi nada estudado, nada programado, foi um negócio espontâneo, me lembrou
A chateação rubro-negro continuou no ano seguinte. O Sport precisava vencer o jogo para decidir o título em uma melhor de três. Mas encontrou mais uma vez o goleiro Birigui como obstáculo. A sorte também esteve do lado tricolor. A trave jogou junto e teve gol contra o Sport e Bicampeonato Pernambucano, de novo na Ilha.

Um título improvável e inesquecível

 
Seis anos depois, a vitória sobre o que parecia impossível. Arruda, 28 de julho de noventa e três: Mais de setenta mil testemunhas de um jogo que ficou para sempre. Aos 12 minutos do primeiro tempo, Santa Cruz já estava com um a menos. Washington, artilheiro do estadual daquele ano, acertou o alvirrubro Lúcio Surubim por trás e levou o vermelho. E o Náutico ainda saiu na frente no primeiro tempo, com Paulo Leme, numa vacilada do goleiro tricolor Marcelo Martelotte.
Na torcida do Santa, a fé desapareceu e muitos torcedores foram embora enquanto que na arquibancada do Náutico não havia dúvidas do título. Mas, de repente, Fernando apareceu.
- Eu fiquei na frente do goleiro Paraíba e ele era um goleiro de altura muito boa, de não levar gols, e eu só tinha a opção de driblá-lo. Driblei e empatei o jogo . Não vimos a torcida sair. Mas com certeza vimos a torcida voltar. Foi quando começou a cantar novamente, nos incentivar- recorda o ex-meia tricolor.
O que era esperança se transformou em história, em uma infelicidade do zagueiro Parreira, do Náutico, que deu uma “furada”, em um lance capital, que terminou no gol de Célio, que levou a decisão para a prorrogação.
- Meu amigo, quando Parreira mergulhou na água, que a bola passou pela cabeça e passou por debaixo das pernas dele e Célio só deu uma ”lapada”, descemos e ficamos no vestiário. Chegamos junto do grupo dizendo “não tem mais jogo, só tem mais meia-hora”, mas eu confesso que não vimos o jogo. Ficamos no vestiário sem ouvir rádio, nem nada – Admite Zé Neves.
Após o zero a zero na prorrogação, a conquista, que jamais será esquecida. De lá para cá, cinco estaduais, um Brasileiro da Série C e a galeria de troféus só cresce. No Bicentenário, vai sobrar trabalho para quem estiver por lá.


Fonte: Globo Esporte, 04/02/2014

Apostando em reforços com baixa idade


APOSTANDO EM REFORÇOS COM BAIXA IDADE

Yuri de Lira

A política de contratações do Santa Cruz tem sido bem clara. Além de garimpar reforços baratos para uma realidade financeira de Série C, os jogadores anunciados até aqui pelo clube têm sido também quase sempre jovens. O Tricolor oficializou dez peças para a temporada 2018. A média de idade desses novos atletas corais é bem baixa, apenas 25 anos.
Dos dez reforços trazidos pela diretoria do Santa Cruz, o mais velho é o meia Daniel Sobralense, de 34 anos, seguido pelo volante Ilaílson, com 32. Nenhuma das outras contratações, por outro lado, chega sequer à casa dos 30. O terceiro mais velho é o também cabeça de área Jorginho, com 27.
Completam a lista de jovens contratados o zagueiro Renato Palm (26), o lateral-esquerdo Paulo Henrique (24), o meia Arthur (23), o lateral-direito Rafinha (22), o atacante Robinho (22), o zagueiro Augusto (20) e o também atacante Robinho Mota (20).
Se for contabilizado o restante do elenco tricolor, a média de idade deste novo Santa Cruz despencaria ainda mais. Do grupo que se reapresentou no estádio Arruda nessa terça-feira, seis pratas da casa permaneceram, cinco peças foram promovidas do sub-20 e outras duas do sub-17 do clube. Mais quatro atletas ainda devem ser contratados pela direção para o começo do ano que vem.


Fonte: Diario de Pernambuco, 27/12/2017

Corujão: Santa anuncia zagueiro Genílson, ex-Guarani


CORUJÃO: SANTA ANUNCIA ZAGUEIRO GENÍLSON, EX-GUARANI

Daniel Lima

O Santa Cruz oficializou a contratação do zagueiro Genílson, 12º reforço para a temporada 2018. Ele tem 27 anos e jogou este ano pelo Guarani/SP, onde disputou 32 partidas. O recém-contratado é esperado no Arruda nos próximos dias para realizar exames médicos e testes físicos antes de assinar contrato até o fim do Campeonato Brasileiro da Série C.
Formado na base do Vasco, Genílson já defendeu o Fortaleza (2014-2015) e o Sampaio Corrêa (2015). Além disso, acumula passagens por Potiguar/RN e Boa Vista/RJ. No Guarani, foram duas temporadas (2016-2017).
Antes do defensor, o clube já havia anunciado 11 nomes: os zagueiros Renato Palm e Augusto; o lateral esquerdo Paulo Henrique; o lateral direito Rafinha; os volantes Jorginho e Ilaílson; os meias Arthur e Hericles; os atacantes Robinho e Robinho Mota.


Fonte: Folha de Pernambuco, 28/12/2017

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Em 1914 se inicia uma paixão em três cores: Santa Cruz Futebol Clube


EM 1914 SE INICIA UMA PAIXÃO EM TRÊS CORES: SANTA CRUZ FUTEBOL CLUBE

Josimar Parahyba
Essa história começa em 1914. O Recife entrava no século XX urbano e moderno. A capital estava se tornando uma metrópole com feições de Europa. Bonde, casas com energia elétrica, saneamento básico sendo implantado. Os bairros de Santo Antônio e São José eram onde tudo acontecia. Na Boa Vista, vivia a classe média da cidade.
Nessa época, o inglês Charles Muller dava o pontapé inicial no que viria a se tornar uma paixão de milhões de brasileiros. Uma brincadeira com bola se transformava em hábito entre os jovens de todas as regiões do país. E, no Recife, não era diferente.
- Aquela juventude do bairro da Boa Vista começou a praticar um esporte novo, que tinha chegado aqui com o século XX, que era o futebol, trazido pelos ingleses. Começaram a surgir os primeiros clubes de futebol - explica o jornalista e historiador Leonardo Dantas.
E o Santa Cruz iniciou sua história inovando e derrubando barreiras. Numa época em que jogador negro não era aceito em time nenhum, Teófilo Batista, o Lacraia, se destacava dentro e fora de campo.Até então eram clubes fechados. Great Western, Western Telegraph, Caxangá Golf Club e o British Country Club. E começaram a aparecer diversos outros clubes. Nesse embalo, um grupo de amigos que já corria atrás da bola há algum tempo, resolveu organizar a brincadeira. Eram garotos que frequentavam o pátio de Santa Cruz e lá faziam suas reuniões. O encontro histórico, em fevereiro de 1914, foi ali na vizinhança mesmo, em frente à igreja de Santa Cruz, no Bairro da Boa Vista. O propósito era criar um novo time de futebol. Lá, na rua da Mangueira, número 5 - hoje rua Leão Coroado - foi elaborada a ata de fundação do Santa Cruz Futebol Clube.
Com o Santa Cruz Futebol Clube, aquele jeito inglês de fazer futebol começava a mudar de cara e iniciar a popularização da nova modalidade esportiva no estado. Os jogos, antes apenas em clubes fechados, eram realizados em campo aberto, no bairro do Derby, onde funcionava a escola de medicina.- Lacraia era um mulato, de boa família, trabalhava no Banco do Brasil e tinha 19 anos. Ele criou o escudo do Santa Cruz. O centro do escudo tem como base uma âncora, o símbolo da esperança. E esse escudo de Lacraia permanece até hoje. Ele também fazia versos, era gozador, devia ser o destaque. O Caça-Rato do passado - conta Dirceu Paiva, historiador do clube.
- O Santa Cruz sempre teve a empatia popular. Eles não eram ligados aos ingleses, nem ao comércio. Eram ligados à juventude e daí surgiu o que a gente chama carinhosamente de “o nosso Santinha”. Foi o primeiro time a receber negros. É um clube que congrega todas as classes, todas as raças. Não é à toa que ele é tricolor, embora tenha começado em preto e branco - diz Leonardo Dantas.
Quando foi criado, o Santa Cruz tinha apenas duas cores. Mas precisou mudar, com a fundação da Liga Pernambucana de Futebol, em 1915. Não era permitido que dois clubes usassem as mesmas cores. Como o Santa não era o único preto e branco, foi necessário se realizar um sorteio e, assim, o alvinegro virou tricolor, acrescentando o vermelho.
No papel, no escudo e na camisa estava tudo resolvido. Só faltava um detalhe dentro de campo: A estreia. O acerto foi com o Rio Negro. No campo do Derby, um friozinho na barriga dos meninos. Era a hora do primeiro jogo do Santa Cruz. E os garotos fizeram bonito. Teve gol de todo jeito.O ex-presidente Rodolfo Aguiar conta que o novo clube teve uma estreia brilhante.
- Foi um jogo de sete a zero, sendo que um jogador fez cinco gols. Só um jogador. No dia seguinte o Rio Negro pediu revanche e fez uma exigência. Esse jogador não poderia participar do jogo. Os rapazes da época aceitaram a proposta e nós voltamos a ganhar de nove a zero. E, por coincidência, um só jogador fez cinco gols também.
Foi o início de uma história de muitas emoções, que nesta segunda-feira completa cem anos com a mesma popularidade e uma paixão ainda maior.

Fonte: Globo Esporte, 03/02/2014
 

João Ananias descarta Boa Esporte


JOÃO ANANIAS DESCARTA BOA ESPORTE

Yuri de Lira

João Ananias deve ficar no Santa Cruz pelo menos até julho de 2018, quando encerra o seu contrato com o clube. Após ter recebido uma proposta oficial do Boa Esporte na semana passada, o volante confirmou que seguirá no Arruda no ano que vem, no qual o Tricolor voltará a Série C. Apesar de uma temporada imersa nos porões do futebol e com orçamento ainda mais reduzido, o jogador não esconde a sede por títulos pela Cobra Coral.
Depois de ter sido rebaixado na Série B neste ano com o Santa Cruz, Ananias se reapresentou junto ao restante do elenco. Embora o grupo tenha passado por uma grande reformulação, acha que os jogadores têm capacidade de levantar taças no próximo ano sob o comando do recém-chegado técnico Júnior Rocha.
“Com bastante trabalho e com a experiência e inteligência do treinador, a gente vai seguir em frente para conquistar títulos. É difícil em pouco tempo (de trabalho), mas já vi times assim serem campeões”, relatou o volante tricolor.
João Ananias pondera. Sabe dos riscos inerentes a uma reformulação. “É um risco da reformulação, de todos serem caras novas. Vai ser muito trabalho, mas o ser-humano tem que estar apto aos obstáculos. Espero que a gente passe por cima disso. O Santa Cruz é um time grande na Série C e vai ser um campeonato bem visto, onde não era para estar. A gente vai lutar começando pela Copa do Nordeste e no Pernambucano, depois para voltar à Série B e assim na elite do futebol.”
Para todos estes projetos, coloca-se à disposição depois de recusar o Boa Esporte, que jogará a Segundona no ano que vem. “Rolaram muitas conversas, mas sempre fui transparente com o Santa Cruz. Chegou a proposta do Boa Esporte em mãos, mas não andou e não concretizou. Tenho contrato com o Santa e espero cumprir”, afirmou.

Fonte: Diario de Pernambuco, 27/12/2017

Santa anuncia 11º reforço para a temporada 2018


SANTA ANUNCIA 11º REFORÇO PARA A TEMPORADA 2018

O Santa Cruz anunciou na tarde desta quarta-feira (27) o seu 11º reforço para a temporada 2018. O meia-atacante Hericles, de 22 anos, acertou com o Tricolor até o final da Série C e já está nas dependências do clube, no Arruda. Canhoto, tem o drible e a velocidade como principais características.
Revelado pelo Gama, o atleta tem passagens por Remo, Brasiliense e Bragantino. Ele se junta aos zagueiros Renato Palm e Augusto, aos laterais Paulo Henrique e Rafinha, aos volantes Jorginho e Ilaílson, aos meias Arthur e Daniel Sobralense e aos atacantes Robinho e Robinho Mota. Todos contratados recentemente pela diretoria coral.

Fonte: Folha de Pernambuco, 27/12/2017

Grafite ainda indefinido


GRAFITE AINDA INDEFINIDO

Yuri de Lira

 
A “novela” que envolve a renovação contratual de Grafite com o Santa Cruz ainda não teve um desfecho. Em contato com a reportagem do Superesportes, o atacante confirmou que a oferta da diretoria não foi satisfatória e assim ele não estará na reapresentação coral, marcada para as 15h30 desta terça-feira, no estádio do Arruda. Uma nova reunião com o presidente Constantino Júnior ainda acontecerá.
As negociações de Grafite com o Santa Cruz se arrastam desde o fim da Série B do Brasileiro. Giram em torno da quitação de dívidas do clube com ele e da garantia do recebimento em dia dos próximos salários. Sem dar muitos detalhes do estágio das tratativas, o veterano centroavante de 38 anos assegurou que não estará à disposição do técnico Júnior Rocha nesta tarde. “Não vou (ao treino). Não chegamos a um acordo ainda”, pontuou.
Grafite afirmou, contudo, que a proposta apresentada pelo Santa não foi boa. Mas indicou que pode conversar com o presidente Constantino Júnior ainda nesta terça-feira para tentar resolver a situação. “O que me apresentaram não foi muito satisfatório, não foi o que eu estava pensando. Ficamos de ter outra conversa hoje (terça), só que estou na correria. Talvez, a gente se encontre mais tarde com o Tininho para resolver isso daí", contou.
Segundo informações apuradas nos bastidores, o ex-presidente executivo e atual presidente do Conselho Deliberativo, Alírio Moraes, se dispôs a bancar parte do passivo com o centroavante referente a este ano - valor no qual a diretoria havia se comprometido a pagar desde quando o centroavante retornou ao Arruda pela última vez depois de passagem no Atlético-PR.
Grafite chegou a ser procurado por equipes intermediárias de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais ao fim da Segundona. Mas os times em questão, que incluem o São Caetano, lhe propuseram contratos válidos por apenas três meses. Os projetos a curto prazo não agradaram o atleta.
Com quatro passagem no Santa, Grafite defendeu o Tricolor em cinco temporadas: 2001, 2002, 2015, 2016 e 2017. Nesse tempo, participou de 123 partidas e balançou as redes 50 vezes. Na temporada passada, fez apenas três.
 

Grafite no Santa Cruz
 

2001 - 22 jogos, 5 gols
2002 - 15 jogos, 11 gols
2015 - 15 jogos, 7 gols
2016 - 56 jogos, 24 gols
2017 - 15 jogos, 3 gols
Total - 123 jogos, 50 gols


Fonte: Diario de Pernambuco, 26/12/2017

Corujão: Santa contrata experiente meia Daniel Sobralense


CORUJÃO: SANTA CONTRATA EXPERIENTE MEIA DANIEL SOBRALENSE

Daniel Lima

O Santa Cruz anunciou oficialmente a sua décima contratação para a temporada 2018. Trata-se do meia experiente Daniel Sobralense, que tem 34 anos e jogou no Paysandu este ano. O novo reforço acumula passagens por clubes da região Nordeste e já atuou fora do país. De acordo com a assessoria do clube, o veterano chega ao Recife nos próximos dias para realizar exames médicos, além de testes físicos, e assinar contrato até o fim do Campeonato Brasileiro da Série C do próximo ano.
Rodado, Daniel Sobralense acumula passagens por Guarany de Sobral/CE, Fortaleza, Uniclinic, ABC, CSA, Náutico e Icasa. Além disso, jogou no futebol sueco de 2008 a 2011 por três clubes: Kamar, IFK Goteborg e Orebro. Em Pernambuco, vestiu a camisa do Timbu em 2007 e disputou apenas nove partidas.
O armador tem uma forte identificação com o futebol cearense. Em 2015 e 2016, ele fez 62 partidas pelo Fortaleza e marcou 19 gols. Este ano, jogou apenas 13 partidas no Paysandu e balançou as redes uma vez.
Antes dele, o Santa Cruz já tinha anunciado nove nomes: os zagueiros Renato Palm e Augusto, o lateral esquerdo Paulo Henrique, o lateral direito Rafinha, os volantes Jorginho e Ilaílson, o meia Arthur e os atacantes Robinho e Robinho Mota.

Fonte: Folha de Pernambuco, 27/12/2017

Santa contrata lateral Rafinha e atacante Robinho Mota


SANTA CONTRATA LATERAL RAFINHA E ATACANTE ROBINHO MOTA

Daniel Lima

 
O Santa Cruz oficializou mais duas contratações para a temporada 2018. : o lateral-direito Rafinha, ex-CRB, e o meia-atacante Robinho Mota, que disputou o Campeonato Pernambucano deste ano pelo Central. Com mais dois nomes anunciados na tarde desta terça-feira (26), o número de reforços visando o próximo ano sobe para nove.
O lateral direito Rafinha tem apenas 22 anos e foi revelado pelo CRB, onde atua no elenco profissional desde 2014. Já o atacante Robinho Mota, de 20 anos, começou a carreira no Central e só jogou em Caruaru. Para ambos, o Santa será o segundo clube da carreira.
Antes de Rafinha e Robinho Mota, o Santa Cruz já tinha anunciado mais sete reforços: zagueiros Augusto e Renato Palm; lateral-esquerdo Paulo Henrique, volantes Jorginho e Ilaílson; meia Arthur; atacante Robinho.


Fonte: Folha de Pernambuco, 26/12/2017

Meia Arthur é o sétimo reforço do Santa Cruz para 2018


MEIA ARTHUR É O SÉTIMO REFORÇO DO SANTA PARA 2018

Daniel Lima


Com mais um Corujão Coral, o Santa Cruz anunciou o seu sétimo reforço para a temporada 2018. Trata-se do meia Arthur, ex-AEL Limassol (Chipre). O novo contratado tem apenas 23 anos e assinou contrato até o fim do Brasileiro da Série C do próximo ano. No seu currículo, acumula passagens por Goiás/GO e Gil Vicente (Portugal).
Nesta temporada, o jovem disputou 48 jogos, sendo 37 deles pelo Gil Vicente (Portugal), onde marcou cinco gols, e 11 pelo AEL Limassol (Chipre). Formado na base do Goiás (subiu para o elenco profissional em 2015), ele foi bicampeão goiano (2015 e 2016).
Antes de contratar Arthur, o clube já havia anunciado seis novos nomes: zagueiros Augusto e Renato Palm; lateral esquerdo Paulo Henrique; volantes Jorginho e Ilailson; atacante Robinho. 


Fonte: Folha de Pernambuco, 26/12/2017

Com ausências, Santa se apresenta com 23 atletas


COM AUSÊNCIAS, SANTA SE APRESENTA COM 23 ATLETAS

Daniel Lima

 
Ainda em 2017, o Santa Cruz deu o pontapé inicial para a temporada 2018, na tarde desta terça-feira (26), no estádio do Arruda. Conforme planejado pela diretoria de futebol, o elenco se apresentou e o técnico Júnior Rocha já começou a colocar a mão na massa. Ao todo, 23 jogadores apareceram no campo após realizarem exames médicos e testes físicos na academia do clube. Eles deram apenas voltas no gramado e foram observados pelo treinador Júnior Rocha e membros da comissão técnica.
Dos 23 atletas, ‪sete reforços, nove remanescentes (seis da base), cinco do Sub-20 e dois do Sub-17. Ao todo, três ausências - atacante Augusto (remanescente) e meia Arthur e atacante Robinho (contratados). O primeiro deles informou para a diretoria que foi resolver problemas particulares. Os outros dois devem iniciar os trabalhos apenas na pré-temporada, em Aldeia, marcada para o dia 2 de janeiro de 2018. ‬

‪Grafite‬
‪O atacante deve se reunir com a direção coral nesta quarta-feira (27) para continuar a negociação com o clube. As partes seguem conversando para tratar sobre a renovação contratual. ‬

Confira a lista:


Goleiros: Lucas Silva (remanescente da base) e Matheus Contrim (base); Zagueiros: Lucão (remanescente da base), Augusto (contratado), Renato Palm (contratado), Eduardo Brito (remanescente da base) e Ravel (sub-17); Laterais: Rafinha (contratado), Wesley (base), Vítor (remanescente), Ítalo (remanescente da base), Kevison (sub-17) e Paulo Henrique (contratado); Volantes: Jorginho (contratado), Ilaílson (contratado), Theo (base), João Vitor (base), Lucas Gomes (remanescente da base) e João Ananias (remanescente); Meias: Jeremias (remanescente da base), Williams Luz (remanescente) e Pequeno (base); Atacantes: Robinho Mota (contratado).

Fonte: Folha de Pernambuco, 26/12/2017

domingo, 24 de dezembro de 2017

Um ano para ser esquecido


UM ANO PARA SER ESQUECIDO

Clóvis Campêlo

Amigos corais:

Realmente, 2017 é um ano para ser esquecido pela grande família tricolor.
Não só pelos insucessos dentro de campo (perdemos tudo o que disputamos: Campeonato Pernambucano, Copa do Nordeste, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro da Série B com o consequente rebaixamento para a Série C), como pela repetição de uma administração trágica e equivocada.
Vamos entrar em 2018 mergulhados numa grande crise financeira (estima-se que devemos em torno de R$ 115 milhões de reais), com diversas rendas antecipadas e sem condições de montarmos uma equipe que honre o nosso nome e nos leve de volta às vitórias. E talvez o pior: seremos administrados pelos mesmos homens que nos levaram a essa situação. Numa eleição contestada por alguns e com a presença de um pequeno número de sócios, elegemos Constantino Júnior para dirigir o barco coral no próximo triênio. As perspectivas não são nada boas, muito embora as esperanças se renovem sempre. Afinal, já estivemos em situações piores e sobrevivemos a elas.
No entanto, uma indagação é pertinente: quando deixaremos de lado o amadorismo e as vantagens pessoais e dirigiremos o nosso clube com a competência profissional que ele merece e que nós queremos.
Ao mesmo tempo, contrariamente a outras ocasiões, observamos um grande desânimo no meio da torcida coral. Não é pra menos, pois as decepções foram muitas.
Ano novo, no entanto, é época de renascimento e de novas esperanças. Vamos pedir aos deuses corais que iluminem as cabeças dos nossos "novos" dirigentes, levando-os às decisões corretas e de desdobramentos positivos. Somos um clube centenário que já sobreviveu a muitas outras crises; um clube de massa, com um potencial enorme e sub-utilizado e com uma estrutura física que outros grandes clubes do Brasil não possuem.
Portanto, resta-nos acreditar que daqui pra frente tudo será diferente. Penso que a Cobra Coral tem mais de sete vidas e sempre renascerá das cinzas como a Fênix. Vamos acreditar novamente!
Que 2018 seja um ano de grandes decisões e de grandes realização para as Repúblicas Independentes do Arruda.
Boas Festa e Feliz Ano Novo para a família coral!

Santa Cruz contrata volante Ilaílson, ex-Remo


SANTA CRUZ CONTRATA VOLANTE ILAÍLSON, EX-REMO

Daniel Lima

O Santa Cruz confirmou a contratação do seu sexto reforço para a temporada 2018. Trata-se do volante Ilaílson, de 32 anos e que jogou este ano pelo Remo. O jogador assinou contrato até o fim do Campeonato Brasileiro da Série C do próximo ano. Segundo o site oficial do clube, ele deve se apresentar no dia 26 de dezembro, quando o elenco inicia os trabalhos, no estádio do Arruda.
Com a carreira construída na região Norte do país, Ilaílson acumula passagens por Paysandu, Castanhal, Tuna Luso, Paragominas, além do Boa Esporte. O volante trabalhou com o executivo de futebol do clube coral, Fred Gomes, no Remo, no ano de 2015.
Com mais um reforço anunciado oficialmente, o Santa chega a seis contratações para 2018. Antes de Ilaílson, já haviam sido confirmados os seguintes nomes: os zagueiros Renato Palm e Augusto, o lateral esquerdo Paulo Henrique e o atacante Robinho.

Fonte: Folha de Pernambuco, 23/12/2017

sábado, 23 de dezembro de 2017

Grafite fica ou não?


GRAFITE FICA OU NÃO?

Rafael Brasileiro

O presente de Natal da torcida do Santa Cruz poderia ser a confirmação da permanência do atacante Grafite no Arruda, mas isso terá que esperar um pouco. O encontro que estava programado entre o atacante e dirigentes corais ocorreu, mas o negócio ainda não foi fechado segundo o vice-presidente Tonico Araújo.
“Conversamos, eu, Tininho e Grafite. Alírio não pode comparecer. Estamos discutindo as coisas e existe um passado aí. Vamos ver como é que fica. Não podemos assumir absolutamente nada que não poderemos. Grafite quer ficar, mas tem um passivo e não batemos o martelo ainda”, explicou Araújo.
Os dois lados querem seguir unidos. O clube nunca escondeu isso, seja através das afirmativas do presidente Constantino Júnior, do novo executivo de futebol Fred Gomes ou do técnico Júnior Rocha, muito menos o atacante, que reafirmou sua vontade de seguir no clube na última quinta-feira no Jogo do Bem.
O desejo expressado dos dois lados facilita as negociações, mas o desfecho só deve ser feito na próxima semana na visão de Tônico Araújo. “Moro perto dele e estamos conversando constantemente, mas como tem o Natal agora acho que se for acontecer algo só será a partir do dia 26”, afirmou.

Fonte: Diario de Pernambuco, 22/12/2017

Santa Cruz contrata atacante Robinho, ex-Cuiabá


SANTA CRUZ CONTRATA ATACANTE ROBINHO, EX-CUIABÁ

Daniel Lima


O Santa Cruz anunciou mais uma contratação para a temporada 2018. Trata-se do atacante Robinho, que foi revelado no Ceará e disputou o Campeonato Brasileiro da Série C pelo Cuiabá/MT. Ele tem apenas 22 anos de idade e a sua chegada no Arruda está prevista para o dia 1 de janeiro, segundo divulgou o site oficial do clube na tarde desta sexta-feira (22).
O novo reforço coral também acumula passagens por Itapipoca/CE, Confiança/SE e Novo Hamburgo/RS. Com a contratação, o Santa aumenta o número de reforços para cinco. Antes de Robinho, o Tricolor confirmou os seguintes nomes: zagueiros Augusto e Renato Palm, lateral-esquerdo Paulo Henrique e volante Jorginho.
O atacante é o primeiro contratado para o setor ofensivo do Santa Cruz para a próxima temporada. A diretoria estabeleceu uma quantidade de 11 a 14 reforços visando os trabalhos do primeiro semestre de 2018.


Fonte: Folha de Pernambuco, 22/12/2017

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Santa Cruz contrata zagueiros Augusto e Renato Palm


SANTA CRUZ CONTRATA ZAGUEIROS AUGUSTO E RENATO PALM

Daniel Lima

 
O Santa Cruz anunciou oficialmente mais duas contratações para a temporada 2018: os zagueiros Augusto (base do Palmeiras e tem 20 anos) e Renato Palm (ex-Guarani/SC e tem 26 anos). Com as novas caras para a defesa oficializadas na tarde desta quinta-feira (21), o número de reforços sobe para quatro. Antes deles, foram confirmadas as chegadas do volante Jorginho, ex-CRB, e do lateral esquerdo Paulo Henrique, que estava no São Bernardo/SP.
Augusto, formado nas divisões de base do Palmeiras, terá o Santa como seu segundo clube da carreira. Nas categorias inferiores do Porco, ele era capitão e um dos destaques do elenco. Já Renato Palm, que foi revelado pelo Internacional, conhece muito bem o técnico Júnior Rocha. Ambos trabalharam juntos pelo Luverdense, em 2014. Em seu currículo, também acumula passagens por Cruzeiro/RS, Santo Ângelo/RS, São Luiz/RS, Ituano, Avaí e Guarani/SC.
Os zagueiros assinaram contrato até o fim do Campeonato Brasileiro da Série C e têm chegada prevista para o dia 26 de dezembro, quando o grupo irá se reapresentar no estádio do Arruda visando a próxima temporada.


Fonte: Folha de Pernambuco, 21/12/2017

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Em busca de experiência


EM BUSCA DE EXPERIÊNCIA

Rafael Brasileiro

 
Pela segunda vez em um ano o Santa Cruz irá em busca de um novo goleiro. Após a saída de Tiago Cardoso do clube em 2016, o Tricolor trouxe Julio Cesar, que ficou apenas um ano no Arruda. Agora, a missão de buscar um novo camisa 1 é reiniciada e existe uma preocupação maior com a posição.
Nos últimos dois anos, o dono da camisa 1 não teve bom relacionamento com o torcedor do Tricolor. Em 2016, Tiago Cardoso teve seu pior ano com a camisa coral e foi para o banco de reservas em alguns momentos. Em 2017, Julio Cesar foi o dono do gol, mas a torcida o questionou bastante por alguns lances duvidosos. Toda vez que algum gol era sofrido de forma suspeita, a torcida pedia por Jacsson, nome predileto da direção coral para 2018.
O problema é que quando a permanência do goleiro foi ser negociada, o Internacional so aceitou emprestar o atleta se ele tivesse seus salários pagos pelo Tricolor. Algo fora da realidade do clube neste momento. Assim, a busca foi iniciada e o perfil já foi traçado.
“A gente quer um goleiro mais experiente. Nesse momento estamos trabalhando com dois nomes e inicialmente um vai ser o dono da posição. Devemos ter algum intermediário entre Lucas (Silva) e esse mais experiente”, explicou o diretor de futebol Allan Araújo.
Como o clube conta apenas com Lucas Silva, que nunca jogou profissionalmente pelo Tricolor do Arruda, e Matheus Coltrim, que será promovido do time sub 20, é mais do que necessário ter alguém mais experiente no gol coral. Em um ano que é preciso ter um time de baixo valor e que precisa conquistar o acesso, começar o time com um bom goleiro é mais do que necessário.


Fonte: Diario de Pernambuco, 20/12/2017

Acabar com a instabilidade no comando


ACABAR COM A INSTABILIDADE NO COMANDO

Daniel Lima

São muitos os desafios de Júnior Rocha à frente do Santa Cruz. Após desembarcar no Recife na noite do último domingo (17), o novo técnico teve a primeira reunião com o presidente Constantino Júnior e o executivo de futebol Fred Gomes no primeiro dia desta semana, no estádio do Arruda. Já apresentado oficialmente pelo clube, o profissional depende do tempo para implantar sua metodologia de trabalho, mas simultaneamente precisa mostrar resultados.
O nome do treinador foi bem aceito pela torcida. De quebra, a contratação fugiu da mesmice. A diretoria tricolor apostou em um comandante da nova safra do futebol brasileiro que tem as seguintes características em seu perfil: moderno, estudioso e motivador. Além disso, conta com um trabalho longevo no currículo. Foram cinco temporadas dirigindo o Luverdense, do Mato Grosso. Uma das metas de Júnior Rocha é justamente acabar com a falta de estabilidade no comando coral.
De 2015 pra cá, seis técnicos dirigiram a Cobra Coral (Ricardinho, Martelotte, Milton Mendes, Doriva, Vinícius Eutrópio e Givanildo Oliveira) na gestão Alírio Moraes, ex-presidente coral. O último técnico que teve um trabalho mais longo no clube foi Zé Teodoro, que passou 714 dias nas Repúblicas Independentes do Arruda (quase dois anos).
“Escolhemos o Júnior (Rocha) pela continuidade do seu trabalho no Luverdense. Ele mostrou uma estabilidade e isso pesou para contratá-lo. Temos total confiança na filosofia dele. Projetamos a temporada 2018 pensando na questão financeira e ciente de que precisamos de uma sequência”, declarou o gerente remunerado Fred Gomes em conversa com a Folha de Pernambuco.
Se por um lado o tempo pode ser um aliado, também tem o risco de virar inimigo caso haja impaciência tanto da torcida como da direção. Além da responsabilidade de montar um novo elenco para 2018, Júnior Rocha corre para contratar os reforços juntamente com os membros da cúpula tricolor. O outro compromisso é respeitar o curto orçamento financeiro e trazer jogadores dentro da realidade do clube. Com o aperto nas finanças, a prioridade é pagar os salários em dia. 


Fonte: Folha de Pernambuco, 20/12/2017

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Vítor renova e chega à quarta temporada no Santa


VÍTOR RENOVA E CHEGA À QUARTA TEMPORADA NO SANTA

Daniel Lima

 
Além da contratação do lateral esquerdo Paulo Henrique, o Santa Cruz confirmou a renovação contratual do lateral direito Vítor até o fim do Campeonato Brasileiro da Série C 2018. Com a permanência assegurada no Arruda, o experiente jogador, de 35 anos, vai disputar a sua quarta temporada seguida no clube. Além disso, é o mais antigo remanescente do elenco.
Nos últimos dias, a própria diretoria de futebol do Santa havia adiantado que a negociação com o empresário de Vítor, Gilson Marcos, já estava em curso. Inclusive, o presidente Constantino Júnior revelou que faltavam poucos detalhes para as conversas ganharem um desfecho. Segundo informações apuradas pela reportagem da Folha de Pernambuco, a direção coral negociou os salários atrasados do veterano, que também aceitou uma redução financeira para o próximo ano e chegou a um denominador comum. Após as reuniões entre as partes (clube e agente), o final terminou feliz.
Há três anos vestindo a camisa coral, o lateral direito Vítor jogou 80 partidas e marcou três gols. Por toda bagagem no futebol, virou capitão e se transformou em um dos líderes do elenco, sendo uma das principais referências. Este ano, acabou sofrendo uma grave lesão – fraturou a tíbia e a fíbula – logo na primeira rodada do Campeonato Brasileiro da Série B e passou seis meses fora de combate. Na última rodada da Segundona, ele foi acionado e voltou a atuar depois de exatamente 190 dias sem jogar. 


Fonte: Folha de Pernambuco, 20/12/2017

Corujão: Santa contrata lateral esquerdo Paulo Henrique


CORUJÃO: SANTA CONTRATA LATERAL ESQUERDO PAULO HENRIQUE

Daniel Lima
Com direito a mais um Corujão Coral nas redes sociais – estratégia utilizada sempre perto do fim da noite para criar expectativa na torcida antes de anunciar uma novidade –, o Santa Cruz oficializou a contratação do seu segundo reforço para a temporada 2018. Trata-se do lateral esquerdo Paulo Henrique, que tem 24 anos de idade e jogou no São Bernardo em 2017.
O novo contratado foi revelado pelo Santos e também acumula passagem pelas categorias de base do São Paulo. Além disso, já defendeu outros clubes, como América/RN (2014), Portuguesa (2014), Náutico (2015), Tigres Brasil/RJ (2016) e Cherno More, da Bulgária (2017).
Assim como o volante Jorginho, anunciado oficialmente na última segunda-feira (18) como primeiro reforço tricolor, Paulo Henrique tem chegada prevista para o dia 24 de dezembro, quando irá se reapresentar juntamente com todo o elenco para o início dos trabalhos visando a temporada do próximo ano.

Náutico
No mês de novembro de 2015, o lateral esquerdo se desligou do Náutico após sequer atuar pelo clube alvirrubro.


Fonte: Folha de Pernambuco, 19/12/2017

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

No Recife, Júnior Rocha fala em maior desafio da carreira


NO RECIFE, JÚNIOR ROCHA FALA EM MAIOR DESAFIO DA CARREIRA

Daniel Lima

Anunciado oficialmente como novo técnico do Santa Cruz no início deste mês, Júnior Rocha desembarcou no Recife no fim da noite do último domingo (17). Ele veio do Rio de Janeiro, onde participou do curso de treinadores da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), e chegou à capital pernambucana para o seu primeiro trabalho na região Nordeste. Com a missão de montar um elenco por inteiro para a temporada 2018, o profissional de 36 anos ressalta que é o maior desafio da sua carreira após comandar o Luverdense por cinco temporadas.
“Fico em contato praticamente todos os dias com a direção (de futebol). Iniciar o trabalho do zero não é fácil porque a gente está acostumado a manter uma espinha dorsal da equipe. Vai ser um desafio novo tanto para a diretoria como para o clube. Precisamos montar praticamente um novo elenco, mas é desafiador. Talvez seja um dos maiores da minha carreira”, declarou o comandante em sua primeiras palavras em solo pernambucano.
Mesmo ciente das dificuldades tanto financeira como estrutural do clube, Júnior Rocha promete dedicação para superar as adversidades e reerguer o Tricolor no cenário nacional do futebol.
“Me sinto preparado para assumir o time. Não aceitei o convite por aceitar. Sinto que estou pronto para fazer um novo trabalho. O principal de tudo isso é estar preparado para o grande desafio. Organização, comprometimento e entrega não irão faltar em 2018”, afirmou em entrevista ao site oficial do Santa.
O treinador deve ser apresentado oficialmente à imprensa nesta terça-feira (19), no Arruda. A assessoria de comunicação do Santa Cruz ainda não divulgou a data da entrevista coletiva.


Fonte: Folha de Pernambuco, 18/12/2017

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Dívida chega aos 115 milhões


DÍVIDA CHEGA AOS 115 MILHÕES

Davi Saboya

O presidente eleito Constantino Júnior terá que começar a gerir o Santa Cruz com uma dívida de R$ 115 milhões. O valor foi confirmado pelo vice-presidente administrativo e financeiro, Ítalo Mendes, em entrevista à Rádio Jornal. Ele será o responsável por tomar a frente da redução dos débitos e na busca pela transparência, como prometido pelo mandatário para os próximos três anos.
Ítalo Mendes explicou que esse valor corresponde a todas as dívidas do Santa Cruz. O vice administrativo e financeiro ainda destacou que a queda de receita de 2016 para 2017 foi prejudicial. "Esse débito total de R$ 115 milhões é atualizado. Precisamos angariar um grupo de patrocinadores", confirmou. "Se a gente pegar os números de 2017, vai apresentar uma receita de R4 15 milhões. Foi uma redução muito drástica em relação a 2016, que era de R$ 36 milhões", completou.
Esta semana será fundamental para o Santa Cruz na formação do elenco para a temporada 2018. O comitê gestor do futebol formado pelo executivo Fred Gomes e quatro diretores (Allan Araújo, Felipe Alves, Fred Dias e Felipe Rego Barros) correm contra o tempo para montar o time que se apresenta no dia 26, no Arruda. Nos bastidores é dado como certo os retornos do lateral-esquerdo Wesley e do volante Jefferson, que estavam no América e atuaram na base coral.
O técnico Júnior Rocha está sendo esperado hoje, para participar dos acertos finais dos novos jogadores e da formação inicial do elenco. De acordo com informações apuradas pela reportagem do Jornal do Commercio, dois zagueiros estão com contratos na mão para ssinar e podem ser confirmados hoje pela diretoria.
"Estamos com algumas situações avançadas e acredito que nesta semana teremos anúncios", afirmou o executivo Fred Gomes.

Fonte: Jornal do Commercio, 18/12/2017
 

Corujão Coral: Santa contrata volante Jorginho, ex-CRB


CORUJÃO CORAL: SANTA CONTRATA VOLANTE JORGINHO, EX-CRB

Daniel Lima

 
Por volta das 22h, o perfil oficial do Santa Cruz publicou no Twitter uma imagem de uma coruja para avisar que teria novidades no fim da noite de domingo (17). O corujão coral é usado para chamar a atenção dos torcedores que estão conectados nas redes sociais e já foi utilizado em anos anteriores. Depois de fazer suspense e criar expectativa na torcida, o clube oficializou a primeira contratação para a temporada 2018. Trata-se do volante Jorginho, que tem 27 anos e defendeu o CRB nesta temporada.
O novo reforço coral, de 27 anos, foi formado no ASA/AL e também tem uma passagem pelo Linense/SP em 2015. Com a contratação de Jorginho, o Santa Cruz dá o pontapé inicial na montagem do elenco visando o próximo ano. Ele, inclusive, irá se apresentar no dia 26 de dezembro, no Arruda, para fazer exames médicos e assinar contrato até o fim da Série C 2018.
Este ano, o volante jogou 17 partidas pelo CRB, sendo apenas quatro delas pelo Campeonato Brasileiro da Série B. No ASA/AL foram quatro temporadas.


Fonte: Folha de Pernambuco, 17/12/2017

domingo, 17 de dezembro de 2017

Retrospecto do Santa Cruz (1914-2017)


RETROSPECTO DO SANTA CRUZ (1914-2017)

Cassio Zirpoli

 
Do pátio da Igreja de Santa Cruz, a diversão de alguns meninos tornou-se o amor de muita gente. Nesses mais de cem anos de futebol, já defenderam a camisa de três cores vários dos melhores jogadores do estado, como Tará, Givanildo, Nunes, Fumanchu, Ricardo Rocha, Zé do Carmo e Tiago Cardoso. Boa parte deles brilhando no Mundão, criado para abrigar o povo.
Mergulhando no acervo de Carlos Celso Cordeiro e atualizando os dados mais recentes, totalizando 105 temporadas que dão consistência à história da Cobra Coral, vamos ao retrospecto geral nas principais competições oficiais disputadas pelo clube, nos âmbitos estadual, regional, nacional e internacional. Entre os dados, a colocação no ranking (quando possível) e o aproveitamento em cada torneio, sempre considerando 3 pontos por vitória, para padronizar o cálculo. Na sequência, o rendimento do Santa atuando no Arruda, os maiores artilheiros, quem mais vestiu a camisa tricolor e os maiores públicos.

Primeiro jogo: Santa Cruz 7 x 0 Rio Negro, em 08/03/1914, no Derby.

Atualizado até 21/11/2017

Total (competições oficiais e amistosos*) 1914-2017 

5.056 jogos (9.740 GP e 5.858 GC, +3.882)
2.557 vitórias
1.165 empates
1.322 derrotas
* 12 jogos com placar desconhecido

Estadual 1915-2017 (ranking: 2º)

2.251 jogos (4.894 GP e 2.267 GC, +2.627)
1.329 vitórias
440 empates
482 derrotas
103 participações (entre 1915 e 2017, 100%)
29 títulos (entre 1931 e 2016)

Copa do Nordeste 1994-2017 (ranking: 4º) 

112 jogos (163 GP e 129 GC, +34)
56 vitórias
18 empates
38 derrotas
11 participações (entre 1994 e 2017)
Campeão em 2016

Brasileirão unificado 1959-2017 

519 jogos (615 GP e 741 GC, -126)
152 vitórias
166 empates
201 derrotas
24 participações (entre 1960 e 2016)
4º lugar em 1960 e 1975

Série A 1971-2017 (ranking: 26º)

485 jogos (581 GP e 688 GC, -107)
145 vitórias
151 empates
189 derrotas
21 participações (entre 1971 e 2016)
4º lugar em 1975

Série B 1971-2017

445 jogos (600 GP e 512 GC, +88)
177 vitórias
130 empates
138 derrotas
20 participações (entre 1982 e 2017)
Vice em 1999, 2005 e 2015

Série C 1981-2017

56 jogos (78 GP e 57 GC, +21)
22 vitórias
18 empates
16 derrotas
3 participações (entre 2008 e 2013)
Campeão em 2013

Série D (2009-2017)

30 jogos (35 GP e 29 GC, +6)
12 vitórias
10 empates
8 derrotas
3 participações (entre 2009 e 2011)
Vice em 2011

Copa do Brasil 1989-2017 

85 jogos (111 GP e 107 GC, +4)
34 vitórias
19 empates
32 derrotas
45 confrontos; 22 classificações e 23 eliminações
23 participações (entre 1990 e 2017)
Oitavas em 8 oportunidades

Copa Sul-Americana 2002-2017 

4 jogos (4 GP e 3 GC, +1)
2 vitórias
1 empate
1 derrota
2 confrontos; 1 classificação e 1 eliminação
1 participação (2016)
Oitavas em 2016

Histórico em decisões no Estadual

Santa Cruz 12 x 12 Sport*
Santa Cruz 7 x 9 Náutico
*O Tricolor leva vantagem em finais na Ilha (9 x 6)

Santa Cruz no Arruda* (1967/2017) 

1.495 jogos
891 vitórias
353 empates
251 derrotas
* Competições oficiais e amistosos

Maiores artilheiros

207 gols – Tará
174 gols – Luciano Veloso
148 gols – Ramon
143 gols – Betinho
123 gols – Fernando Santana

Quem mais atuou 

Givanildo Oliveira – 599 jogos

Clássico das Multidões (1916-2017) 

556 jogos
167 vitórias do Santa
158 empates
231 vitórias do Sport
Último: Santa 0 x 2 Sport (03/05/2017, Nordestão)

Clássico das Emoções (1917-2017)*

 519 jogos
201 vitórias do Santa
150 empates
167 vitórias do Náutico
Último: Santa Cruz 2 x 3 Náutico (04/11/2017, Série B)
*O jogo ocorrido em 29 de março de 1931, durante a final do Torneio Abrigo Terezinha de Jesus, possui resultado desconhecido.

Maiores públicos 

Top 5 nos Clássicos
78.391 – Santa Cruz 1 x 1 Sport, no Arruda (Estadual 21/02/1999)
76.636 – Santa Cruz 1 x 1 Náutico, no Arruda (Estadual, 18/12/1983)
75.135 – Santa Cruz 1 x 2 Sport, no Arruda (Estadual, 03/05/1998)
74.280 – Santa Cruz 2 x 0 Sport, no Arruda (Estadual, 18/07/1993)
71.243 – Santa Cruz 2 x 1 Náutico, no Arruda (Estadual, 28/07/1993)

Top 5 como mandante contra outros adversários

65.023 – Santa Cruz 2 x 1 Portuguesa, no Arruda (Série B, 26/11/2005)
62.185 – Santa Cruz 0 x 0 Flamengo, no Arruda (Amistoso, 04/06/1972)
60.040 – Santa Cruz 2 x 1 Betim, no Arruda (Série C, 03/11/2013)
59.966 – Santa Cruz 0 x 0 Treze, no Arruda (Série D, 16/10/2011)
55.028 – Santa Cruz 3 x 2 Volta Redonda, no Arruda (Série B, 06/10/1998)

Fonte: Diario de Pernambuco

Orgulho dos tricolores, Arruda nasceu com apoio da torcida e aval do Rei Pelé



ORGULHO DOS TRICOLORES, ARRUDA NASCEU COM APOIO DA TORCIDA E AVAL DO REI PELÉ

Brenno Costa

Essa é uma história que precisa ser lembrada para o mais jovens. Eles precisam ter noção ainda maior da capacidade de mobilização dos tricolores. É a prova cabal e gigante do amor de uma nação por um time de futebol centenário. É a história do Arruda. Símbolo maior da união entre o clube e seus seguidores. O ano era 1965. A torcida decidiu aceitar a convocação. Era preciso doações para tirar o sonho do papel. Construir um colosso. De imediato, o espaço em que hoje está o parque aquático ficou cheio. De tijolos, cimento, areia, ferro. E amor. Estava fincada a base da nova casa coral.
Lembram os tricolores da velha guarda que o local onde hoje está o parque aquático ficou tomado de materiais de construção em 15 dias. Diziam ter o suficiente para dar cara a primeira versão do estádio. E foi assim. O clube precisava de doações para ter a sua casa. O coração tricolor começou a pulsar. O anel inferior do estádio ganhou corpo. Mas foi só em 1972 que o setor ficou completo. Na ocasião, houve a disputa da Minicopa do Mundo, em comemoração aos 150 anos da Independência do Brasil.
Essa obra só ficou pronta, contudo, quando o Tricolor conseguiu as provas bancárias de que conseguiria pagá-la. Foi quando o clube colocou cinco mil e seiscentas cadeiras cativas como garantia. Em um primeiro momento, as vendas foram mornas. Até que o governo do estado criou uma empresa para administrar as cadeiras. Tudo começou a fluir e, na sequência, o Santa Cruz conseguiu quitar seus débitos.
Até o rei Pelé se mostrou à favor da ampliação do Arruda. Aliás, ele foi a testemunha da assinatura de contrato que liberou a verba para a obra. “Há muito o Recife merecia um grande estádio, mas esta ocasião é bastante oportuna, uma vez que deste estádio estava dependendo a realização aqui dos Jogos da Minicopa”, disse o atleta do século, ao Diario de Pernambuco.
O Mundão do Arruda, contudo, só veio a ficar completo dez anos depois. Em 1982, após o ex-presidente Rodolfo Aguiar apresentar a proposta de construção o anel superior ao então governador Marco Maciel, o estádio ficou com a forma atual. Foi inaugurado com a disputa de um quadrangular com Central, Sport e Náutico. O Tricolor foi eliminado de cara pela Patativa na disputa dos pênaltis, em um jogo com lotação máxima. Mas, nesse caso, a primeira impressão ficou longe de ser o retrato da relação do time com o estádio.
Agora, o Santa Cruz sonha em dar o próximo passo. A intenção é deixar a casa de todos os tricolores com ares modernos e inserir de vez o estádio no conceito tão propalado de arena multiuso. Foi com esse objetivo que foi planejada a Arena Coral, em 2007. Nos planos, além de colocar cobertura na praça esportiva e fechar o anel superior, está a construção de um centro comercial popular. O orçamento para construir a arena é de R$ 200 milhões.


Como foi a história

1943 - O Santa Cruz alugava o terreno onde seria construído o estádio. O clube pagou Cr$ 1.000,00 (mil cruzeiros) para adquirir o local.

1954 - O então prefeito do Recife, José do Rego Maciel, viabilizou a atração de investimentos para a construção do estádio. O principal deles foi o Bandepe. Antes do Mundão, foi construído o "Alçapão do Arruda", um estádio acanhado, que tinha arquibancadas de madeira.

19/11/1959 - O Arruda antigo, em 1959: as arquibancadas, acanhadas, eram de madeira e o campo era invertido, com uma das traves voltadas para a Avenida Beberibe.

1965 - O Arruda começou a ser construído, com a venda de cadeiras cativas e títulos patrimoniais. Um ano antes, o então presidente tricolor, José do Rego Maciel, conseguiu empréstimos a fundo perdido.

07/4/1966 - O setor que hoje são as sociais, foi o primeiro a ser construído.

15/5/1966 - O primeiro jogo no Arruda. O Santa Cruz venceu o Belenenses de Portugal por 2x1.

22/5/1966 - O jogo que abriu oficialmente o estádio. O Santa cruz perdeu para o Náutico por 1x0.

11/5/1967 - Data da inauguração da iluminação. Com Pelé em campo, o Santa cruz perdeu para o Santos por 5x0, com um gol do rei do futebol.

29/6/1968 - mesmo em obras, o estádio recebia jogos. Detalhe: em 1968 ainda não havia fosso e um pequeno trecho das cadeiras cativas havia sido construído.

5/12/1971 - Arruda em obras para a Minicopa de 1972. Existiam três projetos no Recife para o torneio de Santa Cruz, Náutico e Sport. Só o Mundão estava em obras e por isso foi escolhido pelo governo do estado, que investiu US$ 850 mil.

04/6/1972 - A inauguração oficial do Arruda. Santa Cruz e Flamengo empataram 0 a 0 em um jogo amistoso. No fim da manhã, foi realizada uma missa no setor de cadeiras do clube. Antes do jogo foi realizada uma cerimônia de inauguração, com hasteamento da bandeira do Brasil.

01/8/1982 - Reabertura do estádio, agora com anel superior, para um quadrangular entre Santa Cruz, Central, Náutico e Sport. O Timbu foi o campeão em uma final contra o Central. O estádio, mais uma vez, estava superlotado, com 86.738 torcedores. Foi a última ampliação.

Curiosidades

Maior público: 96.200 pessoas, em 29/8/1993, Brasil 6x0 Bolívia, Eliminatórias para a Copa do Mundo 1994.

O maior artilheiro do Arruda: Baiano (70 pelo Náutico, 56 pelo Santa Cruz, 1 pelo Sport e 1 pelo Central.

O maior artilheiro pelo Santa Cruz: Betinho, 98 gols.

Capacidade atual: 60.044 pessoas.


Fonte: Diario de Pernambuco, 03/02/2014