sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Com o Santa onde o Santa estiver!


COM O SANTA ONDE O SANTA ESTIVER!

Clóvis Campêlo

Amigos corais:

Inicio estas mal traçadas linhas parafraseando o hino do Grêmio Portalegrense. É ao mesmo tempo uma homenagem e uma referência para o nosso combalido Santinha, afundado hoje em dívidas e dúvidas, em consequência de uma administração nefasta e deletéria, que mais uma vez nos joga quase no fim do poço.
Quando é que iremos aprender que a administração de um clube de massa como o Santa Cruz precisa se modernizar e se atualizar para gerar lucros e dividendos.
Os erros foram e continuam sendo muitos, a começar pela falta de planejamento e pelo gasto antecipado de receitas. Alguém precisa colocar o pé no freio nesta situação antes que a coisa se torne irreversível. Nenhuma empresa responsável e bem dirigida pode gastar mais do que arrecada. Isso é uma falta de senso.
Por outro lado, a acumulação de débitos herdados das gestões anteriores inviabilizam realizações concretas e possíveis. Hoje, somos um barco à deriva, com débitos enormes acumulados e receitas antecipadas gastas irresponsavelmente.
Não adianta mais repetir esse tipo de administração. E entre os candidatos atuais da situação e da “oposição” não houve nenhum discurso nesse sentido. Repetir todos os erros cometidos ao longo dos últimos anos, pode significar empurrar o clube para um impasse. Portanto, mudar é preciso!
Mas, como fazer isso de forma honesta e sem lucros pessoais? Essa talvez seja a pergunta mais difícil de ser respondida, já que não se muda de uma hora para outras a visão dirigencial desses cidadãos. Mas, se são empresários bem sucedidos nas suas empresas particulares, com certeza, é porque nelas exercem práticas diferenciadas. É preciso levar isso para o clube, muito embora saibamos que nem sempre a contenção financeira e a possibilidade de insucessos dentro do campo como consequência disso será bem entendida pela torcida. Administrar essa massa falida que é o Santa Cruz hoje, significa ter que gastar pouco e planejadamente e talvez abrir mão de campanhas e títulos mirabolantes a serem conquistados.
O futebol profissional hoje está inflacionado e a presença cada vez maior dos dirigentes empresários nos clubes, inviabilizam as suas modernizações. Depois de eleito, o candidato vencedor adquire liberdade para agir da maneira que bem quiser, já que as instâncias fiscalizadoras passam a ser ocupadas por pessoas da sua confiança. Sobreviver a isso é difícil, já que, na maioria das vezes, o amor ao dinheiro se sobrepõe ao amor ao clube. Aliás, amor ao clube verdadeiro só se manifesta nas torcidas, e essas querem resultados positivos imediatos e constantes.
O verdadeiro dirigente moderno precisará saber conciliar tudo isso. E, sinceramente, não sabemos ou podemos afirmar que esse gestor já esteja entre os que hora se apresentam como candidatos.
O que nos preocupa é que só o tempo nos dará a resposta correta.

Um comentário:

Walter da Silva disse...

TORCEDOR DESDE OS DEZ ANOS DE IDADE, CONVÉM SEMPRE DIZER
QUE TORCER PELO SANTA CRUZ FUTEBOL CLUBE É COMO MANTER
UM ÚTIL E PROFÍCUO CASAMENTO: NA ALEGRIA E NA TRISTEZA.