domingo, 11 de fevereiro de 2018

De massagista a ídolo: Catatau é homenageado no carnaval


DE MASSAGISTA A ÍDOLO: CATATAU É HOMENAGEADO NO CARNAVAL

Daniel Lima


Tradicionalmente na segunda-feira de Carnaval, a Troça Carnavalesca Mista Ofídica, Erótica e Etílica Minha Cobra colore Olinda de preto, branco e vermelho e arrasta multidões pelas ladeiras. A concentração é no Largo do Bonsucesso, em frente à sede do Homem da Meia Noite, a partir das 9h. Durante o percurso, a Cobra Coral, de 27,5 metros de comprimento, acompanha os foliões, que tomam as ruas com muita animação, caem no passo e fazem uma festa em três cores. Fundado em 2005 por um grupo de torcedores, o bloco homenageia o ilustre massagista Catatau em sua 13ª edição.
A vida de Fernando José Mendes (Catatau) está diretamente ligada à história do Santa. São mais de 23 anos acompanhando com os próprios olhos cada passo do clube do povo. Uma paixão inexplicável que segue firme até os dias de hoje. Casado, pai de quatro filhos e morador do bairro Alto José do Pinho, comunidade do Recife, ele é uma lenda viva e a sua alegria diária contagia o ambiente do Arruda. A identificação com a torcida o tornou ídolo tricolor. O carisma e o sorriso sempre estampado no rosto dizem muito o quanto o baixinho é querido e amoroso.
Além de massagista, Catatau trabalha há 25 anos como enfermeiro do hospital Maria Lucinda, no bairro do Parnamirim, localizado na Zona Norte do Recife. Seu dia a dia é puxado, mas mesmo assim encontra tempo para conciliar suas atividades e mostra muita disposição para exercer as duas funções.

Confira a entrevista que o profissional concedeu à Folha de Pernambuco:

Apego


Torcedor declarado, o fanatismo pelo Santa é algo antigo. Desde 1970 existe uma admiração profunda. “Toda a minha família é tricolor. Somos torcedores doentes. É uma paixão antiga e difícil de ser explicada”, disse.

Convite

Em 1998, o técnico Nereu Pinheiro convidou Catatau para se tornar funcionário do clube. De lá pra cá, são mais de duas décadas nas Repúblicas Independentes do Arruda, acumulando muitas glórias, inúmeras lembranças, títulos, uma série de jogos memoráveis e, claro, momentos de alegrias e tristezas. “Cheguei aqui na década de 90. Comecei prestando serviço e depois me contrataram. Sempre fui um torcedor apaixonado e uni o útil ao agradável”, relembrou.

Símbolo

O seu pique à beira do gramado rouba a cena nos jogos. A corrida em alta velocidade para chamar o jogador, após pedido do técnico, é uma marca registrada. “Tudo começou no Alto José do Pinho, quando descia a ladeira de lá correndo. Sempre gostei de fazer isso e até hoje nunca mudei o meu estilo”, brincou.

Personagem

Quando está fora do ambiente de trabalho, é tratado como ídolo. Seus fãs pedem para tirar fotos e autógrafos. “Eu não acho que sou isso tudo, mas aconteceu né? Fico orgulhoso com essa torcida. É uma nação apaixonada por mim”, sorriu.

Fonte: Folha de Pernambuco, 10/02/2018

Nenhum comentário: