quinta-feira, 21 de setembro de 2017

A volta de Natan


A VOLTA DE NATAN

Rafael Brasileiro

Natan já viveu de tudo um pouco no Santa Cruz. Foi tricampeão pernambucano e conquistou acessos. Momentos de alegria que ainda fazem o atleta estampar um sorriso no rosto quando ele toca no assunto. Por outro lado já sofreu com eliminações e críticas por não ter durabilidade em campo. O meia retorna ao clube justamente em um momento que é necessário superar um dos piores momentos recentes do Tricolor do Arruda. Pelo discurso, a confiança está alta em uma mudança de cenário. 
O retorno para o clube que o revelou ficou ainda mais fácil porque Natan se sentiu acolhido tanto pela torcida como pelo atual elenco coral, que ele foi só elogios. “Me senti acolhido. Sou muito querido pela torcida e fui muito bem recebido. Temos muitos jogadores vencedores e acredito que ninguém esquece de jogar futebol. Tivemos uma atuação praticamente impecável e acredito que vamos conseguir entrar em uma nova fase.”
Por confiar tanto no que viu nos vestiários, Natan foi questionado se é possível sonhar com algo mais do que apenas a fuga do rebaixamento. O meia foi sincero e afirmou que acredita ser bastante complicado falar em acesso. “Temos que focar em uma coisa de cada vez. O primeiro passo é sair de uma zona desconfortável. Depois, a sequência do campeonato é que dirá. Matematicamente ainda dá, mas sabemos que é difícil”, analisou.
Para voltar ao Arruda nessa fuga do Z4, o meia revelou que teve o incentivo de um velho companheiro. O lateral-esquerdo Renatinho, grande amigo desde a época da base, disse que ele deveria voltar para o clube e foi um dos primeiros a lhe parabenizar pelo retorno ao Arruda. “Renatinho me procurou e meu empresário já tinha entrado em contato com o Santa. Ele deu força. Não sei se ele chegou a ligar para o pessoal daqui, mas falou que eu deveria voltar e ajudar o clube”, comentou.
Quem também queria o seu retorno era o técnico Marcelo Martelotte. Com poucas opções no mercado, Martelotte aprovou o retorno do atleta, mas os dois ainda não tiveram tempo de conversar com mais tranquilidade. “Não conversei com o Martelotte ainda, mas trabalhei com ele 2013. Foi um dos treinadores que mais me dei bem e foi um dos que tive maior sequência de jogos. Gosto muito do trabalho dele.”
 
Fonte: Diario de Pernambuco, Recife, 21/9/2017
 

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