quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Pior campanha


PIOR CAMPANHA

Rafael Brasileiro

A situação do Santa Cruz na Série B é bastante complicada e isso não é segredo há um bom tempo. Com apenas uma vitória nos últimos 18 jogos, o Tricolor do Arruda tem 98,1% de chances de jogar a Série C de 2018, de acordo com o departamento de matemática da UFMG. Além de todos esses pontos negativos, a campanha de 2017 está bem encaminhada para ser pior do que a de 2007, ano em que o Tricolor caiu para a Terceira Divisão pela primeira vez. 
Com apenas nove pontos, o Santa Cruz é o lanterna do returno e precisa ter um aproveitamento de pelo menos 80% nos jogos restantes para ter chance real de se manter na segunda divisão. Com essa conta, o time alcançaria os 45 pontos e superaria a campanha do segundo turno de 2007 em um ponto. 
Há dez anos, a Cobra Coral fez 21 pontos no primeiro turno e mais 21 nos 19 jogos restantes. Aproveitamento que lhe deixou na 18ª posição da Série B daquele ano. Em 2017, o cenário é mais assustador. Foram 23 pontos na primeira leva de confrontos, e um segundo turno péssimo em todos os sentidos. Além de ter apenas 9 pontos em 14 jogos, o Santa Cruz foi a equipe que mais empatou (6), a segunda que mais perdeu (7) e tem a quarta pior defesa (18 gols sofridos).
Se as campanhas forem comparadas em relação aos pontos após a 33ª rodada, a de 2007 ainda segue na frente e mostra o quanto o Santa Cruz foi incompetente em conseguir se livrar do rebaixamento. Enquanto neste ano apenas 32 pontos foram conquistados, restando cinco partidas, em 2007, o clube coral já tinha 40 pontos, mas conquistou apenas dois pontos até o fim da competição.  
Por todos esses dados é impossível não lembrar da tragédia ocorrida em 2007. Um novo tropeço contra o Vila Nova nesta terça-feira também igualaria a sequência de dez jogos sem vencer daquele ano e que foi decisiva para a queda tricolor. Números que mostram que o caminho para a Série C está mais do que preparado se não houver um milagre nas cinco rodadas restantes. 

Fonte: Diario de Pernambuco, 06/11/2017

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