quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Hora de apelar à paixão da torcida para evitar nova queda


HORA DE APELAR À PAIXÃO DA TORCIDA PARA EVITAR NOVA QUEDA

Daniel Lima

Uma nação é muito maior do que qualquer diretoria. O apoio do torcedor é valioso e fundamental no futebol. E o que resta para a torcida do Santa Cruz é abraçar os jogadores e apoiar o time para tentar escapar da queda à Série C. Diante de tantos erros de gestão, os tricolores podem salvar a temporada do clube, que está na zona de rebaixamento do Brasileiro após acumular três fracassos no ano: eliminações nas semifinais da Copa do Nordeste e no Campeonato Pernambucano e nas oitavas de final da Copa do Brasil.
Depois de manchar o primeiro semestre, o objetivo era conquistar o acesso à elite nacional, mas a briga é totalmente contrária da qual se imaginava. Um novo descenso, um ano depois de ter caído para a Segunda Divisão é iminente, porém ainda há tempo para evitar outro desastre em 2017.
O comparecimento maciço da torcida pode ajudar a Cobra Coral a fugir da degola. Para encher o estádio do Arruda na reta final da Série B, a diretoria estuda fazer uma promoção de ingressos. Nos últimos jogos, por exemplo, entradas custando um preço único - R$ 10 - foram colocadas à disposição.
A prova de amor e de inteligência da torcida do São Paulo no Campeonato Brasileiro da Série A serve de modelo para o Santa, que tem torcedores apaixonados e que costumam incentivar nos momentos mais complicados. No entanto, os corais devem em presença de público na temporada. A média na Série B é apenas 7.703 torcedores por partida. No total, 100.139 pessoas se fizeram presentes nos 13 jogos como mandante, sendo oito no Arruda e cinco na Arena de Pernambuco.

Gestão

De volta ao Z4, o Tricolor segue sufocado e pressionado. Nesta temporada, o clube continua pagando caro pelas escolhas equivocadas. Falhas na montagem do elenco, trocas constantes no comando, salários atrasados e crise financeira, além de outros problemas internos, refletem diretamente no desempenho da equipe. Se dentro de campo a situação é delicada, fora dele é ainda mais conturbada. Com tantas dificuldades, a diretoria tenta administrar o extracampo para evitar novos transtornos.

Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 03/10/2017

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