quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Sem prazo para inauguração, obras do CT desaceleram


SEM PRAZO PARA INAUGURAÇÃO, OBRAS DO CT DESACELERAM

Daniel Lima

 
Não há mais prazo definido para a inauguração do primeiro campo do Centro de Treinamento Ninho das Cobras, localizado na Estrada da Mumbeca, na Guabiraba, Zona Norte do Recife. Com três previsões de entrega fracassadas - agosto de 2017, dezembro de 2017 e fevereiro de 2018 -, a Comissão Patrimonial do Santa Cruz, que está à frente da construção, decidiu parar de prometer para que as expectativas não atrapalhem o andamento das obras, iniciadas ainda em dezembro de 2016.
Em entrevista à Folha de Pernambuco, o ex-presidente e conselheiro João Caixero, um dos responsáveis pelo projeto, revelou que por conta do aperto financeiro o ritmo dos trabalhos diminuiu. O processo tinha acelerado de agosto a dezembro do ano passado. “As obras estão devagar. Deu uma caída. Precisamos de 53 caminhões de areia. Isso representa cerca de R$ 34 mil”, afirmou.
Até agora, as etapas concluídas foram o processo de limpeza e de terraplanagem do terreno e a drenagem. O próximo passo é o plantio da grama. “Para isso precisamos de mais 170 caminhões. Mas prefiro não falar mais em prazo. O que posso dizer é que estamos trabalhando”, declarou.
Todo o empreendimento está orçado em R$ 5 milhões. Além da construção de três campos oficiais, o projeto final conta com quatro unidades funcionais (administrativa, médica, esportiva e alojamento), 55 quartos (23 para os profissionais e 32 para a base) e uma estrutura completa de serviços e lazer para a comissão técnica e atletas, com vestiários, academia e sala de imprensa. O terreno do CT foi comprado em março de 2012, na gestão do ex-presidente Antônio Luiz Neto, com parte da verba da venda do atacante Gilberto ao Internacional.

Recursos


Para arrecadar fundos, a Comissão Patrimonial lançou produtos com a marca do Santa - bolo de rolo, cerveja artesanal (Colosso Coral), café (Tradição Coral), cadernos, agendas, chaveiros e calendários. “A ideia foi muito bem aceita (pela torcida). As vendas estão dando um reforço financeiro, mas ainda precisamos de mais verba”, disse João Caixero, que antes de inovar na captação de recursos já havia lançado o livro “Santa Cruz de Corpo e Alma”, em agosto de 2016. De lá pra cá, 320 exemplares foram vendidos e ainda restam 280. A obra custa R$ 1.000.
A torcida também se mobilizou e tem ajudado. O grupo Tricolores do CT, formado em junho de 2017 e composto por torcedores, criou uma campanha colaborativa para angariar recursos. Nas duas primeiras ações, conseguiu um montante de R$ 47 mil - 14 mil foram gastos na compra de 18 caminhões caçamba de brita e R$ 33 mil destinados para a aquisição de areia grossa, respectivamente. A terceira meta é juntar R$ 40 mil para adquirir a grama tipo esmeralda, calcário e herbicida. A principal arma dos idealizadores é a transparência e a prestação de contas à parte do clube mesmo existindo um diálogo com a Comissão Patrimonial.


Fonte: Folha de Pernambuco, 27/01/2018

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