terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Mãos na massa e pés no chão


MÃOS NA MASSA E PÉS NO CHÃO

Daniel Lima

A experiência de Fred Gomes no Nordeste influenciou o Santa Cruz a escolhê-lo como diretor executivo de futebol. Mesmo com chegada prevista ao Recife para esta segunda-feira (11), ele já colocou a mão na massa. Na última quinta-feira, anunciou o técnico Júnior Rocha, ex-Luverdense. O currículo do dirigente remunerado indica que trabalhar com poucos recursos é uma das suas virtudes. Com a folha do elenco girando em torno de apenas R$ 250 mil, evidente que o orçamento será limitado. Em entrevista à Folha de Pernambuco, ele contou sobre sua trajetória e falou dos desafios que estão por vir.

Objetivo


A conversa com a direção foi de reconstrução. O clube acumulou dois rebaixamentos consecutivos e está em crise financeira. Gostei do projeto que me apresentaram e topei compor o departamento de futebol (com mais quatro profissionais da casa) porque sei da realidade. O Santa é gigante, mas está adormecido e precisa voltar a caminhar nos trilhos. Vou trabalhar com muita responsabilidade e sempre respeitando as outras pessoas no dia a dia.

Carreira 

Comecei trabalhando no futsal. Foram oito anos no futebol de salão até ingressar no profissional. De 2009 a 2011, trabalhei no Ceará. Em 2012, fui para o Icasa e fiquei até 2013. Na temporada de 2015, fiz parte da Federação Cearense de Futebol (FCF). No ano seguinte, assumi o departamento de futebol do Remo. Este ano, tive uma rápida passagem pelo Treze. Em seguida, dirigi o Guarany de Sobral e logo depois acertei com o Ferroviário, mas nem trabalhei lá porque resolvi aceitar a proposta do Santa Cruz. Como tinha uma cláusula no contrato, a saída foi tranquila.

Elenco 

Queremos jogadores competitivos. Vamos disputar quatro competições em 2018, sendo duas delas regionalizadas (Copa do Nordeste e Série C). Os reforços não serão especificamente da região Nordeste, mas precisamos de profissionais que abracem a causa e entendam a realidade.

Categorias de base 

Os jovens valores são a salvação dos clubes. Espero fazer uma integração entre a base e o profissional, mas primeiro temos que organizar a casa. Depois que arrumarmos ela, vamos tentar essa aproximação juntamente com o departamento de futebol.

Futuro 

Temos que buscar receitas e visibilidade. Com muita cautela e segurança, vamos lutar para reconstruir o Santa Cruz e contamos com o apoio dos torcedores, que precisam chegar junto.

Fonte: Folha de Pernambuco, 11/12/2017

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