quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Santa Cruz espera definição de Grafite sobre o futuro


SANTA CRUZ ESPERA DEFINIÇÃO DE GRAFITE SOBRE O FUTURO

Daniel Lima

Continuar jogando ou ganhar um cargo de diretor no Santa Cruz? O futuro de Grafite para 2018 está indefinido. Aos 38 anos de idade, o atacante cogitou a aposentadoria ao fim deste ano para virar dirigente, mas também não descartou a possibilidade de seguir atuando nos gramados. Perguntado sobre o destino do camisa 23, o vice-presidente Constantino Júnior, agora candidato à presidência pela chapa de situação, deixou claro nas entrelinhas que quer contar com o ídolo da torcida seja dentro ou fora de campo.
“Ele é um cara de extrema importância para o clube, tanto dentro como fora de campo. Temos certeza que ele abraça o projeto. Mas depende da decisão dele. Estamos aguardando a sua escolha. Ele será fundamental jogando ou não. Dentro de poucos dias a gente vai poder estar dizendo o que ele pensa e de que forma pode ajudar”, afirmou Tininho.
O centroavante foi repatriado pelo Santa Cruz em 2015 após nove anos fora do Brasil. Veio durante a Série B e conseguiu conquistar o acesso para a Primeira Divisão. Com uma recepção calorosa da torcida, mais de sete mil pessoas no Arruda, pousou de helicóptero no estádio e teve a apresentação em moldes europeus. Ele também já tinha atuado no clube em 2001 e 2002. Em 2016, conquistou o Campeonato Pernambucano e uma inédita Copa do Nordeste, mas no segundo semestre acumulou um rebaixamento à Série B e terminou como artilheiro do time, com 24 gols, 14 deles no Brasileiro, em 56 jogos.
Ele sempre foi a voz ativa entre o elenco e a diretoria. Inclusive, criticou o planejamento do clube para a Série A. Também revelou que algumas pessoas da direção estavam trabalhando contra a gestão atual e fez críticas aos opositores. Contou que tinha atleta do elenco, na ocasião, que estava sem dinheiro para pegar um táxi e ir ao treinamento, expondo a dificuldade financeira enfrentada no Arruda. Ajudou os funcionários com doações de cestas básicas e dinheiro.
Este ano, Grafite voltou para o clube para a disputa do Campeonato Brasileiro da Série B após uma passagem apagada no Atlético/PR, onde marcou apenas um gol e viveu o maior jejum da carreira (seis meses sem marcar). No terceiro retorno ao Tricolor, acabou sendo rebaixado à Série C e marcou apenas três gols em 15 jogos. Na reta final da competição, amargou a reserva e teve um fim de ano melancólico.


Fonte: Folha de Pernambuco, 28/11/2017

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