quinta-feira, 3 de maio de 2018

Falta de criação


FALTA DE CRIAÇÃO

Daniel Lima

O maior calo do Santa Cruz é o poder de criação. Não é à toa que o centroavante Robert reclamou que a bola não tem chegado com qualidade ao ataque e por isso se sentiu prejudicado no esquema tático. Além da crítica do camisa 9, o técnico Paulo César Gusmão se queixou da falta de criatividade do time nos dois jogos seguidos contra o ABC/RN, um pela terceira rodada da Série C, na Arena de Pernambuco, que terminou empatado em 0x0, e outro pelo jogo de ida das quartas de final da Copa do Nordeste, com vitória dos potiguares sobre os pernambucanos por 1x0, no estádio Frasqueirão, respectivamente.
A equipe tem criado pouco e fica difícil sem receber as bolas (lá na frente). Mas não podemos falar só de quem errou... temos que apenas trabalhar. O time está bem, mas precisamos criar mais, ser mais ofensivos e fazer mais jogadas em diagonal, que é o meu forte”, comentou o Robert, que marcou um gol em quatro jogos.
Apesar de concordar com o questionamento de PC Gusmão, o meio-campista Arthur Rezende distribuiu o problema do setor de criação: “A armação não vem só de um jogador. Começa no zagueiro para sair jogando, para o volante vir buscar o jogo, dar no meia, e o meia fazer ela chegar no atacante. É algo coletivo. O meia depende dos outros atletas. Depende, também, do atacante, da movimentação dele, dele vir por dentro, fazer uma tabela.” 


Fonte: Folha de Pernambuco, 02/5/2018

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